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PROJETO RÁDIO TREM
Recordando os Bons Tempos!

Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários

Agenda Trem Cultural

Convidamos você a participar da exposição "150 Anos da Mais Paulista das Ferrovias", a primeira realizada pelo Museu Ferroviário Paulista.

Venha prestigiar a história da Companhia Paulista! Será na próxima segunda feira, dia 19 de fevereiro, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a partir das 10 horas. Não perca!

Curadoria: Thales Veiga.

Realização: Museu Ferroviário Paulista.

Patrocínio: Rumo Logística e IDESTRA.

Apoio: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

www.facebook.com/museuferroviariopaulista/

Venha para o Café 

na Maria Fumaça “Ouro Verde“

O que já era um sucesso agora esta ainda melhor, estamos falando do exclusivo “Café na Maria Fumaça”, agora na versão “Ouro Verde”, em um novo carro restaurante, com mais espaço, requinte e conforto, venha saborear o nosso delicioso e sofisticado café da manhã, a bordo de um lindo e histórico carro restaurante, o único restante no Brasil o carro CR-31 um legitimo “Sorocabana” completamente restaurado e original da década de 40.

Venha fazer um lindo passeio de trem com muito luxo e requinte, da mesma forma que os Barões e Baronesas do Café viajavam antigamente. Saboreie um delicioso café e aproveite a paisagem.

Todos os passeios são Beneficentes, parte da renda obtida é aplicada diretamente na manutenção dos trabalhos da Associação, na manutenção e melhoria do passeio e em especial na busca, coleta e restauração de novas locomotivas, carros de passageiro e outros equipamentos que representam a história das nossas ferrovias. A fila é grande !

Este trem faz parte de um novo serviço oferecido pela ABPF Regional Campinas que opera a Maria Fumaça que são os Trens Especiais, onde serão servidos café, almoço ou jantar, com opção de viajar em carros Inox ou em nossos carros especiais.

Datas Disponíveis e Horário do Evento

25/02/18 –25/03/18

DURAÇÃO: DAS 10:00 AS 14:00 HORAS.

LOCAL: ESTAÇÃO DE ANHUMAS – CAMPINAS – SP

Programação do Evento

10:10 – Partida do trem sentido Jaguariúna;
10:30 – Abertura do restaurante, inicio do café;
12:00 – Chegada do trem em Jaguariúna, final do serviço de café;
12:30 – Retorno do trem sentido Anhumas;
13:50 – Chegada a estação de Anhumas.

Composição do Café na Maria Fumaça

Café – Leite – Suco – Iogurte
Bolo – Petit Four – Mini Pão Frances – Mini Croissant
Manteiga – Mel – Geleia – Requeijão
Granola – Fruta da época

 Tudo servido a bordo do nosso carro restaurante, durante a viagem até Jaguariúna, com muito conforto e requinte !!!

Importante: O café começa a ser servido assim que o trem partir de Campinas e será servido até a chegada do trem em Jaguariúna, finalizando o serviço do café contratado. No retorno para Campinas o restaurante volta fechado e os passageiros retornarão em um carro de passageiros.

 Valor do Passeio de Trem já com o “Café na Maria Fumaça” incluso

Segue abaixo os valores para o Passeio de Trem com o “Café” incluso, são vagas limitadas, dispomos de apenas 3 mesas para 2 pessoas e 5 mesas para 4 pessoas. Todos os valores recebidos serão utilizados para o custeio das despesas do evento e o saldo será investido na manutenção e restauração do acervo.

INGRESSOS PARA O “CAFÉ NA MARIA FUMAÇA”

INGRESSO ADULTO – R$ 150,00 (por pessoa)

INGRESSO CRIANÇA (DE 3 A 12 ANOS) – R$ 90,00 (por pessoa)
(Crianças até 2 anos viajando no colo, não pagam)

(Apenas 26 lugares disponíveis)

Maiores informações:

www.mariafumacacampinas.com.br/cafe-na-maria-fumaca 

Vídeos
 Notícias Ferroviárias :

Ferrofrente: 
frente nacional pela volta das ferrovias

Manifesto da FerroFrente

Frente nacional pela volta das ferrovias

I – Em números redondos, 80% do transporte terrestre de cargas no Brasil se dá sobre pneus, apenas 20% sobre trilhos.

II – Nos países industrializados e demais países em desenvolvimento é o contrário que se observa e não é por acaso. Comparado ao transporte rodoviário, o transporte ferroviário emite apenas 1/4 de gases de efeito estufa e custa apenas 1/6 do valor do frete.

III – Se, por hipótese, invertêssemos o rodoviário com o com o ferroviário, teríamos uma economia de 175 bilhões por ano, o que daria para construir 20.000 km de ferrovias a cada novo ano. E veja-se que hoje temos menos de 28.000 km em operação.

IV – Não queremos desconfiar da inteligência de nossos governantes, mas realmente parece que eles estão duvidando da nossa.

V – Claro está que uma tal inversão não pode ser feita por decreto, nem de uma hora pra outra, mas pode sim ser priorizada, pode ser colocada como uma questão de Estado, e não dos sucessivos governos.

VI – Seria uma mudança com o condão de mudar positivamente a situação do Brasil no quesito competição de mercado, o que, por sua vez, faria crescer nossa economia e a riqueza de cada um de nós brasileiros.

VII – Há produto (inclusive da cesta básica) no Brasil cujo preço tem mais frete que qualquer outra coisa. É o caso açúcar, do arroz, do feijão, que pelo menos na maior parte do ano poderiam custar menos que a metade se houvesse ferrovia para transportá-los.

VIII – Atualmente os investimentos previstos para os ferrovias são via PPPs, quer dizer, envolvem dinheiro privado, mas a contribuição pública destes investimentos no transporte ferroviário é feita com o dinheiro do trabalhador, que é quem realmente paga imposto no Brasil.

IX – Aliás, o trabalhador paga o imposto antes de receber a renda, pois já vem descontado na folha de pagamento, o que faz parecer que o governo não confia nele, justo no pobre, no trabalhador, que como sabemos são as pessoas mais honestas do país: as falcatruas se dão no alto escalão.

X – Ao contrário do que em geral se pensa, não são as grandes empresas que pagam grandes quantias de impostos, como às vezes alardeiam. Na verdade, em geral, elas repassam o imposto para o preço dos produtos e serviços: quem paga é o cidadão de menores recursos.

XI – O Brasil, desde antes dos meados do século passado, só tem investido em rodovias. E esse investimento, feito com o dinheiro do imposto do trabalhador, só serve para prejudicar o trabalhador.

XII – É kafkiana a situação! É inadmissível um Estado assim, que usa o dinheiro do mais desvalido contra ele mesmo e em favor dos mais abastados, dos grandes lobbies.

XIII – O pior. São exatamente os financiadores involuntários desse estado de coisas, desse investimento torto, que acabam pagando o preço máximo por isso: a própria vida. São milhares de mortes causadas diretamente pela poluição do trânsito. A própria ONU acabou de reconhecer isso de forma oficial.

XIV – O rico anda de carrão, com ar filtrado e refrigerado, no bem bom. Mas o trabalhador anda pendurado nos ônibus que conhecemos, aspirando dióxido e monóxido de carbono, num trânsito caotizado pelo mesmo motivo: excesso de veículos.

XV – A imobilidade urbana chega a uma situação inadmissível, enervante e predadora. Sendo que a solução está a nosso alcance.

XVI – O trem polui quatro vezes menos, e o frete ferroviário é seis vezes mais barato.

XVII – A poluição traz vários tipos de doenças respiratórias, inclusive o câncer.

XVIII – A poluição gera aquecimento global, o que enfraquece nossa posição mundial.

XIX – A poluição é um crime contra as gerações futuras.

XX – O alto custo do frete aumenta o custo de todas as mercadorias, especialmente as mais básicas, mais necessárias, que chegam a andar mais de três mil quilômetros em caminhões.

XXI – A concentração nos caminhões congestiona as estradas, trazendo acidentes, favorecendo os arrastões, vilipendiando o motorista do automóvel e o profissional da estrada, uma das maiores vítimas do processo.

Neste contexto é que a FerroFrente está sendo lançada, vez que os prejuízos se espalham por todo o país, razão pela qual a frente está preparando um Projeto de Lei de origem Popular para que o preço total dos fretes sejam estampados nas Notas Fiscais de Venda, visando assim sensibilizar toda a opinião pública do país a lutar pelo direito de transformação modal no país.

Contatos:

www.ferrofrente.com.br

www.facebook.com/voltadasferrovias/

Túnel  do  Tempo

CONFIRA O QUE JÁ FOI 

NOTÍCIA NAS FERROVIAS...

Trem da FEPASA 

volta a Santos

O investimento, — segundo o presidente da Fepasa, — “foi mínimo”. Apenas a reforma de 4 carros de passageiros que, afinal, já estavam em operação, na época.

O custo operacional ficava, desde logo, garantido pelo contrato com as agências de viagens Dominus e Redetur, que pagariam 5,1 mil BTNs por viagem de ida e volta, — vendessem ou não todos os 256 lugares oferecidos no trem.

Uma viagem com jornalistas, um “press-release” com boas fotos e algumas autoridades presentes para responderem às perguntas, — mais a influência das agências de viagens junto aos cadernos de turismo dos grandes jornais e programas de TV, — fizeram chegar ao público uma sucessão de reportagens espetaculares, bem a tempo para o feriado de 2 Nov. 1990, já esquentando os motores para o Natal, Ano Novo, e as férias do verão de 1991.

O sistema não era novidade para a Fepasa, — que, um ano antes, havia lançado trens “charter” nas linhas de Poços de Caldas (MG) a Águas da Prata (SP); e de Campinas a Peruíbe, no litoral. De acordo com o presidente da Fepasa, a experiência tinha obtido tanto sucesso que seria repetida em outras linhas, como a de Cordeirópolis a Porto Ferreira.

A Secretaria de Esportes e Turismo produziu, mais tarde, um folheto colorido, impresso pela Imprensa Oficial, para divulgação institucional nos locais adequados, dali por diante.

Sob o título “Roteiro”, o folheto repete, — com menos palavras, — as mesmas informações básicas divulgadas pela Folha de S. Paulo em 30 Out. 1990; e pela revista Ferrovia (AEEFSJ) datada de Nov.-Dez. 1990.

Os horários, porém, já se apresentam corrigidos, indicando que foi redigido por volta de 16 Dez. 1990, — quando o Shopping News noticiava a mudança, — ou, mais provavelmente, depois.

Na outra metade do texto sintético, sob o título “Histórico”, faz um volteio pelo governador Júlio Prestes, — que cravou em 1927 a estaca inicial da descida da serra da Sorocabana, — para admitir, adiante, que só bem mais tarde os trabalhos foram “intensificados”, — por “engenheiros, operários, empreiteiros, médicos, enfermeiros, famacêuticos, carpinteiros etc.”, — com o primeiro trem percorrendo a linha completa em 2 Dez. 1937. Nessa narrativa, o presidente Getúlio Vargas apenas inaugurou oficialmente a linha, em 26 Jul. 1938.

Rompia-se, finalmente, o monopólio da “Inglesa” na serra do Mar, passagem obrigatória de todas as cargas de exportação das demais ferrovias paulistas, — com reflexos sobre vasta extensão do Brasil por elas mantida como tributária, do norte do Paraná até o Mato Grosso, Goiás e sul de Minas.

 

Folha de São Paulo – 01.12.1998

Gazeta de Santo Amaro, jornal de 1962

FOLHA DE SÃO PAULO de 1974 .

Jornal Folha de S. Paulo, 18.08.1961

Frota original de trens do Metrô está prestes a desaparecer

Para alguns um alívio, para outros motivo de saudade. Em comum o fato de que hoje já é quase impossível encontrar o único trem original que ainda resta na Linha 1-Azul do Metrô. Estamos falando da Frota A, que inaugurou os serviços do Metrô de São Paulo em 1974. Desde 2009, a companhia está fazendo uma modernização gradual nos 51 trens dessa frota além de outras 47 composições de outras frotas antigas que eram usadas nas linhas 2 e 3.

Nesta semana, o penúltimo trem original, o A21, foi recolhido e prepara-se para ser levado para uma das empresas que o reformarão. Com isso apenas a composição A35 está em serviço na Linha 1. Ela deve permanecer na linha até fevereiro de 2018 quando será retirada e enviada para modernização.

O blog andou no trem A21 no último sábado e registrou algumas fotos publicadas aqui. Já bastante utilizado, o trem exibia um desgaste claro com paineis soltos e bancos desbotados. Para quem não sabe diferenciá-los de outros trens é fácil: basta reparar no barulho da ventilação e dos vidros abertos para constatar que você está a bordo de um trem da Frota A. Sim, eles não são equipados com ar-condicionado, um “luxo” que só foi adotado no metrô paulistano há pouco tempo. É essa a principal melhoria que os velhos trens recebem, além é claro de novos sistemas de controle, interior remodelado e a retirada das cabines de comando de quatro dos seis vagões, entre outros.

Transporte do futuro

Se hoje estão mais associados ao desconforto, os trens da primeira encomenda do Metrô já foram sinônimo de futuro. Construídos no Brasil pela empresa Mafersa sob licença da fabricante americana Budd, os trens da Frota A ganharam algumas peculiaridades que mais tarde acabaram suprimidas em outros projetos como a cabine de comando ocupando apenas o lado direito do vagão e a divisão dos seis vagões em três conjuntos que poderiam ser separados para atender trechos de baixo movimento – como se o Metrô de São Paulo em algum momento da história fosse ter uma demanda pequena. Já a adoção da alimentação elétrica pelo terceiro trilho, instalado na parte inferior da via, tornou a composição mais limpa que os velhos trens de subúrbio da época, única opção sob trilhos disponível nas grandes cidades. 

Os primeiros anos de serviço apresentaram aos usuários um sistema capaz de atender uma demanda muito alta com intervalos baixos e regulares e com boa parte do percurso subterrânea. O interior dos vagões também representavam um nível maior de conforto para a época e, sobretudo, o funcionamento e a confiabilidade demonstraram que São Paulo passava a contar com um transporte coletivo tão ou mais moderno que o de outras cidades no mundo.

O A21 parte para uma de suas últimas viagens

Com a decisão do governo do estado de modernizá-los, dois consórcios venceram a concorrência para converter os trens da Frota A em duas novas frotas, a J e a I. Em relação ao projeto original pouco resta do “A” nessas duas novas séries. A máscara ainda mantém a inclinação original mas a cabine passou a ocupar toda a frente do trem. Por conta do sistema de ar-condicionado, as janelas perderam a parte móvel, mas as portas foram mantidas do mesmo tamanho. O salão, no entanto, é mais amplo e com melhor circulação de pessoas – além disso, foi adotado um painel eletrônico que mostra as estações das três linhas onde ele pode ser usado. Também passaram a contar com o sistema CBTC, de controle de trens.

Para quem utiliza o metrô paulistano desde as décadas de 70 e 80, ver um trem da Frota A é uma experiência inteiramente relacionada a um período em que a antiga linha Norte-Sul era uma exceção de qualidade no transporte coletivo da capital. A lotação não chegava aos níveis atuais e mesmo o ruído e o calor pareciam mais amenos. Já a “mágica” de cruzar a cidade em cerca de meia hora, essa sim parecia coisa de ficção científica

NOVEMBRO/2017 – Fonte Revista Ferroviária (Metrô CPTM) 

Louvável e ao mesmo tempo
Lamentável!

LOUVÁVEL que os Trens da frota antiga sejam modernizados, para atender a realidade da atual demanda de passageiros transportados diariamente, que não a mesma dos idos das décadas de 1970, 80, recebendo novo layout e novos equipamentos, como o sistema de Ar Condicionado.

LAMENTÁVEL que o A 35,  por ser o último exemplar em faces originais da 1º Frota da Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô, esteja sendo embarcado em carretas para reforma / modernização, não sendo mais mantido em sua originalidade!  

"O (A 35), o último exemplar original de sua época e era, o último de dezenas de composições, que já foram modernizadas, deveria permanecer em seus moldes originais, por ser um marco histórico do Metrô de São Paulo!"

Parabéns aos Metroviários pela excelente manutenção dada a esses Trens, durante as décadas de bons serviços prestados a população!

"UMA PENA QUE NÃO HAJA VISÃO POR PARTE DO METRÔ, DO GOVERNO DO ESTADO, PARA QUE O ÚLTIMO EXEMPLAR ORIGINAL, PARCELA FÍSICA DE UMA HISTÓRIA, SEJA PRESERVADO...

... POIS QUANDO ESSA COMPOSIÇÃO RETORNAR, REPAGINADA E PORTANTO DESCARACTERIZADA... 

... SERÁ PRATICAMENTE UM OUTRO MODELO DE TREM!..." 

Quando deixamos de preservar os marcos físicos de uma história, deixamos de preservar parcelas significativas dessa memória.

Fevereiro / 2018 - Anderson A. C.

(Imagem de Maurício Andrade)

Empreiteiras são condenadas por fraudes 

em licitações do metrô de SP

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou, nesta sexta-feira, 12 empresas envolvidas em fraudes em licitações para a construção e instalação da Linha 5 Lilás (Largo 13 à Chácara Klabin), em São Paulo. Entre as empresas condenadas estão as empreiteiras Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior e OAS. A juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara de Fazenda Pública, determinou que as empresas reembolsem cerca de R$ 325 milhões aos cofres públicos e fiquem proibidas de contratar com o poder Público por 5 anos e de receberem benefícios ou incentivos fiscais. Na mesma ação, a magistrada homologou o acordo entre a Camargo Corrêa — que admitiu que agiu em conluio com outras empresas para participar de lotes da obra — e o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Por conta do acordo, a Camargo Corrêa não fica inidônea e terá de pagar cerca de R$ 24 milhões aos cofres públicos. A decisão cabe recurso.

Além das empreiteras, as empresas Serveng-Cuvilsan, Heleno & Fonseca, Iesa, Cetenco, CR Almeida e Cosben também foram condenadas. A juíza também condenou o atual secretário municipal de Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda, ex-presidente do Metrô e da CPTM nas gestões tucanas José Serra e Geraldo Alckmin, ao pagamento de R$326.915.754,40, a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 5 anos, além da proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais por 5 anos.

Por meio de nota, Avelleda afirmou que é inocente e que vai recorrer contra decisão. "O secretário Avelleda não é acusado de fraude, não participou da elaboração do edital, não realizou a licitação, e também não assinou qualquer contrato referente à concorrência da Linha 5 do Metrô. Não há nenhuma referência ao secretário em atos de corrupção. A única acusação feita contra Avelleda é ele ter dado continuidade aos contratos de execução da Linha 5, enquanto presidente do Metrô. O próprio Tribunal de Justiça, por duas vezes, já havia confirmado a decisão de Avelleda de ter mantido os contratos da Linha 5, pois do contrário haveria enorme prejuízo à população de São Paulo", diz o texto.

 O GLOBO ainda não conseguiu contato com os demais condenados na ação.

 A Camargo Corrêa admitiu no acordo firmado com o MPSP que houve superfaturamento de dois lotes da linha 5 do metrô de São Paulo. Os contratos em valores atualizados chegam a R$ 3,5 bilhões. As empresas condenadas "dividiram" a obra entre elas. No acordo com o MP, ficou estabelecido que a Camargo Corrêa pagaria R$24,3 milhões.

 ACORDO DA CAMARGO CORRÊA

 A investigação foi aberta com informações obtidas em acordo de leniência feito com a construtora Camargo Corrêa, executivos e ex-executivos da empresa. Por meio do acordo, as empresas confessam participação na conduta ilegal, fornecem informações e apresentam documentos para colaborar com a apuração do cartel.

A empresa indicou que a prática teria atingido 21 licitações públicas no Brasil e perdurou entre 1998 e 2014. O cartel teria envolvido nove empresas: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Carioca, Marquise, Serveng e Constran. Além disso, é possível que outras dez construtoras também tenham participado do conluio: Alstom, Cetenco, Consbem, Construcap, CR Almeida, Galvão Engenharia, Heleno & Fonseca, Iesa, Mendes Junior e Siemens.

As obras que teriam sido afetadas são, por exemplo, o metrô de Fortaleza, o metrô de Salvador, a Linha 3 do metrô do Rio de Janeiro, a Linha 4 – Amarela do metrô de São Paulo, e duas obras para a Linha 2 – Verde de São Paulo. Há indícios de que também houve acordos anticompetitivos concluídos e implementados em 2008 que afetaram outras duas obras para a Linha 2 – Verde e Linha 5 – Lilás, ambas em São Paulo.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: O Globo 

Projeto concede porte de arma à segurança do metrô

Os agentes de segurança metroviária poderão ter porte de arma. A permissão está prevista no projeto de autoria do senador Hélio José (Pros-DF), que está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta (PLS 34/2018) altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) para estender aos agentes de segurança metroviária a possibilidade de portar arma de fogo, como já é autorizado para as carreiras de agentes prisionais e para as guardas portuárias.

Hélio José argumenta que os metrôs das grandes cidades brasileiras têm sido palco de crimes que vão de furtos a homicídios e, às vezes, vêm sendo usados como meio rápido de fuga para os criminosos. Com isso, segundo o senador, as centenas de milhares de pessoas que utilizam diariamente os metrôs se sentem cada vez menos seguras.

O senador ressalta que a legislação que rege a segurança metroviária (Lei 6.149/1974) permite aos agentes atividades como vigilância, ações de manutenção da ordem, colaboração com a polícia e até prisão em flagrante e, mesmo assim, o Estatuto do Desarmamento não concede a eles o porte de arma. Na visão de Hélio José, essa proibição é uma contradição, pois “quem dá a missão dá os meios”. O projeto seria, assim, uma forma de ajustar a lei e colaborar com mais segurança para os agentes e para os usuários.

O projeto receberá decisão terminativa na CCJ. Se for aprovado e não houver recurso para sua análise pelo Plenário do Senado, poderá seguir para a Câmara dos Deputados.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: Senado Notícias

Metrô de São Paulo transporta 8,7 milhões no Carnaval

 e 34 são detidos por vandalismo

Nas quatro linhas do Metrô (1, 2, 3 e 5), em razão do mau comportamento dos passageiros, foi preciso desenergizar as vias 30 vezes.

Ao lado dos ônibus municipais de São Paulo, o Metrô foi o principal meio de transporte no Carnaval Paulistano.

Segundo balanço divulgado hoje pela Companhia do Metropolitano, entre sábado e ontem (13), as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela e 5-Lilás, transportaram, ao todo, 8,7 milhões de passageiros.

No entanto, segundo a Companhia, o que poderia ser um balanço unicamente positivo pela grande quantidade de passageiros atendidos, foi marcado por destaques negativos, em especial pelo mau comportamento de alguns usuários, principalmente foliões.

Nesse período (os quatro dias de Carnaval), 34 cidadãos foram detidos e encaminhados à Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) por danos ao patrimônio público e uso impróprio do sistema metroviário, como acionamento indevido do botão de emergência (conhecido como botão soco) e descida às vias.

Nas quatro linhas do Metrô (1, 2, 3 e 5), em razão do mau comportamento dos passageiros, foi preciso desenergizar as vias 30 vezes, causando 88 minutos de interferência na circulação dos trens. Na linha 4-Amarela, administrada pela concessionária ViaQuatro, oito viagens tiveram de ser canceladas em razão dos incidentes provocados pelos usuários.

Os problemas começaram no final de semana anterior ao Carnaval, com os blocos de rua, e se concentraram, na ocasião, na linha 4-Amarela.

Segundo a nota do Metrô, a situação fez com que a companhia estatal nas linhas 1,2,3 e 5, e a concessionária ViaQuarto elaborassem um esquema ainda mais reforçado para o Carnaval.

As equipes das duas empresas devem atuar também no Pós-Carnaval, neste próximo final de semana.

Tendo em vista os problemas causados pelo público no pré-Carnaval, quando o sistema teve de operar parcialmente durante 2h44, e para atender à demanda nos dias oficiais da festa, o Metrô e a ViaQuatro fizeram uma operação especial com reforço da segurança, instalações de bolsões e controle de fluxo.

A operação especial será repetida no próximo fim de semana em razão dos blocos que desfilarão pela capital no pós-Carnaval.

FEVEREIRO/2017 – FONTE: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes, em Diário dos Transportes.

Abaixo-assinado para pressionar reativação de Ferrovia histórica

Para tentar recuperar um trecho da primeira ferrovia construída no Brasil, moradores de Magé estão fazendo um abaixo assinado. O ouvinte e presidente da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária Antônio Pastori conta que são necessárias 20 mil assinaturas para que o trecho da Estrada de Ferro de Mauá seja revitalizado.

"Precisamos de 20 mil assinaturas para sensibilizar os senadores para a restauração e reativação de um trecho de 7 quilômetros da primeira ferrovia do Brasil: a Estrada de Ferro Mauá. O nome original é Estrada de Ferro de Petrópolis, da Imperial Companhia de Navegação a Vapor, do Barão de Mauá, inaugurada em 1854. É um trecho pequeno, mas é parte da nossa história, por isso, queremos a revitalização desse trecho. Essa ferrovia é pioneira e é lamentável a situação atual em que se encontra. Está muito abandonado", explica o presidente da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, Antônio Pastori.

A ferrovia Mauá-Fragoso foi a primeira do Brasil construída em 1854 por uma iniciativa do Barão de Mauá. O percurso tinha cerca de 14 km. Em 1954, no ano de seu centenário, a Estrada de Ferro Mauá Fragoso foi considerada Monumento Histórico Nacional.

O traçado original ligava Inhomirim, na Região Serrana do Rio à Baía de Guanabara. A linha foi criada para levar o café produzido no Vale do Paraíba ao cais de Magé e, de lá, de barco ao porto do Rio de Janeiro. Tudo isso pertencia a Rede Ferroviária Federal até 1998, quando foi entregue à Prefeitura de Magé. Cabe ao Instituto do Patrimônio Histórico fiscalizar Aa conservação e manutenção do espaço.

O abaixo assinado contém 156 assinaturas e está disponível no site do Senado Federal. Ao atingir 20 mil apoios a iniciativa se torna uma Sugestão Legislativa e passa a ser discutida por senadores.

A Prefeitura de Magé e o Iphan, responsáveis pela administração e conservação do espaço, não se pronunciaram sobre o abandono da estação e do trecho da ferrovia.

 Clique aqui para participar da votação

FEVEREIRO/2018 – FONTE: Band News (corrigida)

CPTM terá máquinas de compra de créditos para BU em suas estações

A partir desta quinta-feira, 1º de fevereiro, a CPTM disponibilizará máquinas para compra de crédito no Bilhete Único em 60 estações, nas seis linhas do sistema. Até o mês de abril, todas as estações contarão com o serviço.

As máquinas são do tipo autoatendimento e aceitarão cartões de débito das bandeiras Mastercard, Visa e Elo. As estações que já contam com as máquinas são:

 Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato): Perus, Caieiras, Franco da Rocha, Baltazar Fidelis e Francisco Morato;

 Linha 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi): Júlio Prestes, Lapa, Domingos de Moraes, Imperatriz Lepoldina, Comandante Sampaio, Gen. Miguel Costa, Carapicuiba, Santa Terezinha, Antonio João, Barueri, Jardim Belval, Jandira, Eng. Cardoso;

Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú): Osasco, Presidente Altino, Ceasa, Villa Lobos-Jaguaré; Cidade Universitária, Pinheiros e Hebraica-Rebouças;

Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra): Luz, Ipiranga, São Caetano, Utinga, Pref. Saladino, Prefeito Celso Daniel-Santo André, Capuava, Mauá, Guapituba, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra;

Linha 11-Coral (Luz-Guaianases-Estudantes): Corinthinas-Itaquera, Dom Bosco, Guaianases, Antonio Gianetti, Poá, Suzano, Jundiapeba, Estudantes, Braz Cubas e Mogi das Cruzes;

Linha 12- Safia (Brás-Calmon Viana): Comendador Ermelino, São Miguel Paulista, Itaim Paulista, Jardim Romano, Itaquaquecetuba, Aracaré e Calmon Viana.

Todas as estações da CPTM também contam com máquinas validadoras para verificação de saldo e carregamento do Bilhete Único, serviço prestado pela empresa Planinvest, vencedora da licitação. No total, são 473 máquinas.

 Já a vencedora da licitação para prestação de serviço de compra de crédito do Bilhete Único foi a Autopass. Serão instaladas 129 máquinas.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: CPTM 

Pimentel reage e quer reunião com Temer por verba para metrô

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), solicitou uma reunião com o presidente Michel Temer (PMDB) para discutir a situação do metrô de Belo Horizonte, que corre o risco de ter o funcionamento reduzido e até de parar de circular, a partir de junho, por falta de recursos. A iniciativa é uma reação ao problema apresentado em reportagem de O TEMPO no último domingo, que mostrou a redução do Orçamento para o metrô da capital. Neste ano, o valor é de R$ 56 milhões, quase a metade dos R$ 103 do ano passado.

Em vídeo publicado em redes sociais, Pimentel se disse estarrecido com a notícia e garantiu que não vai aceitar a suspensão do serviço. O governador ainda reclamou da ausência de ministros mineiros na gestão de Temer e de “descaso” da União com o Estado.

“Se não bastasse tudo isso, agora querem parar o metrô de Belo Horizonte. É impossível, Minas vai reagir. Já pedi audiência com o presidente Temer, vou falar com o prefeito (Alexandre) Kalil (de BH), nós vamos juntos lá. É impraticável esse tipo de atitude com Minas. Não vamos aceitar”, disse.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pela gestão do metrô, reconheceu nesta segunda-feira (5) a necessidade de recomposição do Orçamento, que sofreu redução de cerca de 40% em relação ao ano passado, para que o sistema não seja afetado.

A CBTU confirmou, em nota, que “necessita de uma recomposição na Lei Orçamentária Anual”. A companhia informou que busca, com o Ministério das Cidades, a recuperação do Orçamento para manter “níveis adequados de operação” e que tem “confiança e determinação” para superar as adversidades e garantir os investimentos necessários.

Entenda. Em ofício assinado em 31 de janeiro, o diretor-presidente da CBTU, José Marques de Lima, afirmou que, devido aos cortes orçamentários feitos pela União, estão sendo adotadas medidas, como a suspensão de contratos de serviços e a restrição do funcionamento apenas aos horários de pico – de segunda a sexta-feira, das 5h30 às 8h30 e das 17h30 às 19h30, a partir de 5 de março.

O Ministério das Cidades declarou que tem buscado, junto com as pastas de Fazenda e Planejamento, ampliar o Orçamento destinado à operação do sistema em cinco capitais – além de BH, Recife, Natal, João Pessoa e Maceió –, dos R$ 139,7 milhões aprovados para cerca de R$ 200 milhões, com o intuito de “assegurar a prestação do serviço com segurança e confiabilidade ao usuário”.

A reportagem tentou nesta segunda-feira contato com o prefeito Alexandre Kalil (PHS), mas ele estaria em reuniões. A assessoria de imprensa da prefeitura afirmou que, até o fechamento desta edição, Kalil não havia sido contactado por Pimentel, mas ressaltou que o prefeito tem boas relações com Temer e com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e que está se informando sobre o assunto para intervir e garantir o serviço.

 Mobilidade vai ficar comprometida

 A possibilidade de redução do funcionamento e de suspensão da circulação do metrô preocupa usuários e especialistas, que preveem prejuízos à mobilidade na região metropolitana. O ourives Adão Antônio dos Santos, 52, usa o metrô todos os dias para ir trabalhar. “Vou ter que pegar mais dois ônibus, e meu trajeto vai demorar ao menos mais uma hora”, disse.

Vai haver queda no conforto e aumento no tempo de viagem dos usuários, que devem recorrer a ônibus no período sem metrô, prevê o coordenador do departamento de transportes e trânsito da Fumec, Márcio Aguiar. “Da estação Central até a Eldorado, são 17 minutos de metrô. De ônibus ou carro, demora mais de uma hora. Em vez de haver ampliação no transporte, que é tão limitado, ele está sendo restringido”, completou.

“Sem mobilidade, não há escola, trabalho, lazer e saúde”, pontuou o engenheiro especialista em transportes Francisco Magalhães da Rocha. (Pedro Ferreira/RM)

 Falta de recurso é problema que se repete

 Não é a primeira vez que o funcionamento do metrô de Belo Horizonte é ameaçado por falta de recursos. Em junho de 2016, devido à redução de R$ 39 milhões no Orçamento do custeio do sistema, a CBTU não renovou os contratos de manutenção dos equipamentos e trens e de limpeza dos pátios e da sede.

Em 2017, houve necessidade de recomposição do Orçamento e ampliação do limite disponível para custeio da companhia, o que permitiu à CBTU empenhar R$ 233 milhões no funcionamento dos sistemas, segundo o Ministério das Cidades.

Conforme a pasta, o Orçamento da CBTU é proposto pelo Executivo e aprovado pelo Congresso, e a limitação ocorre pela necessidade de adequação das despesas à meta de resultado primário e ao limite de gasto do Novo Regime Fiscal.

 FEVEREIRO/2018 – FONTE: O Tempo 

Linha 10-Turquesa recebe primeiro trem “moderno”

Não foi exatamente uma estreia como os passageiros da Linha 10-Turquesa mereciam, mas enfim um trem considerado moderno passou a operar no ramal nesta segunda-feira (05). Trata-se da Série 7500, um complemento dos trens da Série 7000 fabricados pela espanhola CAF e que rodava até então na Linha 9-Esmeralda.

Dois trens da série foram deslocados para o ABC há algumas semanas e o primeiro deles passou a operar nesta manhã entre Brás e Mauá, mas a tendência é que ele passe a atender toda a linha nas próximas semanas. Embora a CPTM não tenha noticiado o fato até o momento (apenas um post em sua página no Facebook sem dar detalhes), a tendência é que mais unidades desse trem sejam repassadas para a Linha 10 nos próximos meses a fim de retirar os velhos Série 2100, também conhecidos como trens espanhóis, de circulação aos poucos.

Entregues a partir de 2011, os trens da Série 7500 fazem parte da grande encomenda que a CPTM fez à fabricante CAF e que hoje são a espinha dorsal da empresa. Não são novos como os trens da Série 8500 e 9500 que estão sendo recebidos pelas linhas 7-Rubi e 11-Coral, porém, vão melhorar bastante o atendimento na região, à medida que mais composições entrem no chamado carrossel.

 Muitos rumores

 Depois que a linha 7-Rubi passou a receber os novos trens da encomenda de 65 unidades feita pela companhia em 2013, a Linha 10 passou a ser o ramal com composições mais precárias. Concebida para operar em percursos regionais, a Série 2100 foi comprada usada pelo governo do estado na década de 90 e mesmo modernizada apresenta muitos problemas de operação – são comuns os casos de incêndio em composições nos últimos anos.

Embora tenha ar-condicionado e um aspecto razoável no interior, esses trens não são adequados para operar em linhas metropolitanas por serem lentos na aceleração e frenagem. Com isso, as viagens tornam-se mais lentas, exigindo mais unidades para manter um intervalo aceitável.

O problema no momento é que rodar com o Série 7500 em meio aos 2100 não vai mudar em quase nada a situação dos intervalos ou tempo de viagem. Como ficará preso no ritmo dos 2100, o novo trem só poderá ganhar tempo na viagem entre cada estação para, na melhor das hipóteses, ficar mais tempo parado na plataforma a fim de esperar que o trem à sua frente se distancie.

Ainda assim, é um alento saber que a Linha 10, enfim, passou a contar com trens dessa nova safra – além do 2100 ela opera três Séries 3000, o primeiro modelo encomenda novo pela CPTM. Rumores de que a linha Turquesa receberia novas composições surgiram aos montes, incluindo operar algumas unidades da Série 9500, a mais moderna atualmente. Isso, de fato, pode até ocorrer no futuro. Essa mudança de hoje só foi possível graças à entrada dos trens da Série 8500 e 9500 que já tem 32 unidades entregues. Veja abaixo vídeo com o Série 7500 na estação Mauá.

 FEVEREIRO/2018 – FONTE: Metrô CPTM 

Trens e metrô que cortam a grande São Paulo

 tiveram quase 50 falhas em janeiro

O transporte sobre trilhos em São Paulo apresentou 48 falhas nos dias úteis de janeiro deste ano. Mês com menor demanda por causa das férias escolares. Nas datas em que houve falhas, foram registradas em média três por dia no metrô, na CPTM, ou nos dois. Os dados foram obtidos nos sites oficiais das empresas, em um acompanhamento diário da CBN.

Na avaliação do Consultor em Engenharia Urbana Luiz Célio Bottura, é 'significativo. Ainda mais que, por coincidência, acontece nos horários de pico, aonde o maior número de pessoas precisam do sistema. Se fosse melhor mantido, este número poderia cair talvez a um terço ou um quarto deste valor'.

Entre as linhas da CPTM, a 7-Rubi é a pior no ranking: apresentou nove falhas. No metrô, a pior linha foi a 1-Azul, com dez falhas em janeiro, quatro delas somente no dia 3.

Grande parte dos registros ocorreu em horário de pico. Em todos eles houve transtornos aos usuários, desde lentidão no percurso e maior tempo de espera nas estações, até o uso do Paese para garantir o percurso. A maioria dos motivos apontados pelas empresas foi problemas nos trens ou nas vias.

Para o especialista, isso indica a necessidade urgente de rever a manutenção que é feita nos equipamentos.

'O plano de manutenção tem que ser levado mais a sério. Na frequência, na escolha do executor. Ttem que ser gente com experiência. E sempre que possível modernizá-lo. Um trem tem uma vida útil muito grande, se ele for bem mantido'.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos discordou da análise feita pela CBN, pois considera que, das 48 falhas registradas no site, somente nove eram graves a ponto de demandar acionamento do sistema de ônibus do Paese. O governo alega que investiu mais de R$ 3 bilhões na renovação da frota nos últimos anos. Na CPTM, 32 novos trens já entraram em operação e 33 devem ser entregues até o fim deste ano. No metrô, foram investidos mais de R$ 1 bilhão na modernização e reforma de 98 trens.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: CBN

VLT do Rio é aprovado por 92% dos usuário,diz Datafolha

Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 92% dos usuários do VLT Carioca avaliam o sistema de forma positiva (bom ou muito bom). Sete em cada dez passageiros recomendariam o VLT como uma forma eficiente de deslocamento. A avaliação supera a do ano passado, que apontava 88% de satisfação. Feita com 989 pessoas durante a operação das linhas 1 e 2, tanto nas paradas quanto nos veículos, a análise tem margem de erro de 3 pontos percentuais e índice de confiança de 95%.

Encerramos o ano de 2017 com uma nova linha, mais paradas em operação e um usuário mais satisfeito, sem abrir mão de valores como segurança e eficiência. O resultado só nos motiva a continuar trabalhando e contribuindo por um Centro do Rio mais sustentável e conectado”, avalia o presidente da Concessionária do VLT Carioca, Rodrigo Tostes.

A rapidez foi apontada como o aspecto de maior importância (62%) para quem usa o VLT. E foi também um dos quesitos que mais evoluiu em relação ao último ano. Considerada boa ou muito boa por 81% dos entrevistados, o índice era de 56% em 2016. Conforto (93%) e segurança operacional (87%) foram outros aspectos avaliados acima da média. A confiabilidade, que analisa quesitos como tempo de espera e quantidade de paradas não programadas, subiu de 46% para 85%.

O Datafolha mostra que quase metade dos usuários (45%) utiliza o VLT com alta frequência (entre quatro e sete vezes por semana), sendo que mais de 50% andam no sistema pelo menos duas vezes por dia. O deslocamento para o trabalho (68%) é a principal razão de uso do modal. Para a maior parte dos entrevistados (72%) a viagem de VLT dura entre 5 e 20 minutos, com tempo médio de 13 minutos.

“Os dados mostram que o VLT está inserido na rotina da cidade e já se tornou um transporte relevante para agilizar deslocamentos. E apesar de ter também sua função turística, com toda a área histórica, museus e aquário, possui um peso importante no dia a dia de quem trabalha na região central da cidade”, complementa Tostes.

JANEIRO/2018 - FONTE: Via Trolebus 

Polícia apreende caixa-preta de trem que descarrilou em Milão

Investigadores do Ministério Público de Milão apreenderam a “caixa-preta” do trem da companhia Trenord que descarrilou nesta quinta-feira (25), entre as cidades de Pioltello e Segrate, no norte da Itália, deixando ao menos três mortos e 46 feridos.   

A Procuradoria também sequestrou os vagões da composição e todos os documentos que dizem respeito à manutenção naquele trecho da linha. Também foi encontrado um pedaço do trilho que mede 23 centímetros e que se soltara do restante da estrutura. A peça foi achada a 20 metros do local onde deveria estar, a um quilômetro da estação de Pioltello.   

O trem, que tinha seis vagões e levava 350 passageiros, a maioria migrantes pendulares, partira da cidade de Cremona, às 5h32 locais, e tinha como destino final a estação de Piazza Garibaldi, em Milão, às 7h24. O descarrilamento ocorreu na altura do bairro de Seggiano, em Pioltello, às 6h57.

Devido ao acidente, os serviços ferroviários da região da Lombardia sofreram alterações ou cancelamentos. As autoridades investigam as causas do descarrilamento, já que os vagões que saíram dos trilhos foram os centrais, e não os iniciais, como é comum em acidentes do tipo.   

Nas próximas horas, o Ministério Público deve inscrever os responsáveis pela segurança da empresa Rete Ferroviaria Italiana na lista de investigados. Até o momento, a hipótese do inquérito é de “acidente ferroviário culposo” (quando não há a intenção de cometer o crime).  

A suspeita é que o pedaço de trilho destacado tenha causado o desastre, já que o motor e o primeiro vagão conseguiram passar pela falha, mas os outros quatro carros descarrilaram. O comboio viajava dentro da velocidade permitida para o trecho, que é de 100 quilômetros por hora.

Quando senti que o trem vibrava muito, acionei o freio imediatamente, mas era tarde demais, já tinha saído dos trilhos”, disse o maquinista para os investigadores. Além disso, a composição cruzou a estação de Pioltello soltando faíscas, como mostra uma câmera de segurança do local, o que indica que ela já estava fora dos trilhos. O trem só parou ao se chocar contra um poste de eletricidade, tombando os vagões.   

 “Expresso minhas condolências aos familiares das vítimas e dos feridos”, disse o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, garantindo o empenho das instituições para descobrir os responsáveis pelo acidente. “Devemos ser severos ao garantir a segurança de nossos transportes, principalmente para quem os usa para trabalhar todas as manhãs”, acrescentou.   

 Já o ex-premier Silvio Berlusconi afirmou que o país está ““em dívida” em relação a sua infraestrutura. “Temos uma discrepância com França e Espanha de pelo menos 50%, precisamos melhorar”, declarou.   

Vítimas – As três pessoas mortas na tragédia são mulheres: Pierangela Tadini, 51 anos e residente em Vanzago; Giuseppina Pirri, 39, de Cernusco sul Naviglio; e uma terceira ainda não identificada. Cinco dos 46 feridos estão em estado grave.   

“Minha filha estava no telefone com minha esposa e disse que o trem tinha descarrilado. Minha esposa pediu para ela escapar, mas depois houve apenas silêncio”, declarou Pietro, pai de Pirri. “Fui até o local do acidente e me disseram que ela estava presa dentro do trem. Depois me falaram que ela não tinha resistido”, acrescentou.     

Pirri se lamentava com os pais que os trens para Milão estavam sempre “quebrados e lotados”. Em 23 de julho de 2016, outro comboio da Trenord já havia saído parcialmente dos trilhos em Pioltello, mas sem deixar feridos.   

Nesta quinta, a empresa chegou a se desculpar por um “inconveniente técnico”, mas o termo gerou fúria nas redes sociais. (ANSA)

Descarrilamento de trem em Milão deixa 3 mortos e mais de 100 feridos

Três mulheres morreram, e mais de 100 pessoas ficaram feridas, 12 gravemente, quando um trem regional descarrilou nesta quinta-feira (25) de manhã, perto da cidade italiana de Milão – anunciou uma fonte dos serviços de resgate.

 O descarrilamento aconteceu por volta das 7h (4h, horário de Brasília) nos arredores dessa cidade do norte da Itália, disse a diretora regional dos serviços de socorro em Milão, Cristina Corbetta, à Sky TG24.

 Um dos vagões ficou atravessado na via, e bombeiros e socorristas precisaram trabalhar durante horas para cortar os ferros retorcidos e retirar os passageiros presos.

Os feridos eram retirados de maca, e aqueles em estado mais grave eram atendidos em um campo próximo.

 Três helicópteros evacuaram os feridos, enquanto outro sobrevoava a área.

 Coberto com uma manta térmica e usando máscara de oxigênio, um desses feridos foi transferido para um dos helicópteros.

As primeiras imagens divulgadas pelos bombeiros mostravam pelo menos um passageiro bloqueado em seu assento, entre a chapa do teto e a parede do vagão, deformada pelo choque.

 Segundo um diretor da Rede Ferroviária Italiana (RFI), o acidente poderia ter ocorrido devido a uma ruptura de uma das vias a 1 km do local do acidente.

 – ‘Socorro, mãe!’ –

Uma mãe contou ao jornal “La Repubblica” que sua filha telefonou para ela exatamente na hora do acidente.

 “Mãe, socorro, o trem está descarrilando!”, disse a filha.

 Segundo os depoimentos dados aos jornais italianos, o trem começou a tremer de repente, como se passasse por cima de pedras. Depois, freou de forma brutal, e o veículo saiu dos trilhos. Apenas os vagões intermediários do comboio se descarrilaram.

 A Procuradoria de Milão abriu uma investigação e, de acordo com a imprensa, o maquinista já está sendo interrogado.

 O episódio aconteceu nas imediações de Segrate, um subúrbio no nordeste de Milão e uma das últimas paradas até chegar ao centro da cidade. O trem regional saiu de Cremona às 5h32 locais (2h32, em Brasília) e deveria chegar a Milão às 7h24 (4h24, em Brasília).

 O papa Francisco se declarou “profundamente entristecido” pelo drama e declarou que rezaria pelas vítimas.

 Os passageiros eram, sobretudo, pessoas que seguiam para o trabalho na capital econômica italiana e estudantes.

 Composto de seis ou oito vagões, segundo fontes consultadas pela AFP, esse trem integra a companhia regional lombarda Trenord, que pertence ao grupo público Trenitalia e à Ferrovie Nord Milano FNM, uma empresa ferroviária que opera principalmente no norte da península.

 Às 8h locais (5h, horário de Brasília), Trenord informou os passageiros sobre a interrupção do serviço por “um problema técnico em um trem”, o que provocou duras críticas nas redes sociais.

 Este é o mais grave acidente desde a catástrofe ferroviária que deixou 23 mortos em julho de 2016 em Puglia, no sul do país.

JANEIRO/2018 – FONTE: Isto É

Estação Higienópolis-Mackenzie será inaugurada

O já conhecido vento indiscreto da Linha 4-Amarela do Metrô, que nos túneis de acesso bagunça cabelo, levanta saia e refresca a nuca dos usuários, também está nas escadas rolantes de entrada da Estação Higienópolis-Mackenzie, na região central de São Paulo. Com cinco anos de atraso, ela será entregue na próxima terça-feira.

A previsão do governo Geraldo Alckmin (PSDB) é entregar as Estações Oscar Freire e São-Paulo Morumbi, respectivamente, em março e julho deste ano. A última estação da linha, Vila Sônia, será entregue no fim de 2019.

Até o dia 3 de fevereiro, a operação da Higienópolis-Mackenzie será restrita: das 10 às 15 horas. Por dia, 42 mil pessoas deverão usar a estação. Com 12 mil m² de área construída, o tamanho se assemelha à Estação Fradique Coutinho.

O acesso à estação é pela Rua da Consolação - no lado par, os usuários podem sair também na Rua Piauí. Da calçada até os trilhos do trem, são 25 metros de profundidade - em cenário semelhante ao que se vê na Estação Faria Lima. Para quem entra na estação pelo lado par da Rua da Consolação, cinco níveis de escada rolante separam o usuário dos balcões de bilheteria. No percurso até a área subterrânea, ladrilhos de cerâmica nas cores verde e cinza compõem as paredes.

As dez catracas de acesso à plataforma apresentam bloqueios de vidro, seguindo o padrão do ramal. Também no modelo da linha, a plataforma apresenta portas, tidas como opção de maior segurança. Ali, uma placa informa: a lotação máxima é de 1.786 pessoas.

Acima da plataforma, o vento que circula na estação também se faz presente, balançando as placas de informação. Uma parede ao fundo - no lado de acesso ao sentido Luz - está preparada estruturalmente para ser quebrada quando for construída a conexão da Linha 6-Laranja. Um prédio de seis andares, no lado ímpar, guarda gerador e porão de cabos.

Higienópolis

A região é movimentada. Na Rua da Consolação, um corredor de ônibus interliga os terminais da região central às Avenidas Paulista, Rebouças e Doutor Arnaldo. A estação está a aproximadamente 200 metros da parada de ônibus mais próxima.

Além da Universidade Presbiteriana Mackenzie, há escolas, estabelecimentos comerciais, restaurantes e prédios residenciais. A estação é próxima também do Cemitério da Consolação, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e do Sesc Consolação.

Ao ser informada pelo Estado sobre a inauguração da estação, a administradora Paula Lima, de 29 anos, que há dez trabalha no Mackenzie, não acreditou. “Não é possível. Estamos esperando há tanto tempo que eu só acredito vendo.”

Na previsão mais recente, a nova estação havia sido prometida pela gestão Alckmin para dezembro do ano passado. “Voltei do recesso achando que já teríamos a estação aberta, mas não estava”, diz ela, que quando sai da universidade para casa precisa caminhar até a Rua da Consolação e pegar um ônibus até a Estação Paulista do Metrô, onde alcança a Linha 2-Verde e vai até a Chácara Kablin.

Moradora da Rua Piauí, a personal organizer Simone Carvalho, de 54 anos, comemora a abertura da estação. “Vai ser ótimo. Vai valorizar nossos imóveis”, diz. “É uma linha muito selecionada.”

Na Rua Itambé, mora a aposentada Natércia Nogueira, de 76 anos, que teme o aumento de pedintes e assaltantes na região. “Vai ter muito pedinte na porta. E eles vão se espalhar porque sabem que passa muita gente na região. Não estamos acostumados a ver isso por aqui”, afirma. “O que vai acontecer é que vamos encontrar uma molecada assaltando. Aqui estávamos tranquilos em relação a isso.”

JANEIRO/2018 – FONTE: Estadão 

CCR arremata a concessão das linhas 5-Lilás e

 17-Ouro do Metrô de SP

O consórcio Via Mobilidade, liderado pela CCR, arrematou nesta sexta-feira, 19, a concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô de São Paulo. O consórcio ofereceu R$ 553,880 milhões pela outorga fixa das linhas, um ágio de 185% em relação ao valor mínimo estipulado para a disputa, de R$ 194,343 milhões. O lance mínimo divulgado anteriormente pela Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), de R$ 189,6 milhões, foi atualizado pelo IPC-Fipe de jan

O clima na porta da B3 nesta manhã era diferente do visto na semana passada, quando o governo paulista realizou o leilão do trecho Norte do Rodoanel. Na outra terça-feira, pequenos grupos de representantes das proponentes e interessados se reuniam na frente do prédio para discutir expectativas para o certame; hoje, sindicalistas e movimentos sociais protestaram minutos antes do início da entrega das propostas.

O outro consórcio concorrente, Metrô São Paulo Linhas 5 e 17, liderado pela CS Brasil, propôs o pagamento de R$ 388,5 milhões pela outorga fixa dos ativos, um ágio de 99,9%. Como a diferença entre as propostas superou 15%, não foi necessária nova rodada de propostas para definir o vencedor do certame.

O Grupo CCR - líder do consórcio Via Mobilidade, com 83,34% de participação (os 16,66% são da RuasInvest) - era forte candidato a levar a concessão das linhas no certame. Além de deter 75% do controle da ViaQuatro, concessionária da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, a companhia atua ainda na construção e operação de outros ativos de mobilidade urbana fora do Estado.

No Rio de Janeiro, a CCR tem uma concessão voltada ao transporte de massa no modal aquaviário (CCR Barcas), é a principal acionista da PPP que administra o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Carioca e detém ainda a maior parte do controle acionário da ViaRio, concessionária do Corredor Presidente Tancredo Neves (Transolímpica). Na Bahia, o grupo faz parte de uma PPP no sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas (Metrô Bahia).

Liminar. Vários grupos tentaram impedir a licitação. Ontem à tarde, os vereadores Sâmia Bomfim e Antônio Vespoli, do PSOL, conseguiram que a Justiça suspendesse o leilão. No começo da noite, as liminares caíram e o leilão foi mantido para esta manhã.

Inicialmente, o certame estava previsto para acontecer em 5 de julho do ano passado, mas acabou sendo adiado pelo próprio governo do Estado, que realizou alterações na minuta do contrato e no edital. Três dias antes da nova data estabelecida para a licitação, 28 de setembro, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o leilão por liminar devido a "indícios de restritividade" no edital, que poderiam prejudicar maior participação de potenciais interessados na disputa. As impugnações contra o edital foram consideradas improcedentes pelo Tribunal em decisão no final de dezembro, de modo que o leilão foi retomado.

Linhas. O que será concedido hoje à iniciativa privada é a operação e manutenção das linhas 5 e 17 do Metrô. O critério é o maior valor oferecido pela outorga fixa, com lance mínimo estipulado em R$ 189,622 milhões.

Com duração de 20 anos, o contrato de concessão tem valor estimado de R$ 10,8 bilhões, montante que corresponde à soma das receitas tarifárias de remuneração e de receitas não operacionais, como exploração comercial de espaços livres nas estações. O investimento previsto pela iniciativa privada é de R$ 88,5 milhões, que serão aplicados em melhorias e infraestrutura das linhas.

A expectativa é que o leilão atraia um grupo restrito de empresas interessadas. Entre as candidatas a participar, está o Grupo CCR, que detém várias concessões em mobilidade urbana pelo País.

A linha 5-Lilás ligará o Capão Redondo à Chácara Klabin, na linha Verde do Metrô. Tem hoje 10 estações já em atividade, de um total de 17. Quando completa, fará interligação também com as linhas Azul (estação Santa Cruz), 9-Esmeralda e a própria 17-Ouro, além de três terminais integrados de ônibus.

O monotrilho da linha 17-Ouro integrará o aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária da capital. Terá oito estações elevadas (Congonhas, Jardim Aeroporto, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi), com interligação nas linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda da CPTM, e um pátio de estacionamento e manutenção.

JANEIRO/2018 – FONTE: Estadão

Má qualidade do transporte público aumenta 

a preferência da população por carro

Há forte apoio popular para melhorar as condições de mobilidade urbana por meio do transporte público, mas a péssima visão que as pessoas têm das concessionárias de ônibus, trens e metrô, a insegurança e a falta de conforto ainda fazem as pessoas apontarem o carro como meio de locomoção ideal no Brasil. É o que mostram os dados de uma pesquisa inédita encomendada pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS) em parceria com o Instituto Escolhas.

Na avaliação do coordenador de transportes do ICS, Walter Figueiredo Di Simoni, o usuário do transporte público hoje tem um cotidiano de péssimos exemplos, e isso pode colaborar para a preferência pelo automóvel ou motocicletas, apesar desses meios de transportes contribuírem mais para o aumento da poluição e para os engarrafamentos.

— A pesquisa mostra uma leitura realista do transporte público no Brasil. Quando olhamos a avaliação negativa das operadoras de ônibus, isso mostra a realidade. A pesquisa mostra a necessidade de melhorar a qualidade do transporte público, mas mostra também que há o desejo de que o transporte público seja o principal meio de locomoção das pessoas — disse Figueiredo ao GLOBO, que teve acesso aos dados com exclusividade.

Segundo a pesquisa, realizada pela Ideia Big Data em outubro do ano passado, 57% dos entrevistados consideram a atuação das empresas permissionárias de ônibus negativa ou muito negativa. Outros 39% têm uma visão positiva ou muito positiva das concessionárias de transporte público. No Centro-Oeste, a péssima avaliação das empresas de ônibus chega a 67%.

Para o coordenador do Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes (Ceftru) da Universidade de Brasília, professor Pastor Willy Gonzales Taco, a avaliação negativa tem a ver com a má qualidade dos serviços oferecidos pelas empresas, mas também com o esforço de marketing das montadoras de veículos que usam a mídia permanentemente para mostrar as vantagens dos seus carros.

— Você não vê propaganda da empresa de ônibus, mas de carro há muita publicidade sempre exaltando a beleza, o luxo e as vantagens — argumentou.

Também por isso, a pesquisa mostra que a avaliação positiva das montadoras chega a 72%. Só 20% das pessoas têm uma visão negativa da indústria de veículos.

Dos 3 mil entrevistados, 51% disseram que pretendem comprar um carro nos próximos três anos. Nesse grupo, a maior parte tem entre 16 e 34 anos (51%), têm curso superior completo ou incompleto (71%) e pertencem às classes B e C.

Entre os 49% que não pretendem comprar um carro nos próximos três anos, o principal motivo é a falta de dinheiro (49%). Outros 25% alegam convicções pessoais para rejeitar a compra de um veículo próprio.

— Existe uma visão do carro como objeto de desejo. O carro ainda simboliza muita coisa, ele é símbolo de sucesso e de que a pessoa cresceu na vida. Mas a percepção do carro como meio de transporte ideal cai quando a renda aumenta — aponta Di Simoni.

Segundo ele, uma hipótese para esse resultado é de que, depois de se tornar motorista, a pessoa se decepciona por já não ver tantas vantagens.

Enquanto o carro é apontando como meio de transporte ideal por 32% para quem tem renda familiar de até dois salários mínimos, esse percentual cai para 25% entre aqueles têm renda familiar de sete salários mínimos ou mais.

A pesquisa mostra ainda o Uber ganhando espaço entre os usuários do transporte público. 49% das pessoas que passaram a usar o aplicativo para se locomover disseram que antes usavam ônibus, metrô ou trem para ir ao trabalho ou estudar. Deixaram o táxi para usar Uber 37%.

Para o professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e especialista em transportes, Alexandre Rojas, esses aplicativos têm atrativos que o ônibus, o metrô e o trem não podem oferecer.

— Aqui no Rio, a questão da segurança no transporte é um ponto negativo adicional. Então, as pessoas preferem pegar uma carona compartilhada pelo Uber do que andar de ônibus. Elas chegam mais rápido às vezes, com maior conforto e pode custar um pouco mais caro apenas — explica Rojas.

Ele e Taco dizem que as empresas de transporte público precisam melhorar a qualidade e se adaptar às novas necessidades dos usuários para não perderem clientes.

O professor da UnB conta que em Brasília já está em uso um aplicativo que conecta o usuário a um ônibus que faz trajetos que não são atendidos pelas empresas concessionárias das linhas tradicionais. Na avaliação dele, essas permissionárias precisam atender esse público para não ficar para trás, nem que cobrem uma tarifa um pouco maior nesses casos.

Rojas e Di Simoni também cobram mais fiscalização sobre os contratos das concessionárias para que haja mais transparência no cálculo das tarifas e todas as exigências do poder público sejam atendidas. Eles reconhecem que se o atual cenário for mantido as pessoas continuarão apontando o carro como melhor meio de transporte.

JANEIRO/2018 – FONTE: O Globo

Em ano eleitoral, Estado de São Paulo promete 20 estações de Metrô e trem

Em entrevista concedida ao "Jornal Gente", da Rádio Bandeirantes, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que o governo vai entregar 20 estações de Metrô e trem neste ano, que terá eleições em outubro. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), quer se candidatar à Presidência da República.

É um número superior ao de anos anteriores. Em 2017, por exemplo, três estações foram inauguradas. Antes delas, a última abertura tinha sido em 2014.

Em setembro do ano passado, o Portal da Transparência do Metrô previa a entrega de outros sete pontos para 2017, mas eles tiveram sua abertura postergada.

Com 80 km de extensão, as linhas de Metrô de São Paulo têm média de 2 km de expansão por ano. Se confirmadas as previsões de Pelissioni, neste ano a cidade ganhará cerca de 20 km a mais (veja o cronograma anunciado no quadro).

JANEIRO/2018 - FONTE: Metrô Jornal

Trem exclusivo para ciclistas inicia operações 

entre Tóquio e Chiba

Um ciclista não precisou se preocupar com sua bicicleta atrapalhando outros passageiros no sábado (6) enquanto ele embarcava em uma novidade de final de semana oferecida pela East Japan Railway Co – JR East.

O trem, que conecta Tóquio com a Península de Boso, a qual forma grande parte da província de Chiba, é oferecido exclusivamente para ciclistas

“Em trens convencionais, eu tenho que prestar atenção para que a minha bicicleta não atrapalhe outros passageiros”, disse o ciclista de 32 anos, funcionário de empresa em Sagamihara (Kanagawa). “Mas neste trem posso relaxar e desfrutar de uma viagem confortável”.

A Península de Boso é considerada como local conveniente para ciclismo porque as ruas são geralmente planas e o clima é ameno.

Bicicletas a bordo do trem sem ter que desmontá-las ou dobrá-las

O trem, chamado de B.B Base – Boso Bicycle Base – permite aos passageiros trazerem suas bicicletas a bordo sem ter que desmontá-las ou dobrá-las. Cerca de 70 ciclistas usaram o serviço no sábado.

Partindo da estação Ryogoku da JR, no distrito de Sumida (Tóquio), o trem de seis vagões, com um total de 99 assentos, fará uma viagem de ida e volta todo sábado e domingo. O trem percorrerá em uma das quatro linhas, Uchibo, Sotobo, Narita e Sobu, todo final de semana.

A JR East iniciou as operações do trem exclusivo em resposta aos pedidos de ciclistas.

A empresa ferroviária remodelou um trem convencional para o novo serviço, que incluiu a instalação de uma estrutura atrás dos assentos para que os passageiros acomodem suas bicicletas.

JANEIRO/2018 – FONTE: Portal Mie

Metrô vai instalar portas de proteção nas linhas Azul e Vermelha

O Metrô de São Paulo informou nesta terça-feira (9) que está sendo negociada desde setembro passado a implantação de portas de proteção nas plataformas das estações de maior demanda das linhas 1-Azul e 3-Vermelha.

Na tarde desta terça-feira (9), uma mulher de 23 anos foi empurrada em direção aos trilhos por um homem de 55 anos na parada Conceição, da Linha 1-Azul. Ela foi retirada do local com vida e lesões no corpo e levada ao pronto-socorro do Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro de Saboya.

O homem foi detido por seguranças da companhia e levado para depor na Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), onde disse ter agido por ordens do diabo. Ele não tinha passagem pela polícia e foi levado para uma audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda.

Em nota, o Metrô informou que o processo para abertura de uma linha de financiamento começou em setembro do ano passado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A expectativa é concluir as tratativas até o final de janeiro.

Hoje, as estações que têm portas de proteção são Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente, na Linha 2-Verde, Vila Matilde, na Linha 3-Vermelha, Adolfo Pinheiro, na Linha 5-Lilás, e Oratório e Vila Prudente da Linha 15-Prata.

A Linha 4-Amarela, administrada pela ViaQuatro, também possui portas de segurança em todas as estações.

JANEIRO/2018 – FONTE:Revista Veja São Paulo

Programa Ciclista Trensurb completa 10 anos

O Programa Ciclista Trensurb completa 10 anos no mês de janeiro. Trata-se de uma iniciativa da empresa metroviária, que, em 2008, liberou o transporte de bicicletas nos trens, buscando atender às diretrizes do Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicletas, da Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades. O programa nacional buscou servir de referência para os municípios que desejassem incentivar o uso da bicicleta, visto como fundamental para a mobilidade urbana sustentável. O programa da Trensurb, por sua vez, define horários específicos para o transporte de bicicletas no metrô: de segunda a sábado, das 9h30 às 11h, das 14h às 16h e das 21h às 23h20; aos domingos e feriados, durante todo o horário de operação, das 5h às 23h20.

Para Frank Alves Ferreira, chefe substituto do Setor de Planejamento e Projetos de Mobilidade Urbana da Trensurb, o programa “é importante para promover a integração com outros modos de transporte. Isso incentiva a mobilidade e aumenta a abrangência da área de influência da empresa”. A área de influência, neste caso, é o raio geográfico que a Trensurb consegue abranger com o seu serviço. “Para cada usuário pedestre, o raio de influência é de um quilômetro da estação. De bicicleta, o raio de influência aumenta para cinco quilômetros”, explica Frank. Isso significa que permitir o embarque de bicicletas no metrô pode fazer com que mais usuários tenham condições de utilizar o sistema sem precisar de outros modais como carro ou ônibus. Frank também destaca que, graças ao Programa Ciclista Trensurb, os trens série 200 já foram projetados com espaços reservados para bicicletas. Além disso, dois trens da série 100 passaram por reformas no layout interno e também receberem espaços destinados aos ciclistas e seus veículos.

Entusiasta do ciclismo, Peterson Laste mora em Canoas e costuma usar o metrô com frequência, boa parte das vezes carregando sua bicicleta. Ele conta que, nos últimos invernos, beneficiou-se do Programa Ciclista Trensurb diversas vezes ao visitar a namorada em Porto Alegre, à noite. Segundo Peterson, era difícil ir de bicicleta de Canoas até a capital nas noites frias, então ele usava o trem para encurtar a distância da pedalada. O ciclista faz parte do grupo Pedala Canoas, que incentiva o uso da bicicleta no município, e, para ele, o programa da Trensurb é importante especialmente para pessoas de baixa renda, que, fazendo a integração entre trem e bicicleta, podem chegar mais longe. “O dinheiro que eu economizo pegando o trem e vindo de bicicleta até minha casa, sem pegar outros transportes, é um grande benefício”, afirma. Além da vantagem financeira, Peterson destaca os benefícios que pedalar pode trazer também para a saúde.

Um dos idealizadores do programa da Trensurb, o engenheiro Sidemar Francisco da Silva afirma que permitir o ingresso de ciclistas no metrô sempre foi algo tratado com muita cautela na empresa. Porém, a partir do engajamento do governo federal, com a criação de um programa nacional específico, “foi imaginada, junto à área de mobilidade na época, uma forma de viabilizar o transporte e entender que a bicicleta é também uma forma de produzir integração com o sistema metroviário”, conforme relata Sidemar. Ele lembra ainda que, até 2008, para embarcar em um trem com sua bicicleta, o usuário precisava retirar uma das rodas. “Na época, para alguém levar uma bicicleta dentro do trem, tinha que transportá-la como um pacote”, diz Sidemar. Com o Programa Ciclista Trensurb, essa realidade mudou. O engenheiro explica: “A nossa ideia era permitir que, de fato, o usuário pudesse conduzir sua bicicleta sem mais ter que desmontá-la, mas, para isso, foi necessário pensar em horários específicos para esse transporte, para não prejudicar a circulação dos outros usuários”. Para conhecer os procedimentos necessários ao embarque de bicicletas no metrô, acesse o www.trensurb.gov.br/paginas/galeria_projetos_detalhes.php?codigo_sitemap=42

JANEIRO/2018 - FONTE: Revista News

RÁDIO   TREM   SÃO   PAULO   (web)