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PROJETO RÁDIO TREM
Recordando os Bons Tempos!

Paróquia 
Nossa  Senhora Aparecida  dos Ferroviários :

     

Paróquia N. Sra. Aparecida         dos Ferroviários

Rua Almirante Brasil - 125,

próximo ao Metrô Bresser - Mooca, São Paulo - SP. CEP 03164 - 120  Fone (11) 2796 6016

Agenda Trem Cultural  :

LOCOMOTIVA 58 - OPERAÇÃO EXPERIMENTAL

Passe o feriado da Independência, neste dia 7 de setembro, com a Locomotiva 58. Percursos com duração de 20 minutos, entre a Estação Paula Souza e a Vila Hortência. 

O embarque será realizado na área externa da 

Estação Paula Souza 

Rua Dr. Paula Souza, nº 420, Centro


Partidas às 10h30, 11h30, 12h30, 15h, 16h e 17h. Número limitado a 60 passageiros por viagem.

O passeio é gratuito e OS INGRESSOS DEVEM SER RETIRADOS ANTECIPADAMENTE na Associação Comercial de Sorocaba (Rua da Penha, 535, Centro), das 8h às 18h, ou na Secretaria de Cultura e Turismo (Jardim Maylasky, Centro) das 9h às 17h.


Próximas datas:


- 13 de outubro - Dia das Crianças
- 17 de novembro - Feriado da Proclamação da República
- 15, 16 e 22 de dezembro - Natal

Parceria Sorocabana - Movimento de Preservação Ferroviária, Associação Comercial de Sorocaba, Prefeitura de Sorocaba / Secretaria de Cultura e Turismo (Secultur) e Votorantim Cimentos S.A.

 

MAIORES INFORMAÇÕES:

 

www.facebook.com/mpefsorocabana

Café na Maria Fumaça

 “Ouro Verde”

“Café na Maria Fumaça”, agora na versão “Ouro Verde”, em um novo carro restaurante, com mais espaço, requinte e conforto, venha saborear o nosso delicioso e sofisticado café da manhã, a bordo de um lindo e histórico carro restaurante, o único restante no Brasil o carro CR-31 um legitimo “Sorocabana” completamente restaurado e original da década de 40.

Venha fazer um lindo passeio de trem com muito luxo e requinte, da mesma forma que os seus pais e avós viajavam antigamente. Saboreie um delicioso café e aproveite a paisagem.

Maiores informações:

www.mariafumacacampinas.com.br/cafe-na-maria-fumaca/

Trens  Urbanos
Metrôs  -  VLTs:

SISTEMAS METROFERROVIÁRIOS DO BRASIL 

Abaixo você encontra links para sites de  operadoras de Trens Urbanos, Metrôs e VLTs de Regiões Metropolitanas, para que você possa acessar e planejar os seus deslocamentos.

Estes sites estão disponibilizados gratuitamente aqui nesta Aba, NÃO havendo qualquer vinculo comercial e ou publicitário, com as referidas empresas. 

Esta é uma ação de prestação de serviço do Projeto Rádio Trem, em forma de utilidade pública. 

Consulte, programe-se e boa viagem!

Equipe Projeto Trem 

 

Companhia Brasileira 
de Trens Urbanos - CBTU

Metrô de Fortaleza (CE)

Site: http://www.metrofor.ce.gov.br/


Companhia de Transportes

do Estado da Bahia - CTB

(Trem Urbano Salvador - Paripe)

Site: http://www.ctb.ba.gov.br/


Metrô Bahia (Salvador)

Site: http://www.ccrmetrobahia.com.br/


Metrô de Brasília - METRÔ (DF)

Site: http://www.metro.df.gov.br/


Super Via Trens Urbanos (RJ)

Site: http://www.supervia.com.br/

 

Metrô Rio (RJ).

Site: https://www.metrorio.com.br/

 

VLT Carioca (RJ)

Site: http://www.vltrio.com.br/#/


Companhia Paulista de Trens Metropolitanos  -  CPTM

Site: http://www.cptm.sp.gov.br/


Companhia do Metropolitano 

de São Paulo - METRÔ 

Site: http://www.metro.sp.gov.br/


ViaQuatro (Linha 4 Amarela) Metrô (SP)

Site: http://www.viaquatro.com.br/


ViaMobilidade (Linha 5 Lilas) Metrô (SP)

Site: https://www.viamobilidade.com.br/


VLT Baixada Santista (BR Mobilidade)

O VLT (Santos - São Vicente) da EMTU,

é operado atualmente pelo consórcio 

BR Mobilidade - Baixada Santista.

Site: http://www.brmobilidadebs.com.br/

Site da EMTU a respeito do VLT Santista

Empresa de Trens Urbanos

 de Porto Alegre S/A. TREBSURB

Site: http://www.trensurb.gov.br/home.php


Vídeos
 Notícias Ferroviárias :

Ferrofrente: 
frente nacional pela volta das ferrovias

Manifesto da FerroFrente

Frente nacional pela volta das ferrovias

I – Em números redondos, 80% do transporte terrestre de cargas no Brasil se dá sobre pneus, apenas 20% sobre trilhos.

II – Nos países industrializados e demais países em desenvolvimento é o contrário que se observa e não é por acaso. Comparado ao transporte rodoviário, o transporte ferroviário emite apenas 1/4 de gases de efeito estufa e custa apenas 1/6 do valor do frete.

III – Se, por hipótese, invertêssemos o rodoviário com o com o ferroviário, teríamos uma economia de 175 bilhões por ano, o que daria para construir 20.000 km de ferrovias a cada novo ano. E veja-se que hoje temos menos de 28.000 km em operação.

IV – Não queremos desconfiar da inteligência de nossos governantes, mas realmente parece que eles estão duvidando da nossa.

V – Claro está que uma tal inversão não pode ser feita por decreto, nem de uma hora pra outra, mas pode sim ser priorizada, pode ser colocada como uma questão de Estado, e não dos sucessivos governos.

VI – Seria uma mudança com o condão de mudar positivamente a situação do Brasil no quesito competição de mercado, o que, por sua vez, faria crescer nossa economia e a riqueza de cada um de nós brasileiros.

VII – Há produto (inclusive da cesta básica) no Brasil cujo preço tem mais frete que qualquer outra coisa. É o caso açúcar, do arroz, do feijão, que pelo menos na maior parte do ano poderiam custar menos que a metade se houvesse ferrovia para transportá-los.

VIII – Atualmente os investimentos previstos para os ferrovias são via PPPs, quer dizer, envolvem dinheiro privado, mas a contribuição pública destes investimentos no transporte ferroviário é feita com o dinheiro do trabalhador, que é quem realmente paga imposto no Brasil.

IX – Aliás, o trabalhador paga o imposto antes de receber a renda, pois já vem descontado na folha de pagamento, o que faz parecer que o governo não confia nele, justo no pobre, no trabalhador, que como sabemos são as pessoas mais honestas do país: as falcatruas se dão no alto escalão.

X – Ao contrário do que em geral se pensa, não são as grandes empresas que pagam grandes quantias de impostos, como às vezes alardeiam. Na verdade, em geral, elas repassam o imposto para o preço dos produtos e serviços: quem paga é o cidadão de menores recursos.

XI – O Brasil, desde antes dos meados do século passado, só tem investido em rodovias. E esse investimento, feito com o dinheiro do imposto do trabalhador, só serve para prejudicar o trabalhador.

XII – É kafkiana a situação! É inadmissível um Estado assim, que usa o dinheiro do mais desvalido contra ele mesmo e em favor dos mais abastados, dos grandes lobbies.

XIII – O pior. São exatamente os financiadores involuntários desse estado de coisas, desse investimento torto, que acabam pagando o preço máximo por isso: a própria vida. São milhares de mortes causadas diretamente pela poluição do trânsito. A própria ONU acabou de reconhecer isso de forma oficial.

XIV – O rico anda de carrão, com ar filtrado e refrigerado, no bem bom. Mas o trabalhador anda pendurado nos ônibus que conhecemos, aspirando dióxido e monóxido de carbono, num trânsito caotizado pelo mesmo motivo: excesso de veículos.

XV – A imobilidade urbana chega a uma situação inadmissível, enervante e predadora. Sendo que a solução está a nosso alcance.

XVI – O trem polui quatro vezes menos, e o frete ferroviário é seis vezes mais barato.

XVII – A poluição traz vários tipos de doenças respiratórias, inclusive o câncer.

XVIII – A poluição gera aquecimento global, o que enfraquece nossa posição mundial.

XIX – A poluição é um crime contra as gerações futuras.

XX – O alto custo do frete aumenta o custo de todas as mercadorias, especialmente as mais básicas, mais necessárias, que chegam a andar mais de três mil quilômetros em caminhões.

XXI – A concentração nos caminhões congestiona as estradas, trazendo acidentes, favorecendo os arrastões, vilipendiando o motorista do automóvel e o profissional da estrada, uma das maiores vítimas do processo.

Neste contexto é que a FerroFrente está sendo lançada, vez que os prejuízos se espalham por todo o país, razão pela qual a frente está preparando um Projeto de Lei de origem Popular para que o preço total dos fretes sejam estampados nas Notas Fiscais de Venda, visando assim sensibilizar toda a opinião pública do país a lutar pelo direito de transformação modal no país.

Contatos:

www.ferrofrente.com.br

www.facebook.com/voltadasferrovias/

Túnel  do  Tempo

CONFIRA O QUE JÁ FOI 

NOTÍCIA NAS FERROVIAS...

Trem da FEPASA 

volta a Santos

O investimento, — segundo o presidente da Fepasa, — “foi mínimo”. Apenas a reforma de 4 carros de passageiros que, afinal, já estavam em operação, na época.

O custo operacional ficava, desde logo, garantido pelo contrato com as agências de viagens Dominus e Redetur, que pagariam 5,1 mil BTNs por viagem de ida e volta, — vendessem ou não todos os 256 lugares oferecidos no trem.

Uma viagem com jornalistas, um “press-release” com boas fotos e algumas autoridades presentes para responderem às perguntas, — mais a influência das agências de viagens junto aos cadernos de turismo dos grandes jornais e programas de TV, — fizeram chegar ao público uma sucessão de reportagens espetaculares, bem a tempo para o feriado de 2 Nov. 1990, já esquentando os motores para o Natal, Ano Novo, e as férias do verão de 1991.

O sistema não era novidade para a Fepasa, — que, um ano antes, havia lançado trens “charter” nas linhas de Poços de Caldas (MG) a Águas da Prata (SP); e de Campinas a Peruíbe, no litoral. De acordo com o presidente da Fepasa, a experiência tinha obtido tanto sucesso que seria repetida em outras linhas, como a de Cordeirópolis a Porto Ferreira.

A Secretaria de Esportes e Turismo produziu, mais tarde, um folheto colorido, impresso pela Imprensa Oficial, para divulgação institucional nos locais adequados, dali por diante.

Sob o título “Roteiro”, o folheto repete, — com menos palavras, — as mesmas informações básicas divulgadas pela Folha de S. Paulo em 30 Out. 1990; e pela revista Ferrovia (AEEFSJ) datada de Nov.-Dez. 1990.

Os horários, porém, já se apresentam corrigidos, indicando que foi redigido por volta de 16 Dez. 1990, — quando o Shopping News noticiava a mudança, — ou, mais provavelmente, depois.

Na outra metade do texto sintético, sob o título “Histórico”, faz um volteio pelo governador Júlio Prestes, — que cravou em 1927 a estaca inicial da descida da serra da Sorocabana, — para admitir, adiante, que só bem mais tarde os trabalhos foram “intensificados”, — por “engenheiros, operários, empreiteiros, médicos, enfermeiros, famacêuticos, carpinteiros etc.”, — com o primeiro trem percorrendo a linha completa em 2 Dez. 1937. Nessa narrativa, o presidente Getúlio Vargas apenas inaugurou oficialmente a linha, em 26 Jul. 1938.

Rompia-se, finalmente, o monopólio da “Inglesa” na serra do Mar, passagem obrigatória de todas as cargas de exportação das demais ferrovias paulistas, — com reflexos sobre vasta extensão do Brasil por elas mantida como tributária, do norte do Paraná até o Mato Grosso, Goiás e sul de Minas.


* Link desta matéria no site Centro-Oeste Brasil; 

http://vfco.brazilia.jor.br/Trem-Turistico/Sao-Paulo-Santos-Fepasa

 

Folha de São Paulo – 01.12.1998

Gazeta de Santo Amaro, jornal de 1962

FOLHA DE SÃO PAULO de 1974 .

Jornal Folha de S. Paulo, 18.08.1961

Frota original de trens do Metrô está prestes a desaparecer

Para alguns um alívio, para outros motivo de saudade. Em comum o fato de que hoje já é quase impossível encontrar o único trem original que ainda resta na Linha 1-Azul do Metrô. Estamos falando da Frota A, que inaugurou os serviços do Metrô de São Paulo em 1974. Desde 2009, a companhia está fazendo uma modernização gradual nos 51 trens dessa frota além de outras 47 composições de outras frotas antigas que eram usadas nas linhas 2 e 3.

Nesta semana, o penúltimo trem original, o A21, foi recolhido e prepara-se para ser levado para uma das empresas que o reformarão. Com isso apenas a composição A35 está em serviço na Linha 1. Ela deve permanecer na linha até fevereiro de 2018 quando será retirada e enviada para modernização.

O blog andou no trem A21 no último sábado e registrou algumas fotos publicadas aqui. Já bastante utilizado, o trem exibia um desgaste claro com paineis soltos e bancos desbotados. Para quem não sabe diferenciá-los de outros trens é fácil: basta reparar no barulho da ventilação e dos vidros abertos para constatar que você está a bordo de um trem da Frota A. Sim, eles não são equipados com ar-condicionado, um “luxo” que só foi adotado no metrô paulistano há pouco tempo. É essa a principal melhoria que os velhos trens recebem, além é claro de novos sistemas de controle, interior remodelado e a retirada das cabines de comando de quatro dos seis vagões, entre outros.

Transporte do futuro

Se hoje estão mais associados ao desconforto, os trens da primeira encomenda do Metrô já foram sinônimo de futuro. Construídos no Brasil pela empresa Mafersa sob licença da fabricante americana Budd, os trens da Frota A ganharam algumas peculiaridades que mais tarde acabaram suprimidas em outros projetos como a cabine de comando ocupando apenas o lado direito do vagão e a divisão dos seis vagões em três conjuntos que poderiam ser separados para atender trechos de baixo movimento – como se o Metrô de São Paulo em algum momento da história fosse ter uma demanda pequena. Já a adoção da alimentação elétrica pelo terceiro trilho, instalado na parte inferior da via, tornou a composição mais limpa que os velhos trens de subúrbio da época, única opção sob trilhos disponível nas grandes cidades. 

Os primeiros anos de serviço apresentaram aos usuários um sistema capaz de atender uma demanda muito alta com intervalos baixos e regulares e com boa parte do percurso subterrânea. O interior dos vagões também representavam um nível maior de conforto para a época e, sobretudo, o funcionamento e a confiabilidade demonstraram que São Paulo passava a contar com um transporte coletivo tão ou mais moderno que o de outras cidades no mundo.

O A21 parte para uma de suas últimas viagens

Com a decisão do governo do estado de modernizá-los, dois consórcios venceram a concorrência para converter os trens da Frota A em duas novas frotas, a J e a I. Em relação ao projeto original pouco resta do “A” nessas duas novas séries. A máscara ainda mantém a inclinação original mas a cabine passou a ocupar toda a frente do trem. Por conta do sistema de ar-condicionado, as janelas perderam a parte móvel, mas as portas foram mantidas do mesmo tamanho. O salão, no entanto, é mais amplo e com melhor circulação de pessoas – além disso, foi adotado um painel eletrônico que mostra as estações das três linhas onde ele pode ser usado. Também passaram a contar com o sistema CBTC, de controle de trens.

Para quem utiliza o metrô paulistano desde as décadas de 70 e 80, ver um trem da Frota A é uma experiência inteiramente relacionada a um período em que a antiga linha Norte-Sul era uma exceção de qualidade no transporte coletivo da capital. A lotação não chegava aos níveis atuais e mesmo o ruído e o calor pareciam mais amenos. Já a “mágica” de cruzar a cidade em cerca de meia hora, essa sim parecia coisa de ficção científica

NOVEMBRO/2017 – Fonte Revista Ferroviária (Metrô CPTM) 

Louvável e ao mesmo tempo
Lamentável!

LOUVÁVEL que os Trens da frota antiga sejam modernizados, para atender a realidade da atual demanda de passageiros transportados diariamente, que não a mesma dos idos das décadas de 1970, 80, recebendo novo layout e novos equipamentos, como o sistema de Ar Condicionado.

LAMENTÁVEL que o A 35,  por ser o último exemplar em faces originais da 1º Frota da Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô, esteja sendo embarcado em carretas para reforma / modernização, não sendo mais mantido em sua originalidade!  

"O (A 35), o último exemplar original de sua época e era, o último de dezenas de composições, que já foram modernizadas, deveria permanecer em seus moldes originais, por ser um marco histórico do Metrô de São Paulo!"

Parabéns aos Metroviários pela excelente manutenção dada a esses Trens, durante as décadas de bons serviços prestados a população!

"UMA PENA QUE NÃO HAJA VISÃO POR PARTE DO METRÔ, DO GOVERNO DO ESTADO, PARA QUE O ÚLTIMO EXEMPLAR ORIGINAL, PARCELA FÍSICA DE UMA HISTÓRIA, SEJA PRESERVADO...

... POIS QUANDO ESSA COMPOSIÇÃO RETORNAR, REPAGINADA E PORTANTO DESCARACTERIZADA... 

... SERÁ PRATICAMENTE UM OUTRO MODELO DE TREM!..." 

Quando deixamos de preservar os marcos físicos de uma história, deixamos de preservar parcelas significativas dessa memória.

Fevereiro / 2018 - Anderson A. C.

(Imagem de Maurício Andrade)

O Fim da série 1100 BUDD MAFERSA CPTM

Última unidade está em operação e previsão de baixa definitiva dessa série está prevista para Maio com a chegada de 2 novos trens para a linha 7 Rubi.

Nesta sexta feira 20/04/2018 fomos informados a respeito da baixa da unidade 1122 restando apenas a unidade 1114/1115 (j115) que opera na extensão da linha 7 Rubi.

Os trens desta série foram fabricados entre 1956 e 1957 pela The Budd Company e Mafersa , sendo os trens mais antigos operacionais na CPTM.

As primeiras unidades começaram a chegar ainda em 1956, faziam parte da modernização dos trens de subúrbio da estrada de ferro Santos Jundiaí, era o de mais moderno existe na época e foram os primeiros trens unidade elétrico totalmente em aço inox e sua série era denominada 101.

As demais unidades passaram a serem produzidas na sede da Mafersa na Lapa em São Paulo sob licença da The Budd Company, os trens eram compostos por 6 carros cada unidade com estofamento nos assentos, sanitários e cabine dupla de comando, o que permitia a operação com apenas 1 carro nos finais de semana, uma espécie de automotriz elétrica.

Com o aumento de demandas subúrbios que ligava a cidade de Jundiaí a Paranapiacaba, algumas unidades ainda em meados dos anos 70 receberam algumas modificações, sendo excluídos os estofamentos dos assentos e a remoção dos sanitários.

Acidentes também marcaram a época dessas unidades, sendo o mais grave ocorrido entre Caieiras e Perus (atual linha 7 rubi da CPTM ) em 1969 quando um trem série 101 colidiu com uma locomotiva deixando um saldo de mais de 20 mortos e centenas de feridos, porém nenhuma baixa dessas unidades.

Com a CISÃO entre CBTU e CPTM , essas unidades receberam uma modernização em 1997, recebendo um novo design interno e externo, novos sistemas de freios, console de comando unificado, nova máscara e nova configuração dos assentos e revestimento dos salões de passageiros, plano de modernização iniciado ainda na CBTU , mas retirado do papel apenas em 1997 sendo denominada série 1100 pela CPTM.

No ano 2000 ocorre a primeira baixa de 3 carros dessa série ,quando um trem desgovernado atingiu a unidade 1118/1103 no maior acidente desse tipo na gestão da CPTM.

Com a aquisição de novos trens em uma licitação iniciada em 2013 para compra de 65 novos trens , o novo plano de modernização previa a baixa de todas as unidades antigas em operação, sendo colocada em prática a partir de 2016 com a chegada dos novos trens adquiridos, o trem série 1100 aos poucos deixou a linha principal para operar na extensão da linha 7 e com a chegada gradual dos novos trens começaram as baixas.

Os trens série 1100 estão sendo deixados em pátios da Luz, Lapa e Jundiaí, neste último, estão sendo saqueados por "cupins de aço e cobre" que revendem esses materiais para "ferros velhos " da região.

Não há até então interesse por parte de nenhuma instituição de preservação ferroviária para salvar uma dessas unidades , restará apenas em nossas lembranças a história dessa série que deixará saudades em muitos que conviveram diariamente com esses trens.

Por Denis Castro – Paparazzi Ferroviário

Maio/2018 – Fonte: Paparazzi Ferroviário 

Engenharia ferroviária é referência para 

outros setores, diz especialista

O legado técnico da engenharia ferroviária foi tema de palestra organizada pela Associação de Engenheiros Ferroviários (Aenfer), no último dia 10. Em sua apresentação, o especialista e consultor da Kanaflex S/A, Osvaldo Barbosa, levantou um pouco do histórico das ferrovias para mostrar a importância da engenharia ferroviária e o quanto as soluções vindas dos trilhos influenciaram setores como o de telecomunicações, eletricidade, construção rodoviária e civil, petróleo/calderaria e até mesmo aviação.

O primeiro uso da eletricidade foi para alimentar os bondes. Só depois, em 1879, que Thomas Edison inventou a lâmpada incandescente, diz ele. Outros exemplos são o desenvolvimento da fuselagem dos aviões, que ocorreu a partir da calderaria ferroviária, a construção de oleodutos, que tem origem na técnica de soldagem de trilhos ferroviários, e o desenvolvimento de sistemas óticos. O primeiro sistema de fibra ótica foi implantado no subúrbio do Rio de Janeiro por meio de um contrato assinado em 1983, muito à frente dos sistemas de telecomunicações, conta.

Ele colocou ainda a importância das ferrovias não só para o passado, mas para o presente e o futuro do setor. Ele disse que, no Brasil, alguns ainda veem a ferrovia como algo ultrapassado. O mundo não vê assim. O que o brasileiro precisa entender é que a ferrovia ainda é referência no transporte, afirma, lembrando os investimentos que países como China, Canadá e Estados Unidos fazem no setor.

Deveria chegar às escolas, em especial às de engenharia, a importância das ferrovias para o nosso passado e também para o nosso futuro. A gente deveria reaprender isso, declarou.

OUTUBRO/2018 – FONTE: Revista Ferroviária

.Novas Estações da Linha 5 do Metrô, operam em horário integral a partir de Sábado, 13 de Outubro de 2018

Chácara Klabin, Santa Cruz e Hospital São Paulo ligam 

o bairro da Vila Mariana ao Capão Redondo

São Paulo, outubro de 2018 – A ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô e da Linha 17-Ouro de monotrilho de São Paulo, informa que, a partir deste sábado, 13 de outubro, as Estações Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin, da Linha 5-Lilás, passam a funcionar em horário comercial pleno: aos sábados, das 4h40 à 1h da manhã, e de domingo a sexta-feira, das 4h40 à meia-noite.

Vale ressaltar que as novas estações fazem interligação com a Linha 1-Azul, em Santa Cruz, e a Linha 2-Verde, em Chácara Klabin.

Para mais informações, a concessionária coloca à disposição de seus passageiros a Central de Atendimento (0800 770 7106), de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 22h, e aos sábados e domingos, das 8h às 18h. Os usuários também podem fazer contato com a Ouvidoria (ouvidoria@viamobilidade.com.br) ou com o Fale Conosco http://www.viamobilidade.com.br/fale-conosco.

Sobre a ViaMobilidade:

A ViaMobilidade é a concessionária responsável pela operação e manutenção da Linhas 5-Lilás de metrô de São Paulo e Linha 17-Ouro de monotrilho. A Linha 5–Lilás é constituída pelo trecho entre as estações Capão Redondo e Chácara Klabin, no total de 17 estações, com interligação para linhas de metrô e da CPTM. Já a Linha 17-Ouro, quando concluída pelo Governo do Estado de São Paulo, ligará a Estação Morumbi à Estação Jardim Aeroporto, contando com oito estações, além de integração com o metrô e a CPTM.

OUTUBRO/2018 - FONTE: Via Mobilidade: https://www.viamobilidade.com.br/imprensa

Trem Intercidades só é viável até Campinas, afirma Rumo

A implantação de uma linha de trem de passageiros na malha ferroviária já existente só é viável entre Campinas e Jundiaí. A informação é da Rumo Logística, empresa que detém a concessão dos trilhos. O plano do governo estadual, anunciado em 2012, é levar o Trem Intercidades de São Paulo a Americana, num trajeto de 135 km que seria o primeiro trecho do projeto, por meio de parceria com a iniciativa privada.

“A Rumo estudou onde seria viável ter um trem intercidades, e a conclusão é de que é viável entre Campinas-Jundiaí”, informou a empresa, em nota. O LIBERAL apurou que ao menos 20 trens passam diariamente por Americana. Especialista considera o trecho saturado. A Rumo ignorou a pergunta sobre o assunto. O governo do Estado diz que ainda não é possível afirmar que os trilhos de Americana estejam saturados e afirmou que isso está em estudo.

As informações do Estado e da Rumo são divergentes. O Estado informou, em nota, que o governo e a Rumo estudam a implantação do primeiro trecho do Trem Intercidades entre São Paulo e Americana. Já a Rumo diz que o que está em análise é só o trecho Campinas-Jundiaí.

A nota do Estado afirma ainda que o governo e a Rumo analisam a possibilidade de prolongamento da linha 7-Rubi, que hoje transporta passageiros até Jundiaí, a Campinas, usando os trilhos já existentes, “para atender mais rapidamente a população”.

Em fevereiro, o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou o lançamento de um estudo para checar se é possível que o Trem Intercidades use os trilhos já existentes, que hoje só transportam cargas, o que baratearia o projeto. Em setembro, o atual governador Márcio França (PSB) fez uma viagem experimental e anunciou a extensão da linha 7-Rubi até Campinas, por meio dos trilhos atuais.

No último domingo, o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem na qual cita que Americana não iria suportar tráfego adicional de trens, e atribui a informação à Rumo. A reportagem então questionou à Rumo se Americana comporta ou não mais trens. A empresa ignorou a pergunta sobre a saturação do tráfego na cidade, assim como o governo do Estado fez em sua nota.

Questionada então por telefone, a assessoria de imprensa da Secretaria de Governo informou que ainda não é possível dizer que os trilhos no trecho de Americana não suportam mais tráfego de trens e que o assunto ainda está em avaliação.

Mestre em transportes, Creso Peixoto, professor de Engenharia Civil da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), afirma que realmente há uma saturação na região de Americana, porque de Campinas para o interior, a linha de trem é simples, ou seja, há só um trilho. “De Campinas pra frente é linha dupla.”

O transporte regional sobre trilhos é uma bandeira dos deputados tucanos de Americana Cauê e Vanderlei Macris, reeleitos domingo para a Assembleia Legislativa e para o Congresso, respectivamente. Procurados por meio da assessoria de imprensa, Cauê e Vanderlei Macris não se manifestaram até o fechamento desta reportagem.

 OUTUBRO/2018 – FONTE: O Liberal 

Bonde de Santa Teresa circula até a Travessa Vista Alegre

 a partir desta segunda

Com a conclusão das obras até o Largo do França, haverá um avanço na oferta do serviço de 1,5 km, passando a atender as comunidades do bairro e entorno. Bonde de Santa Teresa opera em mais um trecho a partir desta segunda.

A partir desta segunda-feira (1), o Bonde de Santa Teresa circula até a Travessa Vista Alegre. Segundo o Governo do Estado do Rio, o trecho faz parte da nova fase de expansão do sistema, cujas intervenções foram iniciadas em julho deste ano.

Com a conclusão das obras até o Largo do França, haverá um avanço na oferta do serviço de 1,5 km, passando a atender as comunidades do bairro e entorno.

Ainda segundo nota do governo, com a gestão dos recursos obtidos com a cobrança da tarifa, este ano, a operação foi ampliada até a Praça Odylo Costa Neto e houve o retorno da operação até a Rua Francisco Muratori.

Além disso, ocorreram intervenções na Estação Carioca; restauração da iluminação do trecho dos Arcos da Lapa e aquisição de todos os insumos necessários à operação.

OUTUBRO/2018  - FONTE: G1 - RIO

Eleições têm efeito negativo para infraestrutura, indica pesquisa

O afunilamento do cenário eleitoral reduziu o ânimo dos investidores em infraestrutura neste segundo semestre, ampliando a leitura do efeito negativo das eleições para o desenvolvimento do setor. A visão é que os efeitos podem continuar, inclusive, no médio prazo.

Segundo levantamento do GRI Club, associação que reúne líderes dos setores de infraestrutura e imobiliário, 47,3% dos cerca de 110 investidores, empresários e altos executivos entrevistados apontaram que a corrida eleitoral traz impacto negativo para os negócios.

Para outros 31,3%, os efeitos são positivos, e 21,4% dizem ter efeito neutro nos negócios.

"Avaliamos como um principal aspecto [para a visão negativa], os dois principais presidenciáveis não serem o que o empresariado estava esperando como a liderança das eleições", explica Pedro Nicolau, líder global do GRI Club para infraestrutura.

"Do lado positivo, avaliamos que parte dos empresários pode estar contente com a caminhada da eleição e, principalmente, porque sairemos de um governo de transição para um definitivo."

A associação ainda aponta que, apesar de as eleições não terem paralisado completamente o setor, colocou muitos negócios em compasso de espera.

A piora no humor refletiu-se diretamente nos investimentos realizados no país.

O levantamento destaca que 43% dos entrevistados afirmou que suas empresas estão investindo no setor, uma queda de 17,2 pontos percentuais em relação à mesma manifestação feita há seis meses.

Levando em conta o cenário de incerteza, não há consenso de quando ocorrerá a retomada. Cerca de 40% dizem que a econômica brasileira ficará melhor nos próximos 12 meses e outros 48% creem que o desempenho será semelhante. Em março, 76% imaginavam um cenário melhor nos 12 meses seguintes.

"Pelo que percebemos na pesquisa, há divisão entre os empresários com quem conversamos. A maioria acredita que o impacto das eleições será duradouro, com a retomada no médio prazo", afirma Nicolau.

Com relação a resultados das empresas, os entrevistados dizem que a expectativa para os próximos 12 meses é regular em 45,5% dos casos e boa para 43,7%.

OUTUBRO/2018 – FONTE: Valor Econômico 

 Siemens lança primeiro bonde autônomo do mundo na Alemanha

Radares e câmeras servem como "olhos digitais", ao registrar imagens dos arredores. Computadores interpretam e avaliam, com algoritmos, milhões de informações por segundo. E o principal: passam da percepção à reação mais rapidamente que um humano. Todos esses elementos descrevem o funcionamento do bonde autônomo inaugurado pela Siemens em Potsdam, na Alemanha – o primeiro do mundo. Metrôs autônomos são relativamente comuns — a Linha Amarela de São Paulo tem carros sem condutor —, mas o desafio é maior quando carros e pedestres podem cruzar os trilhos.

O bonde autônomo é equipado com múltiplos radares a laser e sensores de câmeras. Assim, o bonde filma tanto a sua estrutura como os seus arredores durante cada jornada, tornando possível uma reação aos sinais da via e uma resposta a perigos mais rápida do que a de um ser humano, segundo reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian.

Para a CEO da Siemens Mobility, Sabrina Soussan, a inauguração representa um passo importante no caminho da direção autônoma, que transformará "trens em estruturas inteligentes", aumentando a segurança em viagens de curtas e de longas distâncias.

 SETEMBRO/2018 – Fonte: Época Negócios 

Trens são testados em Santa Cruz e Chácara Klabin,

 da Linha 5-Lilás

Com a expectativa de abertura na próxima sexta-feira, 28 de setembro, das estações Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin, da Linha 5-Lilás, trens já operam sem passageiros no trecho, em sistemas de testes.

As composições transportam passageiros entre Capão Redondo e AACD-Servidor, e depois percorrem o trecho ainda a ser inaugurado, entre AACD – Servidor, e Chácara Klabin, sem a presença dos usuários.

O Metrô de São Paulo já prepara a futura integração com as linhas 1-Azul e 2-Verde, com a retirada de tapumes que separavam as plataformas das paradas Santa Cruz e Chácara Klabin, das obras.

SETEMBRO/2018 – Fonte: Via Trolebus

Passe de trem na Europa: cinco perguntas e 

respostas essenciais antes da viagem

Você já deve ter ouvido falar - ou experimentado pessoalmente - que é possível cruzar a Europa de trem. São mais de 100 mil quilômetros de um sistema ágil e pontual. Para circular por essa malha, há oferta abundante de passes para a livre circulação. Há diversos modelos disponíveis, desde o mais básico, como o que dá direito a três dias de viagem dentro de um mês, por exemplo, ao mais abrangente, que pode cobrir um período de 90 dias contínuos de viagens ilimitadas. O seu bolso e o tamanho da sua empolgação vão determinar o melhor esquema.

 O que é?

Primeiro, é bom saber do que se trata. O passe de trem na Europa dá direito a viagens ilimitadas num certo período em trens de um mesmo país ou até mesmo de outros países, o que significa a inclusão de trechos internacionais. O portador do bilhete tem liberdade e flexibilidade para decidir como viajar a partir do dia da ativação do passe. Mas é importante fazer as contas, porque, em alguns casos, trechos comprados separadamente podem sair mais em conta. Ou seja, se vai percorrer muitos trechos, vale a pena. Se não, individualizar a compra pode sair mais barato. Afinal, nem todo deslocamento precisa ser sobre trilhos.

Quais os tipos de passes disponíveis para compra?

A variedade é grande. É possível comprar um passe tanto para viagens dentro de um único país como fazer um combinado entre países. O mais amplo deles, o Eurail Global Pass, é válido em 28 países em todo o continente e é usado apenas por turistas, caso dos brasileiros. Faça a simulação aqui.

 Posso comprar o passe a partir do Brasil?

Sim. O Eurail Global Pass pode ser adquirido da revendedora Rail Europe, que oferece até o serviço de entrega em casa. No site, é possível fazer uma simulação. Com o seu roteiro em mãos, faça a projeção do seu roteiro antes de fechar a compra. Se a sua viagem inclui muitas paradas e destinos, independentemente da quantidade de países, a opção é indicada. Vale lembrar que os bilhetes unitários comprados com antecedência podem custar menos do que o passe de trem, caso os deslocamentos sejam poucos. O certo é que você receberá, em casa, o passe físico e um diário de viagem para ser preenchido ao longo da viagem e a cada trecho. Para evitar confusão, também é disponibilizado um guia sobre o preenchimento do formulário, um passo a passo completo.

 Posso reservar assentos?

Em caso de viagens curtas, urbanas ou regionais, não é preciso fazer reserva antecipada de assento. Mas, para os casos de longas distâncias e trens de maior velocidade, é indicado fazer a reserva. O serviço, no entanto, é cobrado de acordo com o trecho. O guia também traz a indicação de quando é preciso garantir o lugar, além do preço, que aparece na hora da compra.

Que documentos são necessários para fazer a compra?

O passaporte é o seu documento para a viagem e também para a compra do passe de trem da Eurail Global Pass, quando é exigido o número do documento. Para usar, o passe é ativado logo na primeira viagem, em qualquer estação de trem. Nesse caso, basta ir até o guichê e solicitar a ativação, o que vem em carimbo. Para as próximas viagens, preencha você mesmo as datas em que vai utilizar o passe. E boas viagens.

SETEMBRO/2018 – FONTE: Jornal Extra

 

PROJETO TREM TURÍSTICO POÇOS DE CALDAS - AGUAÍ

TV POÇOS - Notícias Telefatos; Publicado em 11 de set de 2018

O Secretário Municipal de Turismo, Ricardo Fonseca, esteve em Aguaí (SP) para participar de um encontro que avalia a possibilidade da implantação da volta do Trem Turístico ligando Poços de Caldas à um circuito que inclui três cidades paulistas.

Matéria da TV Poços (vídeo capturado no youtube)

História ferroviária paulista vira ruína e 

MPF cobra resgate do governo federal

SOROCABA - No auge das ferrovias, em meados do século passado, o Estado de São Paulo chegou a ter cerca de 500 estações ferroviárias. Com o fim do transporte de passageiros por trens de longo percurso, durante a década de 1980 e início dos anos 1990, parte desse patrimônio ficou abandonada e, quando não sofreu saques e depredações, acabou ruindo por falta de conservação. Hoje, menos de 50% das estações continuam em pé, segundo a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF).

Uma ação do Ministério Público Federal (MPF) quer agora que a União promova a recuperação de estações ferroviárias abandonadas em seis municípios da região de Bauru, interior de São Paulo. A ação pede ainda que sejam regularizados imóveis ocupados indevidamente e seja dada uma destinação “eficiente, moral e legal” ao patrimônio. O pedido, levado à 1.ª Vara Federal de Bauru, engloba estações e trilhos das cidades de Agudos, Avaí, Cabrália Paulista, Duartina, Pederneiras e Piratininga. Ações semelhantes já foram propostas em São Paulo, Itapeva e Sorocaba.

Os bens, que hoje pertencem à União, integravam o patrimônio das extintas Ferrovia Paulista (Fepasa) e Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Os inquéritos abertos pelo MPF identificaram áreas e imóveis invadidos, depredados e abandonados. O procurador da República André Libonati, autor da ação em Bauru, disse que o processo se restringe aos imóveis sem uso pelas concessionárias. De acordo com ele, casas e estações podem ser utilizadas pelas prefeituras, que se incumbiriam da conservação, enquanto os terrenos se destinariam a parques e moradias populares – ou leilão.

Em Pederneiras, o prédio da estação da Paulista, de 1913, no centro da cidade, foi recuperado pela prefeitura e, além de virar sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, abriga um centro cultural. Em um antigo depósito da ferrovia, restaurado, funciona o teatro municipal. “O conjunto estava abandonado até 1998. Agora é o cartão-postal da cidade”, disse Joaquim Bueno, responsável pela segurança do prédio.

Mas na maioria das cidades o que se vê é o abandono. Na mesma Pederneiras, a antiga estação ferroviária de Guaianás, de 1910, foi saqueada até o último tijolo. Restou em pé parte das colunas metálicas que sustentavam a cobertura da plataforma. A área está ocupada por 80 famílias de um movimento social. “A gente estava em um acampamento à beira de uma rodovia e o terreno aqui não tinha uso”, disse o lavrador Valdinei Ribamar, de 35 anos.

Em Avaí, a estação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, instalada em 1906, está em ruínas. Até portas e janelas originais do prédio foram saqueadas e o interior virou depósito de lixo. “Aqui foi o coração da cidade, com um movimento grande de gente e de cargas. Hoje é só tristeza”, diz o aposentado Pedro Mendes Neves, de 77 anos, o último chefe da estação.

Em setembro de 2017, a prefeitura enviou documentação ao governo federal pedindo a cessão do prédio, mas o processo ainda tramita, segundo o assessor de gabinete Fabrício Berbel. “Vamos reformar e instalar ali nosso museu histórico.”

Outras ações do MPF versam sobre o abandono do patrimônio. Em São Paulo, uma ação civil pública iniciada em 2014 pede a reativação do ramal ferroviário Santos-Cajati, que operou com transporte de passageiros até 1997. A empresa Rumo, concessionária da malha paulista, informou que a reativação da ferrovia não se encaixa na concessão. Das 40 estações, restam 12, algumas descaracterizadas, como Itanhaém e Juquiá.

Em 2015, o MPF entrou com ação para obrigar os órgãos da União e o município a restaurar o conjunto da Estação Ferroviária de Itapeva, no sudoeste paulista. O prédio foi construído em 1909 pelo arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, que também projetou a Pinacoteca e o Teatro Municipal de São Paulo. Na época, a prefeitura alegou falta de verba para investir no imóvel. A ação não teve julgamento definitivo e o prédio, abandonado, ameaça ruir.

Em Sorocaba, o Ministério Público Estadual moveu ações para a recuperação do conjunto da Sorocabana, construído há 143 anos. No fim de 2005, o prédio da estação e os armazéns do entorno foram cedidos à prefeitura. Um dos armazéns abriga o Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba. O prédio principal continua abandonado.

 

Turismo

A ABPF ainda conseguiu recuperar trechos ferroviários instalando trens turísticos, como o de Campinas-Jaguariúna. No Estado, 45 estações e conjuntos ferroviários foram tombados pelo patrimônio estadual. Mais 27 estão em estudo.

 

No País, há 55 mil imóveis sob análise

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) informou que tem interesse em dar destinação eficiente aos imóveis não operacionais da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), mas ainda esbarra na falta ou precariedade de documentos relativos a essas antigas estações. Conforme o órgão, o processo de desmembramento e identificação, que precede a destinação, foi iniciado, mas é complexo e envolve 55 mil imóveis no País.

AGOSTO/2018 – FONTE: Estadão 

Sete anos depois do acidente, bonde de Santa Teresa 

ainda não voltou completamente

Na segunda-feira, 27, completam-se sete anos desde o trágico acidente com o bondinho de Santa Teresa, que matou seis pessoas e interrompeu a circulação do meio de transporte pelo bairro. Nos últimos anos, como se sabe, só em alguns trechos as viagens foram retomadas.

Pois bem. Moradores e comerciantes estão organizando para domingo, agora, uma manifestação entre o Largo do Guimarães e o Largo das Neves. Além de lembrar do acidente, a ideia é reivindicar a volta do trajeto da Linha Paula Mattos, hoje sem qualquer previsão de retorno.

AGOSTO/2018 – FONTE: O Globo - Coluna de Anselmo Góis

Justiça quer que Rumo cumpra concessão de 

ferrovia entre Santos e Cajati

O procurador da República Thiago Lacerda Nobre, pede, por meio de requerimento à Justiça Federal, uma solução para 198 quilômetros de vias férreas abandonadas entre Santos, no litoral paulista, e Cajati, no interior do estado, passando pelo faixa litorânea Sul de São Paulo. A ferrovia possui cerca de 198 quilômetros de extensão, e até o final de década de 90 era passagem de passageiros.

A medida tem como objetivo, segundo o requerimento, interromper o prejuízo da inatividade da ferrovia, que chega a R$ 160 milhões. O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo chegou a afirmar que a empresa Rumo, que detém a concessão do trecho, abandonou, saqueou e sucateou a ferrovia.

De acordo com um investigação do MPF, trens foram desviadas para outros ramais, apesar da carga existente sustentar a operação. Em 2006, entretanto, a Procuradoria afirma que se iniciou um processo de sucateamento “escandaloso” na ferrovia, embora a concessão determinasse a operação no ramal.

“O patrimônio público que estava sob a guarda da ALL [hoje Rumo] foi dilapidado, saqueado e sucateado”, diz o procurador.

 Audiência de conciliação

 No ano de 2014, a Procuradoria já havia determinado que a concessionária cumprisse com suas obrigações. Mas a companhia afirmou que não conseguiu uma emissão de licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o que impediria qualquer tipo de recuperação do trecho.

“É necessário que o Ibama e a empresa sejam chamadas a se manifestar em juízo e cumpram com suas obrigações para recompor a ferrovia”, disse o procurador. “O objetivo é solucionar o litígio de maneira célere e eficaz, zelando pelos cuidados necessários, uma vez que a cada ano que se passa a degradação é notória”, escreveu o procurador, ao solicitar o encontro em juízo com as partes.

Já a Rumo, em um comunicado à imprensa, diz que após analises técnicas, econômicos e ambientais, foi constatada a inviabilidade de realizar o transporte de cargas na ferrovia em questão. “A exploração do referido trecho deve se dar em outro modelo de negócios, como, por exemplo, VLTs ou trens turísticos”, diz a concessionária. A Rumo disse ainda que exploração comercial não se enquadra nos moldes dos contratos assinados no fim dos anos de 90.

AGOSTO/2018 – FONTE: Via Trolebus 

Trem do Corcovado aguarda autorização da 

prefeitura para iniciar reformas na estação

A reforma da estação do trenzinho que leva os visitantes até o Cristo Redentor, no Cosme Velho, está prestes a sair do papel. O diretor da empresa Trem do Corcovado, Sávio Neves, aguarda autorização da prefeitura para iniciar as obras. Uma das propostas da concessionária é fazer uma nova entrada principal na lateral da Rua Efigênio Sales, bem em frente à Praça São Judas Tadeu. O projeto está sob avaliação da Coordenadoria Geral de Planejamento e Projetos da Secretaria municipal de Urbanismo, para saber se avança ou não sobre o logradouro público. A análise deve ser concluída ainda este mês, segundo o órgão. Depois disso, será encaminhado para a CET-Rio, que fará estudos sobre impactos no trânsito. É a última etapa antes de as obras começarem.

— Não vamos parar o funcionamento da estação para realizar as obras. Além da nova entrada, teremos lá na frente uma cafeteria e uma livraria para moradores do bairro, independentemente de irem ou não ao Cristo — conta Neves, que negocia com a rede Starbucks.

Segundo Sávio Neves, o cronograma do projeto será dividido em três partes. A primeira será a restauração do casarão tombado que fica de frente para a Rua Cosme Velho. Já a segunda, e mais extensa, será a construção do novo acesso principal pela lateral e de uma plataforma no segundo andar, com previsão de conclusão até fevereiro do ano que vem. Auditório, sala vip e prédio administrativo fazem parte da terceira etapa, programada para outubro de 2019.

De acordo com o projeto, o segundo andar será destinado a lojas — as que atualmente ficam no primeiro andar serão demolidas — e a uma exposição permanente, em murais e vídeos com áudio, que vai resgatar a história da ferrovia, a primeira eletrificada do Brasil e construída em 1884 pelo imperador Dom Pedro II, e a do Cristo Redentor, que teve a pedra fundamental lançada em 1922 e inaugurada em outubro de 1931. Este andar será um caminho natural que os passageiros terão que percorrer até a plataforma de embarque.

A ideia é que os visitantes tenham mais acesso aos fatos históricos, já que hoje existe apenas um painel com textos resumidos e que, embora grande, é quase imperceptível, já que a fila para pegar o trem se forma bem na frente dele. Um simulador também passará a funcionar na estação. Os interessados vão assistir a filmes curtos, que representam o caminho até o Corcovado (com alguns percalços) e abordam assuntos como ecologia e turismo.

Seis novos trens também estão previstos para chegar em março de 2019, e vão passar a funcionar já na nova plataforma. O contrato para a fabricação das composições foi firmado com a empresa suíça Stadler Rail Group no fim de 2015. Esta será a quarta geração de trens, e, apesar de bem mais modernos, não terão ar-condicionado. Os que circulam hoje em dia também não têm e estão em operação desde 1979.

Os próximos modelos podem dobrar a capacidade de transporte — de 300 passageiros por hora para 600, no mesmo período de tempo —, mas a Trem do Corcovado estima que haverá um acréscimo de aproximadamente 30% do número de passageiros. Para se ter uma ideia, por ano, 800 mil pessoas pegam o trenzinho. A ideia da empresa é que, com as reformas e as composições, esse número chegue a cerca de um milhão de visitantes. Diferentemente do que acontece hoje, a velocidade de subida e de descida poderá variar até 25hm/h e 18km/h, respectivamente. Outra vantagem é que com as novas composições haverá uma economia de 75% nos gastos com energia elétrica, segundo Neves.

Dentro dos trens, monitores passarão filmes com fatos históricos e dicas sobre outras atrações no Cosme Velho, como sugestões de exposições, centros culturais e cafeterias. O projeto de modernização, que envolve os trens e as reformas, está orçado em R$ 250 milhões.

— O trem novo vai aproximar o carioca do Corcovado. Haverá espaço para os usuários colocarem suas bicicletas e patinetes, para que quando chegarem lá em cima possam passear pelas Paineiras. Também vamos vender um tíquete anual para os moradores da cidade. Queremos quebrar esse estigma que o carioca tem de que vir para cá é programa de gringo. Queremos coincidir a chegada dos novos trens com o funcionamento da plataforma — explica Neves, que também pretende montar uma programação cultural com pequenos shows no Centro de Visitantes Paineiras, antigo Hotel Paineiras, já para este verão.

Segundo Neves, existe ainda uma proposta para ampliar o terminal de ônibus do Cosme Velho, para que coletivos de turismo também possam estacionar ali. A prefeitura, entretanto, não confirmou o projeto.

AGOSTO/2018 – FONTE: O Globo 

Lançada Segunda Semana Paranaense da Memória Ferroviária

A Biblioteca Pública do Paraná promove, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e o Centro de Memória da Lapa, a segunda semana paranaense da memória ferroviária. O evento acontece entre os dias 10 e 13 de setembro na Biblioteca e no Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, com entrada gratuita. Neste ano a semana tem como tema o cinquentenário da ferrovia Tronco Principal Sul.

Criado no evento do ano passado o prêmio “Tirefond de Ouro” é um reconhecimento para aqueles que efetivamente contribuíram de forma decisiva para a preservação da memória ferroviária. “A comissão organizadora foi unânime na decisão em conferir esta honraria a empresa de logística RUMO, concessionária da ferrovia, pela promoção do “Trem natalino” e incentivo a volta dos passeios de turismo férreo nos três estados do Sul”, nos conta Márcio Assad, do Centro de |Memória Ferroviária da Lapa. Assad que é um dos coordenadores do evento, ressalta que a volta do trem da Lapa, por exemplo, foi um dos fatos mais importantes para a área do turismo no Paraná dos últimos 20 anos e na sequência os passeios de grande sucesso em Ponta Grossa nos Campos Gerais, vieram a confirmar a importância deste resgate. Seguindo para Sul, Lages e Vacaria, foram a consolidação de um projeto, que veio para ficar” ressalta o coordenador. Portanto finaliza, ninguém mais qualificado no momento que a Rumo para ser a primeira agraciada com esta importante honraria.

A abertura da semana acontece às 17h30 da segunda-feira (10) no auditório da BPP, com o lançamento do livro Memórias de estação: vida e sentimento nos trilhos do trem da pesquisadora Viviane Caliskevstz. Abaixo, confira a programação completa.

 Programação:

10/09

17h30 (auditório da BPP)

Lançamento do livro Memórias de estação: vida e sentimento nos trilhos do trem, de Viviane Caliskevstz

18h (auditório da BPP)

Abertura

18h30 (auditório da BPP)

Palestra com o Dr. Paulo Roberto Hapner

11/09

18h (auditório da BPP)

Comunicado — Unifer

18h30 (auditório da BPP)

Palestra com o comandante do 1º batalhão ferroviário Ten. Cel. Eng. Cleber Machado Arruda, com a temática “Aspectos históricos e a importância da ferrovia para a região Sul”.

 12/09

18h (auditório da BBP)

Comunicado — “Arquivo histórico Archelau de Almeida Torres”, com as historiadoras Cristiane Perreto e Luciana Czelusniak Obrzut Ono

18h30 (auditório da BPP)

Painel com a Dra. Andrea Mercaldo da Rumo Logística com a temática “Trens culturais eventuais”

 13/09

18h (Instituto Histórico Geográfico do Paraná)

Comunicado — Centro de Memória da Lapa, com Márcio Assad

18h30 (Instituto Histórico Geográfico do Paraná)

Palavra do presidente acolhendo os presentes

18h45 (Instituto Histórico Geográfico do Paraná)

Entrega do troféu Tirefond de Ouro

AGOSTO/2018 – FONTE: Click Paraná  

Cidades discutem ampliação do VLT até Itanhaém e Peruíbe

Prefeitos da Baixada Santista discutem reutilizar trilhos da região para o transporte de passageiros, e uma das possibilidades seria a ampliação do Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT de Santos e São Vicente, até Peruíbe, passando por Itanhaém. Cidades devem estudar o novo projeto que utilizaria o leito ferroviário desativado que liga as cidades litorâneas até o Vale do Ribeira.

Atualmente a Rumo Logística (antiga ALL) diz não haver viabilidade econômica para explorar o trecho Cajati – São Vicente, e a empresa deve devolver o lote de 213 quilômetros à União.

Na semana passada, autoridades participaram de uma reunião para debater a utilização do trecho para expansão do VLT e de serviços turísticos.

Técnicos das prefeituras de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe iniciaram estudos locais de utilização no entrono da linha-férrea.

“Tenho opinião clara de exploração do espaço: VLT até Peruíbe e roteiro turístico para o Vale do Ribeira”, defende o deputado federal João Paulo Papa (PSDB).

AGOSTO/2018 – FONTE: Via Trolebus 

O trem que não chega

Até 2028 dificilmente teremos esse transporte em 

importantes regiões metropolitanas do País

Parodiando Vinicius de Moraes, a vida é a arte dos encontros e as cidades são os espaços desses encontros. Milhões de brasileiros vivem em áreas urbanas em busca de oportunidades para trabalhar, estudar, fazer suas compras ou viver suas horas de lazer. A questão é: como se locomover nos espaços urbanos em busca desses encontros?

Em menos de 70 anos nossa população urbana decuplicou. Os desequilíbrios sociais, o oportunismo dos especuladores imobiliários, a ausência de planos urbanos ou o descumprimento das regras de ocupação do solo fizeram com que os aglomerados urbanos ocupassem extensas e esparsas áreas territoriais. Consequência: as cidades e regiões metropolitanas do País requerem altos custos de investimento e manutenção para ampliar ou manter suas infraestruturas.

O Brasil tem cerca de 40 cidades com mais de 500 mil habitantes que dão origem a aglomerados urbanos ou regiões metropolitanas. Metade da população brasileira vive nos espaços metropolitanos e é por óbvio que neles se concentram a maior parcela da produção nacional. Tudo é superlativo nas regiões metropolitanas, inclusive os problemas, a começar pela mobilidade dos que nelas buscam as oportunidades existentes.

Apesar da crise econômica, os congestionamentos estão se espraiando para além das fronteiras das regiões metropolitanas. Em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, para ficarmos em alguns exemplos, todos os dias ocorrem imensos congestionamentos nas rodovias que lhes servem de acesso. Pessoas e mercadorias, em carros, ônibus ou caminhões, se arrastam por quilômetros num desperdício de tempo e energia imensurável. Se o Brasil voltar a crescer, mesmo que a taxas inexpressivas de 2% a 3% ao ano, e sabendo que o transporte de mercadorias e a mobilidade das pessoas aumentam a taxas maiores que a do crescimento do PIB, a saturação de importantes rodovias que acessam nossas principais regiões metropolitanas poderá ocorrer nos próximos oito anos.

Tomemos como exemplo o eixo rodoviário Anhanguera-Bandeirantes, onde nos horários de pico há trânsito lento em trechos entre Campinas e a capital. A concessionária que o administra tem cumprido o estabelecido. Obras de ampliação foram feitas. As Marginais Tietê e Pinheiros e seus acessos foram recentemente ampliados. Como esperado, os congestionamentos voltaram. O que fazer perante o cenário que se vislumbra daqui a menos de dez anos? Vamos continuar ampliando essas rodovias com novas faixas de tráfego? Haverá espaço para isso? A malha viária paulistana terá capacidade de absorver este acréscimo de tráfego?

Estas mesmas questões podem ser dirigidas a outras regiões metropolitanas. Provavelmente, a resposta será unânime: precisamos investir (e muito) em transporte ferroviário. Se todos concordam, resta agir já: ampliando o serviço das ferrovias e terminando as obras iniciadas. No caso dos trens regionais de passageiros, faço minhas as palavras de Jaime Lerner: “Perdemos um tempo incrível elaborando diagnósticos exaustivos, tentando ter todas as respostas antes de começar. Há uma grande diferença entre ter uma boa leitura da realidade, a fim de ‘não errar o problema’, e a covardia de se esconder atrás de burocracias protelatórias que nos esquivam de tomar posições” (Brasil: o futuro que queremos, Ed. Contexto, 2018). Ao lado da covardia, acrescentaria a conduta de má-fé no sentido de não colaborar com governos considerados adversários. Como explicar os anos de embromação do Ministério dos Transportes e da Secretaria do Patrimônio da União não repassando as áreas lindeiras às faixas operacionais do trecho ferroviário entre São Paulo e Campinas, mesmo já tendo parecer favorável da Advocacia-Geral da União? A má-fé é explícita: o governo federal precisava impedir um trem regional neste trecho para viabilizar o Trem de Alta Velocidade.

Dificilmente teremos trens regionais operando em importantes regiões metropolitanas antes de 2028. Por quê? Os novos governos assumirão sob um quadro macroeconômico desastroso. Devemos, portanto, aproveitar 2019 para ao menos equacionar as pendências administrativas entre Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e os Estados que já têm estudos avançados de trens regionais.

Sendo otimistas, deveríamos a partir de 2020 contratar os projetos de engenharia (básico e executivo) e ambientais (EIA-Rimas). Em seguida, apurar o custo das desapropriações e publicar os decretos de utilidade pública das respectivas áreas. Em 2023, supondo uma melhoria nos indicadores econômicos do País e que o funding do empreendimento esteja equacionado, que os projetos de engenharia estejam prontos, que a Licença Ambiental Prévia tenha sido obtida e as principais áreas físicas desapropriadas e liberadas, iniciam-se as licitações de obras ou de parcerias público-privadas. Com sorte, os contratos poderão ser assinados em 2024. Sim, sejamos otimistas.

Em paralelo, dezenas de outras licitações deverão ser feitas para a compra dos trens e dos sistemas operacionais. Sob hipótese de que não ocorram contratempos, iniciam-se os testes dos equipamentos, a contratação e o treinamento das equipes operacionais em fins de 2027. A operação comercial poderá ter início em 2028.

Até lá, qual a solução para suportar o crescimento do tráfego nas rodovias? Teremos de apelar para o rodízio de placas para os automóveis nas principais estradas? Ao mesmo tempo, criar faixas exclusivas para os ônibus rodoviários e fretados? Abrir a operação a partir de aplicativos digitais? Criar bolsões de estacionamento integrados aos ônibus rodoviários e fretados nas cidades vizinhas às grandes metrópoles? É prudente começar a estudar cenários emergenciais desde já para que possamos testá-los o mais breve possível.

Por Jurandir Fernandes - PRESIDENTE DA UNIÃO INTERNACIONAL DE TRANSPORTES PÚBLICOS-AMÉRICA LATINA

AGOSTO / 2018 FONTE: Jornal O Estado de S.Paulo

Fabricante de trens novos não entregou 44% dos itens ligados ao desempenho dos veículos, diz relatório da Trensurb

Grupo de trabalho analisou 82 tópicos do edital, selecionados com base em critério de gravidade. Entre o que não teria sido entregue, estão manuais e softwares. Nove carros não funcionam.

A Trensurb pagou R$ 244 milhões por trens que foram entregues sem quase a metade das especificações técnicas que dizem respeito ao desempenho dos veículos exigidas pela empresa. Um grupo de trabalho formado por 12 técnicos da Trensurb analisou 82 itens – selecionados com base em um critério de gravidade – previstos no edital da licitação e constatou que 44% deles não foram atendidos pelo Consórcio FrotaPoa, que reúne as empresas Alstom (francesa) e CAF (espanhola).

No relatório, os técnicos também apontam que a Trensurb abriu mão, a pedido do consórcio, de realizar ensaios dinâmicos que poderiam antecipar as falhas em série que, hoje, deixam fora de operação nove dos 15 trens da série 200, adquiridos em 2012 — a informação foi publicada ontem pelo Grupo de Investigações da RBS (GDI).

Técnicos da Trensurb compararam as especificações do edital de licitação com o produto efetivamente entregue. A vistoria foi concluída em 10 de abril passado e apresentada ao Conselho de Administração da Trensurb. O GDI teve acesso ao resultado da análise que escancara o prejuízo de uma compra milionária que não se reverteu em melhorias de serviço e mais conforto aos 180 mil usuários diários da linha de trem.

Os itens não atendidos vão desde certificados que atestem a qualidade das rodas e eixos de trem até peças de reposição a menos — sem que a Trensurb tivesse desconto no valor pago. Em cada um dos tópicos analisados, foi avaliado se houve vantagem financeira do consórcio, prejuízo técnico ou financeiro para Trensurb e se o item tinha ligação com problemas já constatados. Além de 44% dos itens examinados não terem sido atendidos, em 48% dos casos analisados houve prejuízo técnico ou financeiro para a Trensurb. Segundo o grupo de trabalho, só é possível garantir que 10% dos itens foram rigorosamente atendidos pelo consórcio.

JULHO/2018 – FONTE: GAUCHAZH

Sem pedidos para trens de passageiros, 

indústria pede renovação de concessões

Sem novos pedidos para o ano que vem ligados ao transporte de passageiros, as indústrias ferroviárias pedem a antecipação da renovação das concessões para que o setor ganhe fôlego e possa receber investimentos de ao menos R$ 25 bilhões nos próximos anos.

Na avaliação do presidente da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), Vicente Abate, a renovação antecipada das concessões permitirá que as empresas mantenham os investimentos nos próximos anos e injetem esse montante no setor.

“São cinco concessionárias com renovação antecipada prevista em contratos e agora há contrapartida, que não tinha nos contratos iniciais de investimentos. São R$ 25 bilhões [de investimentos] para fazer em cinco anos. São investimentos imediatos, pois são prementes”, afirmou.

A expectativa do setor é que a Rumo renove, na área paulista, a concessão ainda neste ano e que ela funcione como “espelho” para as demais.

Entre as melhorias que Abate cita com a renovação antecipada está a duplicação do trecho entre Itirapina e Sumaré, de 110 quilômetros. Com isso, de Itirapina, uma das bases da Rumo, até Santos estará tudo duplicado e a capacidade de carga passará de 30 milhões de toneladas para 75 milhões.

“Todos esses investimentos, não só da Rumo, mas os demais, serão feitos antes de acabar o prazo atual, que terminaria de 2026 a 2028. Por outro lado, se esperar terminar o prazo, os investimentos vão minguando. Todos sofrem, o próprio transporte ferroviário, a indústria. É um fôlego que se dá.”

Em 2014, foram produzidos 4.703 vagões de carga, número que neste ano não chegará a 3.000. O recorde é de 2005, com 7.597.

Há, ainda, sete projetos de expansão de trechos ferroviários, o que pode fazer os investimentos serem retomados.

A EPL lançou o PNL (Plano Nacional de Logística), que propõe aumentar a participação do transporte ferroviário de carga na matriz brasileira para 31%, em 2025.

Hoje, esse índice é de 18%, segundo a Abifer, e de 20,7%, segundo a CNT (Confederação Nacional do Transporte).

 

Sem pedidos

 

Se no transporte de cargas há algumas expectativas, o mesmo não se pode dizer do setor de transporte de passageiros.

Para o ano que vem, se não houver mudanças, o mercado deverá sentir muito, segundo a Abifer.

“Nossas principais fabricantes de trens, VLTs, metrô, monotrilho e metropolitano têm para este ano saldo de 300 carros para serem entregues, volume semelhante ao do ano passado. Mas para 2019 não têm nada.”

Em 2017 foram produzidos 310 carros de passageiros, volume inferior aos 473 do ano anterior, recorde na indústria nacional. A previsão indica o pior ano para o setor desde 2013, quando foram fabricados 219 carros.

No caso do transporte de passageiros, entre a encomenda e a primeira entrega há um prazo de um ano e meio, fato que, na avaliação de Abate, é mais um indicativo da crise que o setor poderá enfrentar no ano que vem.


JULHO/2018 – FONTE: Folha de SP

Rumo: Batendo recordes e apoiando a memória

A Rumo é a maior operadora logística com base ferroviária independente do Brasil e América Latina. A Companhia tem mais de 12 mil quilômetros de trilhos formados por quatro concessões em seis estados: São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Com mil locomotivas e 25 mil vagões, a empresa oferece uma gama completa de serviços interligando centros de produção, polos consumidores e portos marítimos.

A empresa logística teve melhor mês de junho de sua história com a quebra de recordes operacionais no transporte ferroviário de cargas. Em 30 dias, o aumento da eficiência logística da Companhia resultou no transporte de quase 5 milhões de toneladas de produtos agrícolas e industriais pelos seis estados em que atua (MT, MS, SP, RS, SC e PR). Desse total, mais de 56% (2,8 milhões de toneladas) foram produtos agrícolas como soja, trigo, farelo de soja e milho destinados à exportação.

Neste clima positivo, o presidente da empresa Dr. Julio Fontana Neto, recebeu os preservacionistas ferroviários  Márcio Assad e Kallil Assad, representantes do Centro de Memória Ferroviária e Instituto Histórico e Geográfico do Paraná respectivamente que estiveram em visita técnica onde passaram por diversos setores da empresa, sendo conduzidos pela Dra. Carmen Maron, coordenadora de relações sociais e Comunicação interna; os ferroviáristas também reuniram-se com Marcelo Arthur Fiedler do setor de Relações Governamentais e tiveram a confirmação da Dra. Andrea Mercaldo de sua participação na II SEMANA PARANAENSE DA MEMÓRIA FERROVIÁRIA, onde falará sobre o atendimento da resolução 359 ANTT ( Agencia Nacional de Transportes Terrestres) e demais procedimentos sobre trens turísticos eventuais de passageiros.

Com o presidente da empresa, Márcio e Kallil, fizeram uma avaliação do trem da Lapa da programação de Ponta Grossa e dos projetos de trens eventuais que virão na sequencia em Santa Catarina ,  Rio Grande do Sul e ainda a grande surpresa que estará reservada para o trem natalino: RUMO/ABPF, deste ano. Márcio Assad aproveitou para fazer um relato das atividades do Centro de Memória Ferroviária, que englobam os três estados do Sul e mais São Paulo, com enfase em Santa Maria - RS e Sorocaba - SP. Márcio parabenizou o Presidente Fontana, pelos recordes alcançados em produtividade e também pelo apoio que tem dado a preservação da memória ferroviária e turismo férreo, em toda a malha administrada pela RUMO.

JULHO/2018 – FONTE: Rumo Logística 

Ferroviários fecham com chave de ouro evento 

alusivo aos 87 anos da Madeira Mamoré

Porto Velho, Rondônia – Com público seleto entre ferroviários, autoridades e remanescentes da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), os 87 anos da nacionalização do empreendimento foram festejados em ato cidadão, nesta terça-feira 10.

O evento foi animado pela Banda de Música da 17ª Brigada Militar, que puxou para cima a autoestima dos participantes e das personagens do momento, trabalhadores de mais trinta nações, além de amigos, apoiadores e parceiros da Estrada de Ferro, construída no século passado e deu lugar à centenária Vila dos Ferroviários.

Abrilhantando a grande festa, a Associação da categoria fez celebrar missa campal no pátio externo do prédio da antiga Estação Central dos Trens pelo padre Fontenelle da Sagrada Família da Igreja Católica. Na ocasião, católicos e evangélicos deram-se às mãos e louvaram ao Senhor Deus.

Com citação a nomes de parte dos ferroviários ainda vivos foi feita homenagens póstumas aos que tombaram ou morrera durante a construção da Estrada de Ferro, bem como, em discurso, o presidente da Associação dos Ferroviários, José Bispo de Morais, 83 anos, “defendeu o retorno já dos trens aos trilhos até a Vila Santo Antônio”.

Na plateia, representantes do prefeito e do governador, respectivamente, Hildon Chaves (Márcio Martins) e Daniel Pereira (Chefe da Casa Civil, Eurípedes Miranda), em nome deles, garantiram “a revitalização do Complexo Ferroviário pelo Consórcio Santo Antônio, a retomada da linha férrea até ao limite da cobiçada Vila Santo Antônio”.

O Vice-Presidente da Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (ASFEMM), George Telles (Carioca), lembrou que “tudo começou no dia 10 de Julho de 1931, quando o governo brasileiro assumiu a Ferrovia”, durante o período de crise da borracha (látex), forçando a entrega do empreendimento ao Brasil.

Carioca fez seus os sentimentos da família ferroviária que lutam desde o século passado, além da revitalização do Complexo à Vila Santo Antônio pelo tombamento da estrada até aos limites dos trilhos a Guajará-Mirim, realizando, desse modo, “o sonho de todos que lutaram (e lutam!) pelo retorno dos trens aos trilhos sobre os dormentes”.

Com o término do ato cidadão, missa rezada e discursos à parte, além das homenagens póstumas aos heróis da construção da “Ferrovia do Diabo e aos Cuidadores atuais do rico acervo da EFMM”, a Associação dos Ferroviários agradeceu a Federação do Comércio, Consórcio Santo Antônio, Prefeitura, governo do Estado e a União Federal na busca da consolidação do projeto maior dos ferroviários – fazer o trem andar, outra vez, até Guajará-Mirim, na fronteira binacional Brasil-Bolívia.

JULHO/2018 – Fonte: News Rondônia

Dracena sedia evento sobre renovação da malha paulista e reativação do ramal ferroviário Bauru-Marília-Panorama

Organizada pela Rumo Logística, reunião contará com o governador Márcio França, o deputado Reinaldo Alguz, o prefeito Juliano Bertolini e diversas autoridades da região

A Rumo Logística realizará nesta quinta-feira (5/7), às 9h30, no salão nobre da Rede Gonzaga de Ensino Superior (Reges), uma reunião para falar sobre o início da programação de renovação da malha paulista e reativação do ramal ferroviário Bauru-Marília-Panorama.

A empresa investirá cerca de R$ 5 bilhões no projeto, que começará com a limpeza dos ramais. "É um marco para o desenvolvimento da região. Foram vários anos trabalhando em prol da reativação da ferrovia, que será sem sombra de dúvida uma grande indutora de desenvolvimento e geração de emprego e de renda para todo o centro-oeste paulista. Os produtos da região vão ganhar em competitividade, o que vai proporcionar mais investimentos", afirma o deputado estadual Reinaldo Alguz (PV-SP), que estará no evento.

Também estarão presentes o governador Márcio França, o prefeito de Dracena, Juliano Bertolini, e diversas autoridades da Alta Paulista, Noroeste e Sorocabana. O evento é aberto ao público.

A Rumo, responsável pela operação da malha ferroviária em São Paulo, tem feito grandes investimentos na ferrovia, no porto de Santos e em diversos terminais de cargas, além de comprar locomotivas e vagões novos –tanto para embarque como para o desembarque de cargas– com um custo menor, o que viabilizará os negócios atuais e estimulará futuros investimentos tanto no centro-oeste paulista como no Mato Grosso do Sul e em Goiás.

A ferrovia, que no início servirá para transporte de cargas, necessitará de transporte de caminhões num raio de até 400 km.

Além do evento de apresentação, a empresa fará no mesmo dia, às 14h, uma reunião de trabalho com os prefeitos dos municípios cortados pela linha férrea, com o objetivo de tratar das providências que a Rumo e as prefeituras precisarão tomar em conjunto.

JULHO/2018 – FONTE: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Prefeitura de Dracena 

Governo antecipa renovação de concessões

O governo decidiu anunciar uma série de investimentos da carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) que dependem da renovação das concessões de ferrovias sem ter autorização do Tribunal de Contas da União (TCU). O pedido de antecipar a renovação desses contratos está em análise pela corte de contas. Ou seja, ainda não se sabe se o TCU vai autorizar esse tipo de acordo.

O governo vinculou a construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), em Mato Grosso, à mineradora Vale. Em troca, a empresa teria a renovação automática das concessões da Ferrovia Vitória-Minas e da Estrada de Ferro Carajás. Com a concessionária MRS, o governo acertou de vincular a renovação de seus contratos à construção do Ferroanel, em São Paulo.

Há anos, a prorrogação antecipada é debatida pelo governo e ainda não foi decidida pelo TCU. A Fico é um projeto antigo, já foi prioridade do falecido Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas acabou abandonada pelo governo, apesar de ter licença prévia ambiental do Ibama e aval do TCU para que fosse licitada como uma obra comum, e não atrelada à renovação contratual.

No setor, é questionado se o governo pode passar obras novas – e não ampliações ou projetos que comecem do zero – a empresas que estão no setor. Hoje, Mato Grosso tem pelo menos quatro projetos ferroviários, mas nenhum saiu do papel.

A proposta prevê que a Vale construa 383 km de ferrovia, entre Campinorte e Água Boa, em Mato Grosso, com custo de R$ 4 bilhões. No caso do Ferroanel, a MRS construiria um trecho de 53 km entre Perus e Manoel Feio, em São Paulo, com investimento de R$ 5 bilhões.

Pela proposta do governo, a Fico voltaria à União depois de ser construída pela Vale, para que possa ser licitada para qualquer empresa que queira operá-la. Sobre o Ferroanel, o governo declarou que não foi decidida se a ferrovia ficaria como a MRS ou se seria também licitada.

“Depois que ficar pronta, a Fico voltará à União para ser licitada. Sobre o Ferroanel, estamos discutindo. Ainda não está decidido”, disse o secretário especial da Secretaria do PPI, Adalberto Santos de Vasconcelos.

Rodovias. O edital da Rodovia de Integração do Sul (RIS), primeiro trecho rodoviário que o governo Michel Temer tenta licitar, deve ser publicado entre hoje e amanhã. Três concessionárias teriam demonstrado interesse em disputar o trecho, segundo o ministro dos Transportes, Valter Casimiro Silveira.

O ministro não deu uma data prevista para o leilão. Normalmente, eles costumam ocorrer de 30 a 45 dias após a publicação do edital. Será o primeiro leilão de rodovias do governo Temer, uma rota de 473 quilômetros que integra trechos das BR-101 no Rio Grande do Sul com mais três rodovias federais.

Para conseguir liberar o edital, o governo fez uma série de alterações do texto, que tinha sido muito criticado pelo TCU. Haverá possibilidade de prorrogação por apenas cinco anos, podendo ser estendido a no máximo dez anos em caso de necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Ronaldo Fonseca, disse que 14 projetos foram qualificados para o Programa de Parcerias de Investimentos na reunião desta segunda-feira, 02. Desses projetos, dez são lotes de linhas de transmissão de energia, leiloados regularmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além desses, foram incluídos a Fico, o Ferroanel de São Paulo, a 5.ª Rodada de Partilha do Pré-sal e a BR-153/282/470, em Santa Catarina.

O governo aprovou também o lançamento do Plano Nacional de Logística, que prevê a expansão da malha de transportes nos próximos anos. A ideia é deixar um plano pronto para o próximo governo que tomará posse em janeiro de 2019.

JULHO/2018 – FONTE: JORNAL O ESTADO DE S. PAULO - Estadão 

CPTM RECEBERÁ MAIS DOIS CARROS DE PASSAGEIROS

 PARA EXPRESSO TURÍSTICO

Desde a manhã dessa sexta feira, técnicos estão em Bauru transferindo de linha 2 carros de passageiros de aço inox com guindastes na região da antiga estação de trens.

Os dois carros pertenceram a EFA (Estrada de Ferro Araraquarense) e estavam sendo preservados pela associação do local, porém sem uso.
Os carros foram cedidos pelo DNIT a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária), serão reformados e adicionados ao trem turístico da CPTM, os trens devem ser levados de Bauru até Jundiaí e rebocados para a oficina Lapa da companhia.

A CPTM opera atualmente um trem turístico com apenas 2 carros , com a inclusão de mais dois carros a CPTM pretende aumentar a oferta de lugares, a companhia pretende ainda incluir neste trem o restauro de locomotivas elétricas que estão no pátio Luz , conhecidas como V8 e English na nova fase do expresso turístico futuramente e que atende atualmente 3 roteiros nas linhas da companhia, Luz-Jundiaí, Luz- Paranapiacaba e Luz-Mogi das Cruzes.

JUNHO/2018 – Fonte: Paparazzi Ferroviário        

Trem turístico de Campos do Jordão 

volta a operar só no inverno de 2019

RIBEIRÃO PRETO (SP) - O inverno 2018 será marcado no interior paulista por uma falta: a dos trens turísticos da Estrada de Ferro Campos do Jordão.

Obras na via férrea retiraram de circulação os trens que operam no trecho de serra, entre Pindamonhangaba e Campos do Jordão e entre Campos e Santo Antônio do Pinhal.

De acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, ambos os trechos aguardam obras na serra para voltarem à operação, que estão em processo de licitação e, conforme a pasta, devem ser finalizadas no primeiro semestre do ano que vem.

Com isso, a previsão é de que os trens só voltem a percorrer a serra na temporada de inverno de 2019.

A maria-fumaça de Campos, que faz a rota entre as estações Emílio Ribas e Abernéssia, passará por reforma. Os reparos necessários estão também em processo de licitação para a contratação de uma empresa especializada.

Já o centro de memória ferroviária de Pindamonhangaba está fechado por causa de obras na estação e deve ser liberado para visitação em dezembro. O local reúne documentos e máquinas da história da ferrovia.

A rota turística de Campos a Pindamonhangaba voltou a ser oferecida em 2015, após hiato de dois anos e meio.

O trajeto havia sido suspenso após um acidente matar três pessoas em novembro de 2012. Ele percorre trecho da serra da Mantiqueira e construções históricas como a estação Eugênio Lefèvre, em Santo Antônio do Pinhal.

Para voltar a operar, foram trocados à época 14.800 dormentes e 20 quilômetros de trilhos e implantadas quase 5.000 canaletas para drenagem. Além disso, foi adotado um registrador de eventos —espécie de caixa-preta e um limitador de velocidade.

Outros passeios turísticos continuam em operação em Campos do Jordão, como o bonde turístico, o teleférico, o pedalinho e o centro de memória ferroviária.

Já em Pindamonhangaba, estão disponíveis o trem turístico Piracuama e o parque Reino das Águas Claras, com rios, cachoeiras e esculturas de personagens do escritor Monteiro Lobato. 

JUNHO/2018 – Fonte: Folha de São Paulo

Trem Curitiba-Morretes-Paranaguá pode 

deixar de operar até 150 dias por ano

Uma das principais rotas de trens turísticos do país, a linha Curitiba-Morretes-Paranaguá sofreu abalo com mudanças a partir de uma 

resolução da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), 

que reduzirá em mais de 40% as saídas de trens da capital paranaense.

Com as alterações, em vez de a rota que percorre vales e locais históricos ser oferecida diariamente passou a ter três tipos de operação desde o mês de março: alta, média e baixa temporada. Isso faz com que, das atuais 365 datas disponíveis, o total caia para algo em torno de 215. A média de turistas por ano chegava a 200 mil até 2017.

Na alta temporada (15 de dezembro a 28 de fevereiro e de 15 a 31 de julho), a circulação segue diária, mas na média e baixa temporadas, a circulação cai para até três partidas semanais.

Na média (1º de setembro a 14 de dezembro), o trem poderá operar de quinta-feira a domingo e, na baixa (1º de março a 14 de julho e de 1º a 31 de agosto), as saídas ocorrerão apenas de sexta a domingo.

Com isso, Morretes viu a presença de turistas ser reduzida, comerciantes criticaram a decisão e uma audiência pública foi realizada em Curitiba na última semana para discutir o assunto.

A rota, de 110 quilômetros, é operada pela Serra Verde Express, que questiona a alteração e afirma que ela prejudica os negócios –seus e do setor turístico do estado.

“Com a mudança, houve a supressão de 140, 150 dias por ano. O município de Morretes está sofrendo muito, e nós estamos perdendo oportunidades de negócio”, disse o empresário Adonai Aires de Arruda, da Serra Verde.

Segundo ele, com a redução de datas a expectativa é que haja queda de até 25% no total de passageiros transportados.

“Se você está aberto 365 dias do ano, tem 365 oportunidades de negócio. Se está 180, são 180 oportunidades. Obviamente que elas foram reduzidas. Curitiba recebe muitos congressos. Suponha que seja de terça a quinta, esse turista não vai voltar na cidade tão fácil [para fazer o passeio de trem]. Com a operação diária, isso é possível.”

Segundo a ANTT, as alterações ocorreram conforme a resolução 5.315, de 22 de março de 2017, e a definição da frequência de viagens se deu por meio do COE (Contrato Operacional Específico), firmado entre a concessionária Rumo Malha Sul e a Serra Verde.

“Assim, tanto a forma de operação, quanto os horários e dias de circulação do trem foram pactuados entre as partes, e ratificados por meio do COE, celebrado em 21 de setembro de 2017”, diz trecho de comunicado da ANTT.

FREQUÊNCIA

No último dia 13, em audiência em Curitiba, além da Serra Verde associações também pediram a retomada do transporte diário no trecho, não só na alta temporada.

O superintendente de transporte de passageiros da ANTT, João Paulo Souza, se comprometeu a se reunir com as partes interessadas para mediar as negociações sobre a compatibilização entre o transporte de carga e o de passageiros no trecho Curitiba-Paranaguá.

“A partir dessas negociações será definida a frequência de trens de passageiros no citado trecho”, diz a ANTT.

Por se considerar concessionária do trecho –e não apenas uma autorizada a usá-lo–, a Serra Verde foi à Justiça e obteve uma liminar favorável, mas que ainda depende de o COE, administrado pela ANTT, ser alterado.

“Além da liminar, o DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] publicou a renovação do contrato, ipsis literis. Falta o reconhecimento da ANTT”, disse Arruda.

Uma decisão sobre o caso pode sair até o final do mês, na avaliação da Serra Verde e de participantes da audiência.

A possibilidade de acordo incluiria a desistência da empresa de seguir com a ação judicial, tendo como contrapartida mudanças na periodicidade do trem na serra paranaense.

Por ora, em virtude da liminar, a rota Curitiba-Morretes-Paranaguá permanece na lista de linhas regulares de passageiros no país, ao lado da Estrada de Ferro Vitória Minas, da Estrada de Ferro Carajás e do Trem do Corcovado.

Embora a rota leve o nome de três destinos, ela termina em Morretes e não chega mais a Paranaguá.

JUNHO/2018 – Fonte: Folha de São Paulo 

Dez estações de metrô para visitar na Rússia

Grandes cidades da Rússia oferecem um circuito de atrações subterrâneas; 

As estações de Metrô.

O sistema de trens começou a ser construído na capital em 1935 e foi o primeiro do tipo na União Soviética. Hoje, tem mais de 300 quilômetros de linhas e 214 estações. Em São Petersburgo, começou a ser operado em 1955.

A decoração elaborada das primeiras estações tinha o intuito de transmitir modernidade e grandeza do Estado soviético.

 

Veja dez estações para visitar no país.

 

Avtovo, São Petersburgo

 

Inaugurada em 1955, a 12 metros de profundidade, faz parte da linha 1 do metrô. A plataforma tem 46 colunas; 16 delas são revestidas por vidro esculpido. As demais são de mármore branco.

 

Park Pobedy, Moscou

 

É uma das mais profundas do mundo –são 84 metros abaixo da superfície. O passageiro leva, em média, três minutos para chegar até a plataforma, por meio de uma escada rolante. Foi aberta em 2003.

 

Kremlyovskaya, Kazan

 

A parada entrou em funcionamento em 2005, na primeira fase de operações da rede de metrô da cidade, a mais nova do país. Mosaicos nas paredes e no teto da plataforma de embarque são inspirados na arte tártara e imitam os corredores do Kremlin

 

Elektrozavodskaya, Moscou

 

Inaugurada em 1944, um ano antes do fim da Segunda Guerra Mundial, a construção tem o teto coberto por luminárias redondas. Na entrada, seis placas homenageiam cientistas que estudaram a eletricidade.

 

Praça 1905, Iekaterinburgo

 

Construída em 1994, fica no centro da cidade, a 35 metros de profundidade. Seu nome homenageia manifestações da Revolução de 1905 que eclodiram nas redondezas da estação.

 

Kirovskiy Zavod, São Petersburgo

 

A decoração tem como tema as indústrias desenvolvidas durante o período socialista: as colunas da plataforma levam emblemas em ferro que representam o carvão, petróleo e eletricidade. Entrou em operação em 1955 e está a 44 metros de profundidade.

 

Novoslobodskaya, Moscou

 

As paredes das plataformas são decoradas com 32 vitrais com ilustrações abstratas. A estação foi inaugurada em 1952 e fica a cerca de 40 metros da superfície.

 

Ametiyevo, Kazan

 

A construção aproveitou a estrutura de uma linha de trem para fazer a única estação do metrô da cidade que fica acima da superfície. Ela foi aberta em 2005 e é rodeada por painéis de vidro.

 

Praça Vosstaniya, São Petersburgo

 

O tema da decoração da estação é a Revolução Vermelha, que aconteceu em outubro de 1917. No corredor de acesso às plataformas existem painéis em baixo-relevo que retratam cenas do movimento.

 

Komsomolskaya, Moscou

 

Foi construída em 1952 e é uma das mais movimentadas da cidade. A decoração leva lustres de bronze e teto tem arabescos de mármore e mosaicos que representam personagens históricas.


 JUNHO/2018 – FONTE: Folha de São Paulo

Um terço dos trilhos no País está abandonado

Dos 28 mil km de malha ferroviária no Brasil, 8,6 mil estão abandonados

 e hoje não são usados pelas empresas, segundo dados da ANTT

O Brasil deixa de usar quase um terço de seus trilhos ferroviários, além de deixar apodrecer boa parte da pouca estrutura que possui nessa área. Os dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam que, dos 28.218 quilômetros da malha ferroviária, 8,6 mil km – o equivalente a 31% – estão completamente abandonados. Desse volume inutilizado, 6,5 mil km estão deteriorados, ou seja, são trilhos que não podem ser usados, mesmo que as empresas quisessem.

Os números chamam atenção, especialmente depois que a greve dos caminhoneiros expôs a dependência do País em relação ao transporte rodoviário.

Trilhos cobertos por mato na região de Mairinque (SP): 6,5 mil km de ferrovias espalhadas pelo País teriam de ser reformados para voltarem a ser usados, aponta a ANTT.

Os dados da ANTT foram reunidos em um estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que faz um retrato atual da operação da malha ferroviária brasileira. “É um sistema com deficiências, com destaque para o desempenho insatisfatório das concessionárias, ausência de concorrência no mercado e as dificuldades de interconexão das malhas”, afirma a instituição no trabalho, Transporte ferroviário: colocando a competitividade nos trilhos, que será divulgado hoje. O material, que integra uma série de 43 documentos sobre temas estratégicos que a CNI entregará aos candidatos à Presidência da República, detalha propostas para a melhoria do setor ferroviário.

“O governo está em vias de decidir sobre a prorrogação antecipada dos contratos de concessão ferroviária. Essa antecipação é uma oportunidade para corrigir erros cometidos nos ano 90, incluindo novos investimentos nos contratos e incorporando o compartilhamento das malhas”, diz Matheus de Castro, especialista em políticas e indústria da CNI.

Dos 20 mil km de malha que são usados no País, cerca de metade tem uso mais intenso. Cerca de 10 mil km têm baixa utilização. As limitações também estão atreladas ao perfil do que efetivamente é transportado pelos trilhos brasileiros. As commodities agrícolas, por exemplo, são raridades no setor, apesar de a região Centro-Oeste ser a maior produtora de grãos em todo o mundo.

Até 2001, 60% do que circulava pelos vagões de trens no Brasil era minério de ferro. Hoje esse volume chega a 77%, número puxado pela Estrada de Ferro Carajás, na região Norte, e pela Vitória – Minas, no Sudeste, ambas controladas pela mineradora Vale.

“O Brasil fez uma opção rodoviarista na década de 60. A rodovia é um modal eficiente, mas quando se pensa em curtas e médias distâncias. As ferrovias, que demandam mais tempo de maturação e investimento, acabaram ficando para trás”, diz Castro.

Atualmente, as estradas brasileiras respondem por 63% do transporte nacional de cargas em geral, enquanto as ferrovias são responsáveis por apenas 21% desse volume, seguidas pelas hidrovias (13%) e o setor aeroviário e estruturas de dutos (3%).


JUNHO/2018 – FONTE: O Estado de S.Paulo por André Borges 

Primeiro VLT de Teresina começa a funcionar

 na próxima segunda-feira

Embarque para viagem inaugural será na estação Itararé, no bairro Dirceu II 

O governador Wellington Dias; o secretário de Estado dos Transportes, Guilhermano Pires; e o diretor presidente da Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP), Antônio Luiz Sobral, realizam, na segunda-feira (04), a viagem inaugural do primeiro Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) do Metrô de Teresina. A solenidade contará com as presenças do ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e do presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza.

O embarque será realizado às 07h30, na estação Terminal Itararé, localizado na rua 54, praça do Dirceu Arcoverde II, e o desembarque ocorrerá na Estação Engenheiro Alberto Silva, na Av. Maranhão (Shopping da Cidade), no Centro de Teresina.

Para a modernização do Metrô de Teresina, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado dos Transportes (Setrans), adquiriu três VLTs, sendo que até o mês de agosto, o sistema contará com mais dois em pleno funcionamento, totalizando três veículos, com capacidade total para transportar até 1.800 passageiros, por viagem. 

O secretário Guilhermano Pires falou que a implantação dos VLTs em Teresina e a modernização do metrô vai revolucionar o transporte coletivo da capital. “Nos próximos meses, já sentiremos os efeitos positivos na qualidade do transporte metroviário, proporcionando maior bem-estar aos nossos usuários, que contarão com um transporte econômico, confortável e seguro”, afirmou o gestor.

JUNHO/2018 – FONTE:PORTAL AZ

Transiberiana: maior ferrovia do mundo 

pode ligar a Rússia com as Coreias

Um memorando sobre o projeto foi assinado há 10 anos, mas as negociações foram congeladas depois que as relações entre as duas Coreias se deterioraram. O recente degelo considerou Seul e Pyongyang mais abertas à melhoria dos laços.

"Ninguém cancelou o projeto e ainda consideramos que é extremamente importante […] Tecnicamente, estamos totalmente prontos para conectar a ferrovia Trans-Coreana à ferrovia Transiberiana", disse um porta-voz do projeto, Gennady Bessonov, à Sputnik.

Segundo ele, todo o problema está nas relações políticas entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. "Modernizamos a seção da estação de Hasan, na Rússia, para o porto norte-coreano de Rajin. É possível conectar-se a Pyongyang e depois a Seul", garantiu Bessonov.

A única fronteira da Rússia com a península coreana é com a Coreia do Norte. No mês passado, a diplomata sul-coreana Kang Kyung-wha disse que a Rússia poderia construir um gasoduto para o país através do território do Norte.

"Se a situação de segurança na península coreana melhorar, poderemos rever o negócio de gás natural envolvendo as duas Coreias e a Rússia", declarou.

A ferrovia Transiberiana foi construída entre 1891 e 1916 sob a supervisão de ministros pessoalmente nomeados pelo czar Alexandre III e depois pelo czar Nicolau II.

Ocupando um recorde de oito fusos horários, ela conecta centenas de cidades grandes e pequenas das partes europeia e asiática da Rússia em 9.289 km (5.700 milhas), tornando-a a ferrovia mais longa do mundo.

A Rússia prometeu um investimento de US$ 10 bilhões para modernizar significativamente a infraestrutura da ferrovia. 

MAIO/2018 – Fonte: Sputniknews

CBTU, DNIT e STTU realizam ação no Maio Amarelo

As equipes de educação e prevenção a acidentes da CBTU, DNIT e STTU se uniram para a realização de ação em apoio ao mês internacional de conscientização para redução de acidentes no trânsito, o Maio Amarelo. Realizada na manhã desta quinta-feira, 17, ação consistiu na apresentação de palestra aos mais de 50 alunos do 2º ao 5º ano da Escola Estadual Potiguassu, localizada no bairro de Igapó, Zona Norte da capital.

Durante a palestra, foi apresentado às crianças a origem do movimento internacional Maio Amarelo, assim como lições de cidadania e prevenção a acidentes, tanto no convívio com o trânsito urbano rodoviário, quanto com o sistema ferroviário. Atividades ludo educativas também foram desenvolvidas, aprofundando o contato das crianças com a temática da ação.

De acordo com Marluce Caetano, Diretora da Escola Potiguassu, “os temas abordados na apresentação são de grande valia, não só para os alunos, como também para a equipe de professores, uma vez que o trânsito e o trem fazem parte do cotidiano de todos nós”.

Na próxima terça-feira, 22, será a vez dos usuários de trem receberem informações sobre o maio amarelo e as condutas para a prevenção de acidentes no transito. Ação que ocorrerá a partir das 9h30 na Estação Natal, no bairro da Ribeira, terá a participação equipe da CBTU somada a do DETRAN, SESAP, DNIT, STTU, SMS, ONG TRANSITO CONSCIENTE e demais parceiros do Projeto Vida no Trânsito, ingressarão no trem com destino a Parnamirim e dialogarão com os passageiros durante o trajeto.

MAIO/2018 - FONTE: CBTU

Estudo para a implantação de trem entre 

capital e interior deve ficar pronto neste mês

Os estudos de pré-viabilidade sobre a implantação do chamado Trem Intercidades deverão ficar prontos neste mês.

Previsto em sua integralidade para atender a uma região geográfica que engloba capital, sua região metropolitana e locais como Santos, Sorocaba, Campinas e São José dos Campos, o projeto de implantação do trem já é discutido há pelo menos cinco anos.

A proposta inicial é ligar São Paulo a Americana, num trajeto de 135 quilômetros e nove estações, transportando diariamente até 60 mil passageiros.

Em fevereiro, o governo paulista assinou autorização para que a Secretaria de Logística e Transportes, via DER (Departamento de Estradas de Rodagem), contratasse um estudo para desenvolver um novo sistema de transportes para essa vasta região.

O prazo de execução é de 20 meses. Mas, contados 90 dias da assinatura, prazo que vence no fim deste mês, deverão ser disponibilizados estudos sobre a implantação do Trem Intercidades entre a capital e Americana.

Conforme o governo, a meta é “demonstrar tecnicamente a possibilidade do compartilhamento das vias férreas” entre transporte de cargas e de passageiros.

Quando estiver pronto, o estudo será enviado à União para a definição de regras de compartilhamento da ferrovia. É preciso que o governo federal libere as linhas sob sua gestão para que os trens de passageiros as utilizem.

A licitação internacional para o projeto custou US$ 6 milhões (R$ 21,6 milhões, ao câmbio da última sexta-feira). Ele está sendo feito pelo consórcio Pró-TL –composto por cinco empresas.

MAIO/2018 -Fonte: Folha de São Paulo 

Metrô de SP completa 50 anos

O destaque dessa comemoração é a exposição de uma réplica do primeiro trem do metrô do Frota A, um trem símbolo de sua época, sendo uma fabricação nacional da MAFERSA – Material Ferroviário Sociedade Anônima, com projeto sob licença da estadunidense BUDD, que circulou pela última vez esse ano, sendo enviado para a modernização. E também em exposição uma maquete da cidade de São Paulo, com a rede de metrô.

A exposição segue na Estação Sé do Metrô.

METRÔ: 50 anos de realizações marcadas pelo pioneirismo, pela inovação e qualidade na prestação do serviço de transporte público.

No dia 24 de abril de 1968, a maior empresa de transporte metroviário do Brasil iniciou as suas atividades. Surgia a Companhia do Metropolitano de São Paulo - METRÔ.

Referência ao longo de seus 50 anos de fundação, a Companhia passou a ser conhecida como o meio de transporte que oferece à população: “Metrô”.

Deste então, o Metrô manteve seu pioneirismo em tecnologia e alcançou rígidos padrões técnicos de qualidade, sendo reconhecido internacionalmente em projetos, obras, manutenção e também como o metrô mais limpo do mundo!

Ao longo das últimas cinco décadas, a Companhia cresceu e implantou seis linhas, com 89,7 quilômetros de trilhos e 79 estações que dão vida e movimento à cidade de São Paulo.

Somente nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata são transportados aproximadamente 4 milhões de passageiros por dia ou mais de 1 bilhão de passageiros por ano!

Até hoje, o Metrô já ultrapassou a marca de 26 bilhões de passageiros transportados desde a sua inauguração. É quase 4 vezes a totalidade da população mundial! Isso sem contar a Linha 4-Amarela, construída pela Companhia do Metropolitano de São Paulo e operada desde 2010 pela concessionária ViaQuatro.

Agora, em 2018, é hora de revivermos toda essa rica história construída por milhões de pessoas. Pessoas cujas histórias de vida estão ligadas à história do Metrô. Pessoas que utilizam o Metrô para estudar, trabalhar, passear. Pessoas que vão de um ponto a outro da cidade com seus sonhos e esperanças. Pessoas que continuam escrevendo todos os dias mais um capítulo da nossa história de desafios e sucessos. Pessoas como você!

Seja bem-vindo à história dos 50 anos do Metrô e embarque com a gente em mais esta viagem.

Metrô de São Paulo: cada vez mais perto para levá-lo cada vez mais longe!

Saiba mais acessando: 

50anos.metrosp.com.br/

ABRIL/2018 - FONTE: METRÔ SP

Metrô de São Paulo 50 anos: 

não dá para imaginar a região Metropolitana sem ele

Malha é insuficiente para a demanda. Metrô de São Paulo tem a linha mais lotada do mundo, mas também está entre os melhores sistemas do planeta

São 89,7 quilômetros de vias, 79 estações, 5 linhas e uma de monotrilho e 203 composições. Por dia, são 4,5 milhões de passageiros. Isoladamente, os números são grandiosos, mas pequenos ainda diante da necessidade de São Paulo.

Para ter uma ideia desta “grandiosa pequeneza”, o Metrô de São Paulo, apesar de hoje ser gerenciado pelo Governo do Estado,  é, na prática municipal, só cobrindo parte da capital paulista. Cidades do ABC, região de Osasco, e de Guarulhos, por exemplo, são carentes de oferta de transporte rápido de alta demanda sobre trilhos.

Com todas as suas limitações, o Metrô de São Paulo é, sem dúvida, um dos “queridinhos” do paulistano, que pede mais linhas e, quando vai para outras cidades, fala sim com um certo orgulho sobre o sistema.

Nesta próxima terça-feira, 24 de abril de 2018, a Companhia do Metropolitano de São Paulo completa 50 anos de existência.  As primeiras operações comerciais ocorreram em setembro de 1974, num trecho de apenas 6,4 quilômetros entre o Jabaquara e Vila Mariana, da linha 1 – Azul, que hoje opera entre Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, e o Tucuruvi, na zona Norte, com 20,4 quilômetros de extensão. A primeira viagem de trem, em título de testes, foi realizada em 1972, entre as estações Jabaquara e Saúde.

Para comemorar a data, o Metrô vai fazer uma série de atividades nesta semana.

A empresa, em nota, explica as ações de comemorações, muitas que terão surpresas que os passageiros só saberão na hora.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo, ou apenas o Metrô, como é conhecido popularmente, completa 50 anos de fundação nesta terça-feira, 24/04, presenteando seus usuários com uma série de ações culturais e artísticas, além do lançamento de novidades que vão marcar o meio século de vida do meio de transporte preferido dos paulistanos.

E tudo começará na estação Barra Funda, às 7h, quando os passageiros serão surpreendidos com uma ação dos metroviários em agradecimento e homenagem àqueles que colaboram diariamente para o crescimento da empresa: os mais de 4 milhões de usuários das 5 linhas operadas pela Companhia. Às 13h30, o agradecimento acontecerá na estação Campo Limpo da Linha 5-Lilás, seguida por Vila Madalena da Linha 2-Verde e Jabaquara da Linha 1-Azul, às 14h30; e Tatuapé da Linha 3-Vermelha, às 15h. O grande encerramento será às 16h00 na estação Sé com a participação de mais de 300 metroviários.

E as festividades seguirão, desta vez concentradas na estação Sé, com o lançamento do novo uniforme dos funcionários da operação e agentes de segurança, do bilhete comemorativo que será vendido exclusivamente nas máquinas de venda automática e de uma nova loja de produtos licenciados com a marca Metrô.

Às 11h45, pela primeira vez, a Banda dos Seguranças do Metrô e a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo farão um show para os usuários que estiverem na estação Sé. O repertório inclui clássicos do rock nacional e internacional, MPB e música clássica.

A partir do dia 24, uma réplica de um carro da primeira frota de trens – a frota A – original do Metrô ficará no mezanino da estação Sé – por onde passam 600 mil usuários por dia. Esta é uma atividade interativa, onde os usuários poderão fazer uma viagem no tempo e tirar fotos como se fossem operadores do antigo trem do Metrô. A réplica, criada pelos funcionários da manutenção na serralheria do Pátio Jabaquara com muito empenho e criatividade, conta com vários dos itens originais dos primeiros trens fabricados pela MAFERSA no início dos anos 70, como a máscara, cabine, banco do operador, console de comando, freio de estacionamento, ventilador e portas.

Também será inaugurada a instalação “Metrô Mobilidade”, uma espécie de maquete com dimensão de 7,50m x 5,50m que mostra os pontos de referência da cidade de São Paulo e suas linhas de metrô subterrâneas.

A celebração também será materializada com uma exposição de fotos históricas, lançamento de selo e carimbo postais comemorativos em edição especial para colecionadores, com a marca exclusiva criada pelo Metrô para a data. Os selos poderão ser adquiridos entre 24/04 e 24/05 na agência central dos Correios, na Praça do Correio, centro de São Paulo.

Para encerar o dia, a partir das 19h30, o Coral Luther King fará apresentações itinerantes nas estações Vila Madalena, Clínicas, Trianon-Masp e Brigadeiro da Linha 2-Verde.

AS COMEMORAÇÕES PODERIAM SER ANTES:

O Metrô de São Paulo possui alguns marcos, como estar entre os melhores do planeta e ter a linha com maior densidade de usuários.

Em 2010, por exemplo, o Metrô de São Paulo foi considerado o melhor sistema de transporte sobre trilhos da América Latina pelo The Metro Awards, uma das mais respeitas premiações mundiais do setor.

A linha 3 Vermelha, que liga a Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, à populosa região de Itaquera, na zona leste, num trajeto de 22 quilômetros, entrou até para o Guinness Book por ser o trajeto metroferroviário mais movimentado e denso de todo mundo. Para se ter uma ideia, nos horários de pico, são transportados 80 mil passageiros por hora em média ou, então, em torno de duas mil pessoas por trem. Nos horários de pico ainda, são 40 trens, cada um com seis carros (erroneamente chamados de vagão), em circulação ao mesmo tempo.

O CCO – Centro de Controle Operação do Metrô de São Paulo, que fica na região do Paraíso, na capital paulista, é um exemplo de que para gerenciar o deslocamento desta nação de 4,5 milhões de pessoas por dia, são necessários recursos, tecnologia e um contingente de funcionários preparados que atuam em diversas frentes.

Em maio do ano passado, o Diário do Transporte esteve no CCO e acompanhou de perto o trabalho intenso de monitoramento em tempo real das linhas.  

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/05/21/especial-direto-do-centro-nevralgico-do-metro-de-sao-paulo/

Mas esta comemoração poderia ser antes.

Isso porque, ao longo dos seus 50 anos, o Metrô de São Paulo é novo, e poderia ter sido inaugurado bem antes.

Você sabia que as primeiras discussões para a implantação de um metrô em São Paulo surgiriam em 1888? Isso mesmo. O engenheiro alemão Alberto Kuhlmann obteve da prefeitura de São Paulo uma concessão de 50 anos para operar uma linha férrea elevada ligando os Largos do Rosário e do Paissandu.  Mas Kuhlmann não conseguiu concluir a obra no prazo e o contrato foi cancelado. De acordo com historiadores, o material que seria utilizado para a construção dessa linha férrea com características de metrô para a época foi aproveitado para a construção do Viaduto do Chá.

Houve outros projetos de linhas férreas também com características de metrô, para a época, que se tem registro, em 1898, 1906, 1927 e nos anos 1940, década em que surgiu o primeiro projeto de iniciativa do governo, na época de Prestes Maia à frente da prefeitura de São Paulo.

Mas sob diversas alegações, como o temor de redes subterrâneas de transportes, algo inédito para época, dificuldades técnicas e custos, o projeto foi descontinuado.

Entre as ideias que surgiram nos anos 1940, estavam transformar redes férreas da época em Metrô, como o Bonde de Santo Amaro e o Trem da Cantareira.

Sobre o Bonde de Santo Amaro, o engenheiro Mário Lopes Leão tinha a iniciativa de incluir seu traçado a uma rede de 24 quilômetros de extensão, com linhas radiais a partir do centro, ligadas por um anel metroviário na região central de São Paulo. Uma destas linhas seria a do bonde.

Na mesma década, o engenheiro Antônio Carlos Cardoso apresentou um projeto para converter a Estrada de Ferro da Cantareira em metrô. A linha teria seu traçado original em superfície e uma extensão subterrânea até a Praça da República. Como a Cantareira tinha sido comprada pela Estrada de Ferro Sorocabana, em 1942, e iria ser reformada, o engenheiro quis aproveitar a oportunidade, mas o projeto não foi para frente.

 

Outros estudos se sucederam, mas foi somente com a volta de Prestes Maia ao cargo de prefeito, com Adhemar de Barros frente ao Governo do Estado, que em 13 de fevereiro de 1963, foram instituídas as comissões estadual e municipal para os estudos de criação do Metrô. Com o Golpe Militar em 1964, o Brasil parou e diversos projetos de desenvolvimento urbano também naquele ano.

Somente em 1965, já com o Brigadeiro Faria Lima à frente da gestão municipal da capital paulista é que o metrô virou uma meta.

Em 31 de agosto de 1966 foi formado o Grupo Executivo do Metropolitano – GEM para organizar uma concorrência internacional para elaboração de estudos de implantação do Metrô. Já os vereadores da Câmara Municipal aprovaram a lei 6 988, em 26 de dezembro de 1966, e autorizaram a criação da Companhia do Metropolitano de São Paulo.

Inicialmente, o projeto vencido em 1967, pelo consórcio HMD (formado pelas empresas alemãs Hochtief e DeConsult e pela brasileira Montreal) trazia a concepção de uma rede básica de em torno de 70 quilômetros com as seguintes linhas: Norte–Sul (Santana /Jabaquara); Nordeste–Noroeste (Casa Verde/Vila Maria), Sudeste–Sudoeste (Jóquei Club/ Via Anchieta) e Paulista (Vila Madalena / Paraíso); além de dois ramais: Moema (Paraíso / Moema) e Mooca (Pedro II/Vila Bertioga). Tudo deveria ficar pronto em 1978, o que não ocorreu e ao longo do tempo, os projetos foram se modificando.

Em 1979, devido ao alto custo das obras e projetos, a Companhia do Metrô foi assumida pelo Governo do Estado de São Paulo, mas a prefeitura ainda tem ações.

Na nota, a Companhia do Metrô faz um breve retrospecto de suas linhas.

Fundada em 24 de abril de 1968, a Companhia do Metropolitano de São Paulo nasceu através do Grupo Executivo Metropolitano, que foi criado para planejar a primeira rede básica de metrô da capital, baseada nos dados da primeira pesquisa Origem Destino feita em 1967. Poucos meses após sua fundação, o Metrô iniciou, em dezembro de 1968, as obras da linha de metrô pioneira na capital, a atual Linha 1-Azul, que passou a funcionar em setembro de 1974 do Jabaquara à Vila Mariana. Naqueles tempos, 2,8 mil pessoas eram transportadas diariamente, o que corresponde a 0,06 % dos 4,5 milhões de passageiros transportados atualmente. Por ter sido idealizado com base nos princípios da cultura de manutenção e na qualidade do serviço público, o Metrô passou a ser visto pela população como o que havia de mais moderno no país. Ao longo dos anos 70, a linha 1-Azul chegou à Santana e as obras da Linha 3-Vermelha foram iniciadas, chegando ao seu atual formato nos anos 80. Nas décadas seguintes o Metrô abriu as linhas 2-Verde (anos 90),  5-Lilás (anos 2000) e 15-Prata-monotrilho (anos 2014), além de ter construído a Linha 4-Amarela (anos 2010).

Desde setembro de 1974, início de sua operação, mais de 28,2 bilhões de usuários já foram transportados pelo Metrô. Esse número equivale a 135 vezes a população do Brasil e 3,7 vezes a população da Terra.  Neste mesmo período, os trens da Companhia já percorreram mais de 499,1 milhões de quilômetros, o equivalente a 1.298 vezes a distância entre a Terra a Lua.

 Atualmente a malha metroviária de São Paulo conta com 89,7 quilômetros de vias, 79 estações e 6 linhas (linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata – monotrilho). A Linha 4-Amarela teve sua operação concedida à ViaQuatro. A frota de trens do Metrô possui 203 composições todas novas ou modernizadas.

Ainda há várias lacunas de desenvolvimento no Metrô de São Paulo, como superlotação, problemas pontuais na operação com falhas, uma rede insuficiente, linhas ainda sem controle de trens mais moderno e ausência de portas de plataforma em todas as estações, que ajudam na segurança dos passageiros.

Mas é inegável também que o Metrô de São Paulo é uma referência positiva em transportes e é um desejo da população.

Metrô não briga com ônibus e trens. Pelo contrário, deve ser a espinha dorsal de uma rede de transportes metropolitanos que se conecta com os trens da CPTM, corredores de ônibus com veículos articulados, superarticulados e biarticulados, ônibus comuns, micro-ônibus, bicicletas e, por que não, táxis e aplicativos.

É certo que São Paulo precisa de mais Metrô, mas acima de tudo, precisa de uma rede Metropolitana de verdade, com diferentes meios conectados e, claro, com uma integração entre diferentes cidades.

O que não dá é os municípios, ou mesmo os bairros, conviverem realidades tão diferentes, mesmo estando um ao lado do outro.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes.

ABRIL/2018 – FONTE: DIÁRIO DO TRANSPORTE 

Governo gasta quase R$ 2 bilhões por ano 

com salários da extinta RFFSA

Rede Ferroviária Federal foi desestatizada nos anos 1990 e considerada oficialmente extinta em 2007. Gastos com aposentados, pensionistas e funcionários da ativa ainda pesam na folha

A Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA) foi desestatizada nos anos 90, mas só foi considerada oficialmente extinta em 2007. O problema é que, passados 11 anos, a ex-estatal continua onerando as contas do governo federal. O processo de inventariança ainda não acabou e, por ano, a União desembolsa quase R$ 2 bilhões para pagar aposentados, pensionistas e centenas de funcionários que ainda estão na ativa, trabalhando para a Valec, empresa pública que constrói e explora a infraestrutura ferroviária no Brasil.

Atualmente, ainda há 378 servidores remanescentes da RFFSA que estão atuando na Valec. Eles ocupam cargos de nível superior – como advogado, consultor, engenheiro – e de nível técnico – como técnico de contabilidade e manutenção e supervisor administrativo. O salário médio mensal é de R$ 3,5 mil. Os dados são da própria Valec. Isso mostra que, por ano, o governo desembolsa cerca de R$ 17,3 milhões com esses servidores, considerando o custo do 13º salário e férias.

O custo mais elevado da estatal assumido pela União é para manter os cerca de 58 mil beneficiários da Rede. De acordo com dados do Ministério do Planejamento, são cerca de 24 mil aposentados e 33 mil pensionistas. A folha mensal de pagamento desses benefícios soma cerca de R$ 151 milhões. Por ano, esse gasto chega a R$ 1,963 bilhão, considerando o pagamento do 13º salário.

Inventariança em andamento

A RFFSA foi criada em 1957, reunindo ferrovias regionais sob o comando da União. A estatal chegou a ter quase 100 mil funcionárias, mas nos anos 1990 passou por um processo de desestatização. A extinção mesmo só foi formalizada por decreto em 2007. E foi em janeiro deste ano que começou o processo de inventariança da Rede.

A inventariança chegou a ser incluída na primeira leva de projetos que integravam o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), bandeira do governo petista. Na época, para garantir os recursos necessários para o custeio da inventariança, foi autorizado um aporte de créditos extraordinários no valor de R$ 452 milhões – R$ 300 milhões seriam exclusivamente destinados à criação de um Fundo Contingente, para garantir a quitação de eventuais passivos da Rede.

Nesses 11 anos, a inventariança caminhou a passos lentos. O último relatório disponível no site da Inventariança da Extinta RFFSA, relativo ao período de julho a setembro de 2017, mostra que o status dessa ação estava em 97,71%. A reportagem tentou contato com a Inventariança, mas não obteve sucesso.

De acordo com o documento, de setembro de 2017, ainda faltam algumas ações para a conclusão do trabalho. Ainda estão em andamento a comissão de avaliação do acervo documental; a documentação de bens imóveis não operacionais; análises de haveres a receber e créditos, incluindo o FGTS não optante; análise de obrigações a pagar como débitos com o INSS, FNDE e FGTS, obrigações superiores a R$ 250 mil, pensões por acidentes ferroviárias e obrigações com ICMS. Ainda é preciso fazer o encontro de contas, a baixa de inscrições federais, estaduais e municipais e o encerramento de contas bancárias.

O relatório ainda aponta uma atividade que deverá ser realizada após a inventariança: o recebimento da dívida do estado de São Paulo para com a União. Entre as atividades já concluídas da inventariança estão a transferência de bens móveis históricos para o Iphan e Dnit, a transferência de pessoal para o Departamento de Órgãos extintos e a transferência de processos judiciais para a Advocacia-Geral da União (AGU).

De acordo com o documento, entre os haveres a receber, foram identificadas 1.496 contas, no valor de R$ 3,4 milhões, do total de 2.517 contas, com montante de R$ 5,2 milhões, apenas de saldos de depósitos de FGTS. Esse dinheiro seria de contas vinculadas, individualizadas por ex-empregados na condição de “FGTS não optante”, portanto, passível de resgate. Também há um montante de R$ 251,5 milhões de contas a receber da administração geral e unidades regionais.

Também ainda há o que pagar. São 522 requerimentos ou processos administrativos que cobram obrigações do FGTS, por causa de diferenciações dos expurgos dos planos econômicos. Segundo o relatório, foi apurada dívida de R$ 10 milhões, frente a R$ 36 milhões cobrados. Outra apuração é de obrigações superiores a R$ 250 mil – nesse caso, entram tanto contas a pagar quanto a receber de 22 empresas. Para ter uma noção, de quatro trabalhos já concluídos pela inventariança, o débito da União soma R$ 34,2 milhões contra R$ 27,6 mil de crédito.

Outra atividade que ainda precisa ser concluída é a inventariança da Unidade Regional de São Paulo (URSAP). “É oportuno registrar o corte orçamentário para o exercício de 2017, inviabilizando a contratação dos serviços de tratamento e organização do acervo documental da URSAP e impactando na dotação orçamentária de custeio da Inventariança”, diz o relatório.

Os trabalhos deveriam ser encerrados até 2017, mas a inventariança solicitou prorrogação do prazo até 31 de dezembro de 2018. Uma portaria do Ministério dos Transportes, publicada em dezembro do ano passado, no entanto, prorrogou a inventariança até 30 de junho deste ano.

ABRIL/2018 - Fonte: Gazeta do Povo

Trem Turístico de volta à Estação de São Roque


Com o objetivo de fazer as devidas manutenções e prepará-las para uso turístico, as marias fumaças da Prefeitura começaram a ser trazidas para a Estação Ferroviária de São Roque, hoje, 09/04. As locomotivas encontravam-se alocadas na estação de Mairinque, desde 2012, e vinham sofrendo desgastes.
Neste primeiro momento os equipamentos receberão reparos e, posteriormente, serão disponibilizados para visitação e exploração turística.


No último dia 02, Cláudio Góes voltou a se reunir com representantes da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – e da Empresa Rumo  - detentora dos direitos de utilização da malha viária -  para dar seguimento às tratativas referentes às reformas da linha férrea, no trecho entre Mairinque e São Roque. “Voltei otimista, vendo que as negociações entre a CPTM e Rumo estão avançando. Vamos continuar acompanhando e cobrando essas empresas, para podermos colocar o Projeto do Trem Turístico, efetivamente, em ação”, finaliza o prefeito.

ABRIL/2018 – Fonte; Prefeitura de São Roque  

Trabalhadores da linha 4 devem ser filiados ao 

Sindicato dos Metroviários, decide TST

A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que os trabalhadores da Via Quatro, concessionária que administra a linha 4-Amarela (Luz-Butantã) do Metrô paulista, e do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) da Baixada Santista, operado pelo Consórcio BR Mobilidade, devem ser filiados ao Sindicato dos Metroviários de São Paulo e não ao Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral do Estado de São Paulo. A decisão passa a valer com a publicação do acórdão no Diário da Justiça, mas o sindicato das concessionárias ainda pode recorrer da decisão.

Os metroviários ingressaram com a ação em 2013, por entender que trabalhadores de um mesmo ramo não podem se filiar a entidades sindicais diferentes. O sindicato das concessionárias mantém a organização dos trabalhadores da Via Quatro desde 2011 e do VLT desde 2016. Se mantido entendimento da sexta turma, a decisão valerá também para as concessões das linhas 5-Lilás (Capão Redondo-Moema) e 17-Ouro (Congonhas-Morumbi), além da linha 6-Laranja (Brasilândia-São Joaquim).

Para Raimundo Cordeiro, coordenador do Sindicato dos Metroviários, a vitória na Justiça vai permitir garantir os direitos dos trabalhadores da Via Quatro e do VLT. “Essas concessões são verdadeiras ditaduras para os trabalhadores. Ameaças e demissões contra qualquer um que tenta se organizar. Nosso contato tem de ser escondido, porque os profissionais têm medo”, afirmou.

Cordeiro disse que há tempos os funcionários da Via Quatro reivindicam ser filiados ao Sindicato dos Metroviários. “Sabem que somos um sindicato forte e de luta. E agora vamos lutar para garantir melhores condições para todos os companheiros da Via Quatro e do VLT”, completou. A Via Quatro tem cerca de 900 trabalhadores.

O presidente do Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral do Estado de São Paulo, Rosevaldo Oliveira, defendeu o direito da entidade de manter os trabalhadores de concessionárias. “Acatamos a decisão judicial, mas vamos recorrer. Esse ano até já temos o acordo coletivo. A princípio, trabalhador de concessão é nosso e, até que se prove o contrário, não vamos abrir mão da organização deles”, afirmou. 

ABRIL/2018 – Fonte: Rede Brasil Atual 

Linha Amarela de SP consolida modelo de estação 

espalhafatosa na superfície

Inaugurada em 2010, a Linha 4-Amarela do metrô notabilizou-se pela modernidade de seus trens, plataformas e estações. Por passar sob o Rio Pinheiros e vias densamente ocupadas, a Linha 4 tem estruturas mais profundas, o que explica a grande quantidade de andares e escadas. Aberta ao público na última quarta (4), a parada Oscar Freire dispõe de 39 acessos com degraus. Mas é do lado de fora que as estações da Amarela mais têm chamado atenção. Em vez das discretas aberturas para o subterrâneo, o governo do estado tem erguido edificações gigantes na superfície.

A sabedoria popular já apelidou a Estação Higienópolis-Mackenzie de “impressora” e a Butantã, em operação desde 2011, de “máquina de lavar”, graças a seu aço inox e aos vidros temperados na fachada metálica. As estações Fradique Coutinho e Paulista (na Rua da Consolação) tampouco contribuem para embelezar a paisagem urbana.

“Desnecessárias, essas construções não dialogam com a cidade e destoam da linguagem que o Metrô sempre passou, de que suas estruturas fazem parte da paisagem, não o contrário”, critica o arquiteto Flávio Marcondes, um dos projetistas da primeira linha da capital, a norte-sul, nos anos 70. “Se querem fazer prédios, por que não ocupá-los com postos de saúde ou do Detran?”, questiona o professor Lúcio Gomes Machado, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

O governo do estado argumenta com o discurso da modernidade. “Não podemos erguer estações como as que fazíamos para nossos avós”, rebate Alfredo Nery Filho, chefe do departamento de arquitetura do Metrô. “Os prédios no entorno do Butantã e nos demais pontos ficarão compatíveis no futuro”, diz.

A defesa do pós-moderno feita pela empresa estadual destoa do que tem acontecido pelo mundo. As estações são pequenas nas áreas externas, com geometrismos em vidro, de Seul a Glasgow. Hong Kong, Madri e Singapura têm apresentado suas estações na superfície com jardins verticais, praças e trabalho de arquitetos renomados.

Independentemente da cara de eletrodoméstico antigo, o motivo para essas estruturas elevadas em São Paulo é financeiro. Cada estação necessita de cerca de 1 000 metros quadrados para áreas técnicas e operacionais. Em outros tempos, optava-se por “enterrar” esses espaços junto com as plataformas de embarque. “Mas sai muito mais barato construir para cima do que sob a terra”, calcula o arquiteto Ilvio Artioli, gerente de projetos da companhia.

Com terrenos maiores, as novas estações da Linha 5-Lilás, que ligará o Capão Redondo à Chácara Klabin, na Zona Sul, terão arquitetura diferente. Em vez de ficarem em prédios em cima das estações, as áreas operacionais serão instaladas em áreas anexas.

Anunciada em 1995, a Linha 4-Amarela só teve suas obras iniciadas em 2004. A parceria público-privada foi assinada em 2007. Em 2015, apesar do recebimento de dois aditivos, que totalizaram 40 milhões de reais, o consórcio Isolux-Corsán-Corviam, da Espanha, foi descredenciado pelo governo do estado e deixou pela metade quatro estações. Com idas e vindas, acréscimos e desapropriações, a conta da Amarela chegou a 6,5 bilhões de reais.

Em termos de impacto negativo na paisagem paulistana, porém, ela ainda não supera a paralisada construção da Linha 6-Laranja, que ligaria a Brasilândia ao centro, que passa por várias universidades. Imóveis já demolidos e cercados por tapumes, em bairros como Higienópolis, Pacaembu e Perdizes, esperam languidamente uma nova licitação e, talvez, estações bem projetadas.

ABRIL/2018 –FONTE: Revista Veja                

Do aeroporto de Guarulhos à Praça da Sé, 

passageiro levará cerca de 1 hora e 40 minutos

Alckmin inaugurou neste sábado, 31, trem que liga zona leste à Cumbica;

 percurso necessita de ônibus, trem e metrô

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), inaugurou neste sábado, 31, a linha de trem que liga a zona leste da capital ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo, obra que havia sido prometida para a Copa do Mundo de 2014. O Estado testou o novo sistema de transporte, saindo do Terminal 3 do aeroporto e chegando até a Sé, marco zero de São Paulo. O percurso, que conta com ônibus, trem e metrô, durou 1 hora e 40 minutos.

A custo de R$ 2,3 bilhões, a nova Linha 13-Jade, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), tem três estações distribuídas por 12,2 quilômetros. A primeira delas, a Engenheiro Goulart, na zona leste, foi inaugurada em agosto de 2017 e faz integração com a Linha 12-Safira, também da CPTM. Já as Estações Cecap-Guarulhos e Aeroporto-Guarulhos foram abertas neste sábado – o trajeto ainda opera de forma restrita.

A estação final fica atrás do estacionamento do Terminal 1 – percurso que pode ser feito a pé. Como parte do acordo, porém, a GRU Airport, concessionária responsável por administrar Cumbica, ofereceu seis ônibus circulares, com capacidade para até 50 pessoas, que transportam gratuitamente os passageiros para todos os terminais. Os coletivos passam de 15 em 15 minutos.

No evento, o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni afirmou haver projeto funcional da CPTM para estender a linha até o bairro de Bonsucesso, em Guarulhos. “O mais caro está feito: a transposição sobre o Rio Tietê, sobre a Dutra e sobre a Ayrton Senna”, disse Alckmin. “A tendência é que caminhe para atender outras regiões de Guarulhos.”

O governo também anunciou que o “Expresso da Luz”, que ligará o centro de São Paulo a Cumbica, vai custar R$ 8. O serviço fará o percurso em 32 minutos, partindo da Estação da Luz, que está em reforma, segundo a gestão. A previsão é que o expresso comece a funcionar em julho, com quatro horários programados em cada sentido (ida e volta).

Bastão. O evento de inauguração da Linha 13-Jade aconteceu em clima de campanha e acabou se transformando em uma “entrega de bastão” de Alckmin para o vice-governador Márcio França (PSB). O tucano chegou à Engenheiro Goulart por volta das 8h45, e logo foi cercado por cabos eleitorais. Um deles segurava um megafone. “Brasil para frente, Alckmin presidente”, repetia. O governador levou cerca de 35 minutos até conseguir entrar no trem, onde iniciou o trajeto em pé, de tanta gente que o seguia.

A viagem até a Estação Cecap durou 10 minutos. Lá, a comitiva desceu para descerrar uma placa. Já o percurso até o fim da linha foi de 3 minutos. No caminho, o trem fez “buzinaço” – uma das vezes, próximo ao Hospital Geral de Guarulhos – e o alto falante servia como uma espécie de “guia turístico”. “Passamos pela Ponte Estaiada”, disse o operador aos passageiros. “À direita, está o Aeroporto.”

No vagão, um cabo eleitoral alternava dois bordões: “Próxima estação, Planalto” e  “Direto para Brasília”. A equipe do governador precisou pedir silêncio para que Alckmin pudesse gravar um vídeo de divulgação durante o trajeto. Conseguiu na segunda tentativa.

Às 9h40, todos desembarcaram e foram ao púlpito montado na estação. “São Paulo avança, governador é Márcio França”, gritava boa parte do público. Entre os que discursaram, havia deputados, o prefeito de Guarulhos, Guti (PSB), um cônsul, além de Pelissioni, França e o próprio Alckmin.

O governador prometeu entregar até sexta-feira, 6, seu último dia no Palácio dos Bandeirantes, outras seis estações do Metrô: Oscar Freire (Linha 4-Amarela), Moema (Linha 5 (Linha 5-Lilás), e São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União (Linha 15-Prata).

Questionado sobre o atraso da Linha 13, que teria sido prometida há 14 anos, o governador disse se tratar de “fake news”. “A obra foi licitada em 2013. Em 2017, entregamos a primeira estação e, em 2018, está entregue”, afirmou.

Só às 11h30 entrou no ônibus que o levaria do Terminal 1, de Cumbica, ao Terminal 3, onde gravou outro vídeo. Sem paradas, o trajeto durou 8 minutos. Depois, Alckmin pegou um helicóptero para o interior, onde tinha duas agendas para inaugurar uma obra rodoviária e um hospital.

Percurso. Neste mês, Linha 13 funciona apenas aos sábados e domingos, das 10 às 15 horas – sem cobrança de tarifa. O Estado usou o modal para ir do aeroporto ao centro de São Paulo. A reportagem saiu  às 13h05, do saguão do Terminal 3 de Cumbica,  e chegou às 14h47 à Estação Sé, do Metrô.

Partindo do Terminal 3, o ônibus circular demorou 13 minutos até a Estação Aeroporto, da CPTM, tendo feito ainda uma parada no Terminal 1. A maioria dos passageiros não tinha lugar para sentar. “Nunca transportei tanta gente”, comentou o motorista. “Está meio confuso porque ainda é período de teste.”

Ao chegar à estação, é preciso subir uma escada rolante, atravessar uma passarela que dá nas catracas. “Eu acho mais prático do que ir de ônibus”, disse a estudante Sara Martin Xavier, de 18 anos, que estava com uma mala de rodinhas. Ela chegou de um voo de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e tinha de se deslocar até o Butantã, na zona oeste.   

“Só achei que faltou melhorar a interligação entre o trem e o aeroporto”, comentou a servidora pública Nanci Ferreira, de 32 anos, que chegou de Brasília. Na plataforma, a reportagem esperou por 28 minutos o trem chegar. Já o trajeto até a zona leste durou 13 e terminou na Estação Engenheiro Goulart, que é interligada com a Linha 12-Safira.

Para seguir viagem deste ponto, é preciso comprar o bilhete (R$ 4) e fazer a baldeação. Foram mais 17 minutos até a Estação Brás, onde é possível pegar um Metrô para Sé e encerrar o percurso.

Diário de Bordo

13h05 - Reportagem está no Terminal 3 de Cumbica

13h13 - Ônibus chega ao Terminal 3; reportagem embarca

13h22 - Ônibus para no Terminal 1 para embarque e desembarque de passageiros

13h26 - Ônibus chega à Estação Aeroporto, da CPTM; reportagem desce

13h54 - Trem chega à Estação Aeroporto; reportagem embarca

13h57 - Trem para na Estação Cecap

14h07 - Trem chega na Estação Engenheiro Goulart; reportagem desembarca

14h13 - Reportagem compra bilhete para Linha 12-Safira

14h18 - Reportagem embarca no trem da Linha 12-Safira

14h28 - Trem para na Estação Tatuapé

14h35 - Trem para na Estação Brás; reportagem desembarca e faz baldeação para Linha 3-Vermelha, do Metrô

14h42 - Reportagem embarca no Metrô

14h45 - Metrô para na Estação Pedro II

14h47 - Metrô chega à Estação Sé

MARÇO/2018 - FONTE: JORNAL O ESTADO DE S. PAULO - ESTADÃO 

Trem para o aeroporto de Guarulhos 

começa a operar neste sábado (31)

Linha 13-Jade vai funcionar em operação assistida e horário reduzido por dois meses; previsão é que o trecho atenda 120 000 usuários por dia

Prometido inicialmente para 2005, o trem expresso da CPTM para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos vai circular pela primeira vez neste sábado (31). A Linha 13-Jade ligará a estação Engenheiro Goulart à estação Aeroporto-Guarulhos. 

O sistema vai funcionar em operação assistida por um mês entre essas três estações, das 10h às 15h aos fins de semana. Em maio, a operação segue no mesmo horário, mas ampliada para todos os dias na semana. A tarifa nessas etapas não será cobrada no período de testes.

A previsão é que a nova linha atenda 120 000 usuários por dia. A partir de junho, o horário de funcionamento será estendido das 4 da manhã à meia-noite. Também começa a funcionar nessa época uma ligação entre a estação Brás até a estação Aeroporto nos horários de pico, sob o valor convencional da tarifa do metropolitano.

Já a conexão sem paradas entre a Estação da Luz e a estação Aeroporto, chamada serviço Airport-Express, deve ser inaugurada no mês seguinte. O preço desse serviço ainda não foi definido.

De acordo com a CPTM, a estação Aeroporto é uma das maiores e mais modernas do sistema, com 20 400 metros quadrados e catorze escadas rolantes. As estruturas envidraçadas permitirão que os usuários enxerguem a decolagem dos aviões.

MARÇO/2018 – FONTE: REVISTA VEJA

Obras do trecho 2 do VLT em Santos 

devem iniciar no segundo semestre

O governador Geraldo Alckmin autorizou a publicação do edital de licitação do trecho Conselheiro Nébias – Valongo (Trecho 2) do Veículo Leve Sob Trilhos (VLT), em visita a Santos, na manhã de hoje (27). O edital será publicado hoje, no Diário Oficial do Estado. 

As obras do trecho 2 terão um investimento de R$ 270 milhões e devem ter início no segundo semestre deste ano. Com 8 km de extensão, serão 14 estações distribuídas ao longo do centro histórico de Santos, Mercado Municipal e estabelecimentos de ensino superior de Santos. A entrega deve ser ­realizada em 30 meses.

A expectativa é que a implantação do modal seja um dos fatores para trazer desenvolvimento a bairros do Centro Histórico, auxiliando no processo de reurbanização. Haverá pavimentação, calçadas acessíveis e intervenções de drenagem nas vias por onde o percurso passa.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa ressaltou a importância que o segundo trecho do VLT terá para a economia da região. “Será uma oportunidade para melhorar milhares de vidas e resgatar a história do Centro, onde a nossa Cidade começou. É fundamental garantirmos que os deslocamentos da população sejam feitos com qualidade”, acrescentou o chefe do Executivo, lembrando que a construção deve gerar mil empregos quando os trabalhos estiverem no ápice. Hoje, segundo o prefeito, quase 30 mil pessoas utilizam todos os dias o sistema.

Para revitalizar o Centro da Cidade, Paulo Alexandre prometeu, ainda, mudanças na legislação municipal. “Estamos mudando a lei de uso e ocupação do solo da cidade, que já se encontra para consulta pública e será encaminhada para Câmara nos próximos dias para induzir a construção civil de fazer empreendimentos neste trecho do VLT. Para que a gente possa, além de revitalizar, repovoar o Centro de Santos”.

 Barreiros – Samaritá

 O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, revelou que em cerca de um mês será lançada a licitação para elaborar o projeto executivo da terceira fase do VLT, que chegará à Área Continental de São Vicente.

Segundo Alckmin, a Ponte dos Barreiros não será demolida. “Os estudos feitos indicam que a Ponte dos Barreiros poderá ser recuperada, já para a terceira etapa do VLT, que irá para a Área Continental de São Vicente”, ressalta.

A ampliação do transporte beneficiará mais de 130 mil moradores do continente, que não terão mais de fazer baldeação. O trajeto deverá ter aproximadamente 7,5 quilômetros, quatro estações de embarque e desembarque, três subestações de energia e um pátio de manobras.

O prefeito de São Vicente, Pedro Gouvêa, comemora a notícia. "Não será necessário construir uma nova ponte, que seria uma obra muito mais complexa. Ou seja, após a reforma, nós poderemos levar o VLT até a Estação Samaritá. Isso será muito positivo para São Vicente e toda Região".

 Fim do trecho 1

 O primeiro trecho (Barreiros-Porto) está em funcionamento desde 31 de janeiro de 2017, com 15 estações e 11,5 quilômetros de extensão. Atualmente, 280 funcionários trabalham na operação e manutenção.

Na solenidade também foram entregues os dois últimos – dos 22 - VLTs contratados, três equipamentos de manutenção, além da conclusão da instalação de portas-plataforma nas cinco últimas das 15 estações do trecho Barreiros-Porto. O governador declarou que as últimas portas-plataforma e o 22º VLT marcam a entrega total da fase 1 do modal.

O 21º e 22º VLTs entregues possuem, assim como os demais, capacidade para 400 usuários e circulam a uma velocidade média de 25km/h. Os trens possuem ar-condicionado e piso baixo, facilitando a movimentação de usuários com dificuldades de locomoção.

 MARÇO/2018 – FONTE: Diário do Litoral 

Patrimônio histórico tomba 4 estações ferroviárias no interior

Paradas simbolizam o auge do ciclo econômico do café no Estado; 

Câmaras, cadeias e fóruns também estão na lista.

SOROCABA - Quatro estações ferroviárias que simbolizam o auge do ciclo econômico do café no Estado de São Paulo, no século 19, foram tombadas simultaneamente pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat). Conforme o órgão divulgou nesta terça-feira, 20, os tombamentos vão garantir a preservação de remanescentes da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, que desempenhou papel relevante nos processos sociais, históricos e econômicos da cultura paulista.

Um dos prédios tombados, o Palácio da Mogiana, construído entre 1891 e 1910 em Campinas, esteve ameaçado de demolição para o alargamento de uma avenida em 1953. O edifício perdeu uma das alas, mas passou por restauração em 2014 e voltou a ser utilizado. Campinas foi um dos principais polos da cafeicultura paulista, e o palácio foi sede da Companhia Mogiana de 1910 a 1926. O prédio continuou em uso pela ferrovia até 1972. Atualmente, abriga repartições municipais.

Em São Simão, no norte paulista, foi tombada a Estação Ferroviária de Bento Quirino, onde o café era embarcado para seguir de trem até o Porto de Santos, substituindo o transporte em carros de boi ou muares. O prédio, construído em 1902, abriga o Museu Municipal Ferroviário.

Mais antiga, a Estação Ferroviária de Águas da Prata, inaugurada em 1886, permitiu a exploração turística das fontes de águas minerais descobertas na região. A fama terapêutica das águas, comparadas às de Vichy, na França, atraiu visitantes e levou à formação da cidade. 

O tombamento da Estação Ferroviária de Brodowski também considerou o valor para a cultura local, pois o prédio e a ferrovia serviram de inspiração para o artista plástico Candido Portinari, estando presentes em diversos quadros e croquis. O núcleo urbano formou-se ao redor da estação. O nome da cidade homenageia o engenheiro Alexander Brodowski, inspetor da Mogiana.

Conforme o parecer do Condephaat, o tombamento das estações traz de volta esses patrimônios para a esfera de valorização pública, garantindo que as futuras intervenções assegurem a preservação desses locais para a comunidade.

Cadeias

O Condephaat tombou também prédios de Câmaras, cadeias e fóruns em outras quatro cidades paulistas. Foram tombados o antigo Fórum e Cadeia de Mogi Mirim; a Casa da Câmara e Cadeia de Itapetininga; o prédio da antiga Câmara e Fórum de Araraquara, atualmente abrigando o Museu Histórico Voluntários da Pátria; e o antigo Fórum de São Pedro.

Conforme o órgão, os tombamentos preservam edifícios que representam a materialização das políticas de segurança pública e justiça no Estado de São Paulo até meados do século 19.

Os quatro edifícios mantêm o uso público até hoje. O reconhecimento desse patrimônio foi resultado do Estudo Temático de Casas de Câmara, Cadeias e Fóruns do Estado de São Paulo, pelo qual o conselho organizou o conhecimento sobre esse tipo de imóvel. No mesmo contexto, já foram tombados 15 edifícios em cidades do interior, litoral e região metropolitana de São Paulo. 

MARÇO/2018 - FONTE: Jornal O Estado de São Paulo - ESTADÃO 

Prefeita de Paris quer transporte público gratuito 

para combater poluição

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, quer estudar a tarifa zero na cidade. 

A medida faz parte dos planos de proteção ao meio ambiente.

Anne apresentará hoje ao Conselho da capital francesa um projeto de estudo sobre a viabilidade de tornar gratuito o transporte público na capital francesa.

Uma comissão especializada foi constituída para examinar nas próximas semanas um modelo econômico que torne o projeto viável.

Em declarações a agência de notícias, Anne Hidalgo afirmou:

‘O tema da gratuidade do transporte é uma das questões chaves na mobilidade urbana, na qual o lugar do automóvel contaminante já não é central’.

Anne afirmou ainda que todas as grandes cidades do mundo estão comprometidas com a questão ambiental, pois ‘está em jogo a necessidade de melhorar a qualidade do ar e proteger a saúde dos cidadãos‘.

Ela considerou necessário buscar alternativas para tornar o transporte público mais atraente, o que inclui também melhorar este serviço prestado aos cidadãos.

Dados divulgados pela imprensa francesa indicam que o transporte público na região parisiense gera um faturamento de 3,8 bilhões de euros/ano. O desafio do projeto será descobrir como sua gratuidade poderá se sustentar.

Com o projeto de Hidalgo, Paris acompanha outros lugares como a Alemanha, onde já se discute a possibilidade do transporte público gratuito de cinco cidades. 

MARÇO/2018 – FONTE: DIÁRIO DO TRANSPORTE – POR ALEXANDRE PELEGI

CBTU suspende o Vagão Rosa

Espaço exclusivo para mulheres em duas composições do metrô não é respeitado pelos usuários masculinos. Órgão alega não ter recursos para manter o serviço

Diante das condições financeiras e da falta de consciência de parte dos passageiros, o Metrô do Recife suspendeu o projeto do vagão rosa - e não deve retomar tão cedo. De acordo com o superintendente da Companhia de Trens Urbanos (CBTU) na Capital pernambucana, Leonardo Beltrão, não existe condições de manter a iniciativa da forma com que ela estava sendo feita. Há a ideia de trabalhar a questão separando as mulheres nas plataformas, para garantir que só elas entrem no espaço, mas não dá para executar enquanto não houver a normalização do caixa da empresa. 

Os testes com o vagão rosa foram realizados em dois trens (nº 36 e 39) no primeiro semestre de 2017. Funcionou por um tempo, mas quando saíram os vigilantes, a orientação passou a ser desrespeitada. Manter o formato de dois vigilantes por vagão seria “insustentável”, alegou o gestor. “O custo que você tem para garantir que o homem não entre no vagão seria quase o mesmo que gastamos em toda a segurança do metrô. Já estamos em situação difícil para operar o sistema. Se destinássemos esse recurso para o vagão rosa, teríamos que parar”, explicou Leonardo. 

Segundo o superintendente, o custo estimado desse efetivo extra para fiscalizar os vagões seria de R$ 15 milhões, enquanto o custo da folha de pagamento dos atuais seguranças - tanto os privados, da empresa BBC, quanto os policiais ferroviários - beiram os R$ 18 milhões. E mesmo que o metrô estivesse em boa situação financeira, seria um gasto que “não se justifica economicamente”. “É interessante que se pense na segurança da mulher, mas não a esse custo. Mesmo que tivesse dinheiro, seria mais interessante investir na melhoria de ar-condicionado, elevadores e escadas, que são as coisas que o público mais reclama”, comentou. 

“Em outras cidades em que existe o vagão rosa não tem vigilante e as pessoas respeitam. O pessoal daqui desrespeitou”, lamentou o superintendente. E enquanto não houver a normalização operacional do metrô, não dá para continuar os estudos necessários. “A gente tem ideia de fazer um trabalho nas plataformas. O local onde fica o último vagão ficaria restrito para mulheres, assim como deficientes e idosos. É um projeto que tenho desde o ano passado, mas devido os problemas financeiros, não dá (para tocar). A prioridade é tocar a operação do sistema”, finalizou. 

Sensação de fracasso
O adesivo até continua colado nos trens 36 e 39. Mas é indiferente: na hora do pico, homens e mulheres avançam para garantir um lugar no vagão, sem se importar com o alerta. A aposentada Maria do Carmo, 65 anos, crê que o projeto “não adiantou de nada”. “Os homens entravam. E não tinha respeito nenhum”, contou.

MARÇO/2018 – FONTE: Jornal Folha do Pernambuco 

Caminhão colide com VLT e deixa dois feridos em Jaboatão

Maquinista e o auxiliar receberam os primeiros socorros no local. Motorista do caminha fugiu

Uma colisão entre um caminhão tipo caçamba e um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que seguia no sentido TIP-Cabo, deixou duas pessoas feridas no início da noite desta segunda-feira (19) na Região Metropolitana do Recife. O acidente aconteceu por volta das 18h na rua Riachão, na Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes. O motorista do caminhão fugiu do acidente, que aconteceu por trás da fábrica da Iquine.

Segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o caminhão entrou em trecho proibido de circulação e colidiu com o VLT no trecho entre as estações e Cajueiro Seco e Marcos Freire. A empresa espera perícia do Instituto de Criminalística para retirada do VLT na via. Até a conclusão da perícia, o trecho do VLT da linha Curado não terá operação comercial.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o condutor do trem, que não teve a idade revelada, ficou preso nas ferragens e foi socorrido pelas equipes médicas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para o Hospital Dom Hélder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho.

Com escoriações no abdômen e na região lombar, o auxiliar do maquinista de 33 anos também ficou ferido, recebendo os primeiros socorros pelos Bombeiros no local. Queixando-se de dores nas costas, ele foi conduzido ao Hospital Unimed, localizado na Ilha do Leite, no Recife. 

Um terceiro homem, que também não teve a idade revelada, estaria na cabine juntos aos feridos, mas se recusou a ser conduzido a uma unidade hospitalar. Nenhum passageiro ficou ferido.

MARÇO/2018 – FONTE: Jornal Folha do Pernambuco

Estudo da FGV defende prorrogação antecipada 

de concessões de ferrovias

Um estudo elaborado por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) concluiu que a prorrogação antecipada das concessões ferroviárias, as quais vencem daqui quase uma década, seria a melhor saída para o governo estimular investimentos no setor, além de renegociar termos dos contratos já firmados com as empresas responsáveis pelos trilhos do País.

Nos cálculos da fundação, a antecipação de investimentos traria, a valor presente, benefícios da ordem de R$ 10 bilhões, sendo que 75% dessas vantagens estariam relacionadas à redução de custo de transporte, por conta da migração de cargas da rodovia para a ferrovia, além da redução de acidentes, congestionamentos e poluição, que, segundo a metodologia aplicada pelos pesquisadores da FGV, responderiam pelos 25% restantes.

“Tratam-se de impactos relevantes apenas pela antecipação dos investimentos. Se não realizados já, esses ganhos ocorrerão apenas daqui a cerca de 10 ou 15 anos, após os novos contratos de concessão serem implementados”, informa o relatório.

Nos cálculos da academia, cada R$ 1 milhão aplicado no setor teria um impacto positivo na economia 3,1 vezes maior, isto é, geraria R$ 3,1 milhões, além de seus efeitos sobre emprego, massa de renda e impostos. Segundo o relatório, foi identificado um choque positivo que se propaga pelos demais setores, com incremento na economia como um todo de R$ 42,6 bilhões. A maioria desse incremento ocorreria no setor industrial, estimado em R$ 26,9 bilhões.

O levantamento apontou ainda que os investimentos teriam potencial de gerar quase 700 mil postos de trabalho, principalmente na indústria e no setor de serviços. Este aumento, por sua vez, permitiria uma expansão da massa salarial da ordem de R$ 7,1 bilhões. Esses aumentos totais da demanda e dos empregos na economia têm potencial de gerar um incremento da arrecadação de tributos de cerca de R$ 3,1 bilhões.

A prorrogação antecipada das concessões antecipadas é defendida pelo governo e aguardada pelas empresas do setor, mas ainda depende de uma análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público junto à corte de contas, o qual tem cobrado informações técnicas e claras que apontem, objetivamente, que a antecipação é mais interessante para a União do que aguardar um fim do contrato, para que tudo seja novamente levado a leilão.

De acordo com Fernando Marcato, professor da FGV e um dos autores do estudo, todas as hipóteses foram analisadas e não há dúvidas de que o melhor é seguir a proposta atual do governo. Marcato esclareceu ainda que o estudo da fundação é independente e elaborado por pesquisadores da instituição ligados à área de infraestrutura, sem nenhum vínculo com empresas do setor.

“Nosso objetivo, ao estudar esse tema, é gerar esse debate. Achamos importante a academia se posicionar sobre um assunto tão relevante, mostrando o quanto de tempo e de dinheiro estão sendo perdidos por não se adotar as medidas necessárias”, comentou.

Se a prorrogação antecipada das concessões não ocorrer, os benefícios só poderiam ser capturados, em tese, após 2027, em uma nova licitação, afirma o relatório, com tendência de que os investimentos de possíveis novos concessionários não venham a atingir o mesmo patamar. 

MARÇO/2018 – Fonte: Jornal O Estado de São Paulo - Estadão 

Empresa que irá implantar e operar o VLT de Salvador será anunciada em 4 de abril, diz Casa Civil

Após uma série de suspensões de edital, o resultado da licitação para implantação e operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Salvador, irá ocorrer no dia 4 de abril, na sede da BM&FBovespa, em São Paulo, a partir das 15h.

Segundo a Casa Civil, será feita na ocasião a abertura dos envelopes das empresas interessadas e também a divulgação do vencedor do processo de licitação.

Serão avaliados, na concorrência pública, os valores dos lances e também a qualificação dos interessados na implantação e operação do modal de transporte.

O resultado da licitação estava previsto para ocorrer na segunda-feira (19). Entretanto, segundo a Casa Civil, foi adiado para o dia 4 de abril por conta de trâmites do processo de licitação.

Diante da escolha da empresa, o prazo para fechamento do contrato é de 90 dias. A partir de então, a previsão para início e conclusão das obras é de 24 meses.

Adiamentos

Após uma série de suspensões desde o lançamento em 2015, o edital de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Salvador, foi relançado em janeiro deste ano. O contrato será por meio de Parceria Público-Privada (PPP).

O projeto prevê a substituição dos trens que ligam o bairro de Paripe à Calçada, num percurso de 13,6 km. Com o novo modal de transporte, o sistema deve ser ampliado e se estender entre a Avenida São Luiz, em Paripe, e o bairro do Comércio. São 4,9 km a mais de trilhos, que, integrados aos existentes, farão o VLT percorrer um total de 18,5 km.

Diferentemente do atual sistema que liga o subúrbio à Calçada, o VLT é composto por trens mais leves e com um maior roteiro de paradas. O investimento estimado é de R$ 1,5 bilhão. A perspectiva é de beneficiar, diretamente, os mais de 600 mil moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador. A capacidade diária do modal é de transportar 100 mil usuários.

MARÇO/2018 – FONTE:  g1.globo.com/ba/bahia/noticia/empresa-que-ira-implantar-e-operar-o-vlt-de-salvador-sera-anunciada-em-4-de-abril-diz-casa-civil.ghtml

Metrô passa a testar linha que vai até o aeroporto de Salvador

A operação teste do metrô, entre as estações Mussurunga e Aeroporto, começou nesta última tarde da última quarta-feira (7), com viagens sem passageiros  que passam a acontecer diariamente das 15h à 0h, sem interferência na rotina de embarque e desembarque dos passageiros nos demais trechos.

Ao chegar à Estação Mussurunga, haverá desembarque obrigatório dos passageiros, como já acontece atualmente.

Neste período, serão feitos o balanceamento de energia elétrica, controle operacional, comunicação visual e sonora dos trens, reconhecimento de trecho pela equipe de operadores, posição de parada dos trens nas plataformas e logística de segurança.

A ação antecipa o início da operação comercial no trecho, prevista para já começar nas próximas semanas.

MARÇO/2018 – FONTE: R7 Bahia, portal de notícias da RecordTV Itapoan

Metrô de SP inaugura nova Estação Eucaliptos da Linha 5 - Lilás

Governo de São Paulo inaugurou na manhã desta sexta-feira (2) a estação Eucaliptos da Linha 5-Lilás do Metrô, em Moema, na Zona Sul. É a 11ª estação da linha que começou a ser construída há 20 anos, e que deveria estar completamente pronta até 2014.

A nova estação, que teve a inauguração adiada três vezes desde dezembro de 2017, funcionará inicialmente em horário reduzido, das 10h às 15h. A expectativa é a de que 20 mil pessoas vão usá-la por dia.

Enquanto estiver funcionando com horário reduzido, os usuários não pagam para o trecho entre Eucaliptos e Brooklin. Os dois acessos, nos dois lados da Avenida Ibirapuera, já estão funcionando. O trânsito da região mudará: a Avenida dos Eucaliptos será de mão única, entre a rua Professor Levy de Azevedo Sodré e a Avenida Ibirapuera, que terá o canteiro central reaberto na altura da Avenida dos Eucaliptos e fechado na altura da rua Jacira.

Quando estiver totalmente pronta, a Linha Lilás vai ligar o Capão Redondo à Chácara Klabin, e fará interligação com o monotrilho e as linhas Azul e Verde do Metrô. O primeiro trecho, até a estação Largo 13, foi inaugurado em 2002. A linha inteira deveria estar pronta até 2014. A nova data prometida é para o final deste ano. Ainda faltam seis estações, entre elas a Campo Belo, que fica entre as estações Brooklin e Eucaliptos.

"Nós estamos entregando hoje a Estação Eucaliptos, aqui na linha 5 e mais um mês, comecinho de abril, mais uma estação que é a Moema [será inaugurada]. Então mais duas estações da linha 5", disse o governador Geraldo Alckmin.

A obra de expansão, que teve início em 2009 e na qual está a construção da estação Eucaliptos, começou custando R$ 6,5 bilhões e já está 51% mais cara, custando R$ 9 bilhões e 900 milhões. A previsão é a de que até o final de abril o governo assine o contrato com a concessionária que fará a operação da Linha Lilás pelos próximos vinte anos.

MARÇO/2018 – FONTE: G1.COM 

Governo dá sinal verde para projeto de trem até Sorocaba

O projeto de uma linha de trem ligando a Grande São Paulo até Sorocaba – e cortando as cidades da região Oeste – deu mais um passo para ser viabilizado. Embora siga sem previsão para sair do papel. O governador Geraldo Alckmin autorizou, nesta segunda-feira, a Secretaria de Logística e Transportes, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a contratar a elaboração de Plano Diretor voltado à implantação de um novo sistema de transportes para passageiros e cargas, incluindo os chamados Trem Intercidades, da qual o ramal até Sorocaba faz parte.

O prazo para conclusão total dos estudos é de 20 meses. Mas, nos primeiros 90 dias já serão disponibilizados os estudos necessários à implantação do Trem Intercidades na rota São Paulo – Americana, que é um dos três em análise, além dos de Sorocaba e Santos.

Os estudos visam demonstrar tecnicamente a possibilidade do compartilhamento das vias férreas atualmente existentes entre transporte de cargas (federal) e de passageiros (estadual). A intenção, com esses trens e também com a implantação de outras medidas previstas no Plano Diretor, é reduzir o transporte de pessoas por rodovias.

A elaboração dos estudos será conduzida pelo Consórcio Pró-TL, composto por cinco empresas lideradas pela DB Internacional Brasil Ltda., subsidiária do grupo Deutsche Bahn, da Alemanhã, maior companhia operadora de ferrovias da Europa. A licitação internacional, vencida pelo Pró-TL, atraiu 22 consórcios, totalizando 46 empresas participantes.

O investimento total será de R$ 20,8 milhões.  Após a conclusão, o trabalho será apresentado ao governo federal para que sejam definidas as regras de compartilhamento das vias férreas e os níveis de qualidade dos serviços de passageiros a serem atingidos pelo Trem Intercidades, bem como aqueles que deverão ser entregues pelas novas linhas de carga.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: Web Diário

Eurostar lança trecho Londres-Holanda e inicia vendas

A Eurostar dará início ao novo serviço ferroviário que parte da Inglaterra rumo à Holanda no próximo dia 4 de abril. Com vendas disponíveis a partir de hoje (20), mesmo dia em que realizou a inauguração oficial apenas a convidados, a companhia promete conectar Londres a Amsterdã, em viagens de 3 horas e 41 minutos, enquanto os trajetos da capital britânica diretamente até Roterdã terão três horas de duração.

A inauguração é apontada como histórica pela companhia, já que, pela primeira vez, passageiros poderão viajar da estação St. Pancras, no centro de Londres, à Holanda em pouco mais de três horas.

"É um capítulo histórico na história da expansão ferroviária, estreitando os laços de transporte e Turismo entre o Reino Unido e a Europa no continente", revelou o diretor executivo da Eurostar, Nicolas Petrovic.

A operação contará com duas frequências diárias a partir de Londres, às 8h31 e 17h31, respectivamente, com viagens diretas a Roterdã e Amsterdã. Os passageiros em retorno à Inglaterra viajarão da Holanda a Bruxelas, na Bélgica, pela companhia Thalys, e de lá embarcarão em um trem da Eurostar. Essa conexão demandará passagem pelo controle de fronteira, apresentação de passaporte e escaneamento de bagagem.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: Panrotas

Projeto concede porte de arma à segurança do metrô

Os agentes de segurança metroviária poderão ter porte de arma. A permissão está prevista no projeto de autoria do senador Hélio José (Pros-DF), que está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta (PLS 34/2018) altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) para estender aos agentes de segurança metroviária a possibilidade de portar arma de fogo, como já é autorizado para as carreiras de agentes prisionais e para as guardas portuárias.

Hélio José argumenta que os metrôs das grandes cidades brasileiras têm sido palco de crimes que vão de furtos a homicídios e, às vezes, vêm sendo usados como meio rápido de fuga para os criminosos. Com isso, segundo o senador, as centenas de milhares de pessoas que utilizam diariamente os metrôs se sentem cada vez menos seguras.

O senador ressalta que a legislação que rege a segurança metroviária (Lei 6.149/1974) permite aos agentes atividades como vigilância, ações de manutenção da ordem, colaboração com a polícia e até prisão em flagrante e, mesmo assim, o Estatuto do Desarmamento não concede a eles o porte de arma. Na visão de Hélio José, essa proibição é uma contradição, pois “quem dá a missão dá os meios”. O projeto seria, assim, uma forma de ajustar a lei e colaborar com mais segurança para os agentes e para os usuários.

O projeto receberá decisão terminativa na CCJ. Se for aprovado e não houver recurso para sua análise pelo Plenário do Senado, poderá seguir para a Câmara dos Deputados.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: Senado Notícias

Metrô de São Paulo transporta 8,7 milhões no Carnaval

 e 34 são detidos por vandalismo

Nas quatro linhas do Metrô (1, 2, 3 e 5), em razão do mau comportamento dos passageiros, foi preciso desenergizar as vias 30 vezes.

Ao lado dos ônibus municipais de São Paulo, o Metrô foi o principal meio de transporte no Carnaval Paulistano.

Segundo balanço divulgado hoje pela Companhia do Metropolitano, entre sábado e ontem (13), as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela e 5-Lilás, transportaram, ao todo, 8,7 milhões de passageiros.

No entanto, segundo a Companhia, o que poderia ser um balanço unicamente positivo pela grande quantidade de passageiros atendidos, foi marcado por destaques negativos, em especial pelo mau comportamento de alguns usuários, principalmente foliões.

Nesse período (os quatro dias de Carnaval), 34 cidadãos foram detidos e encaminhados à Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) por danos ao patrimônio público e uso impróprio do sistema metroviário, como acionamento indevido do botão de emergência (conhecido como botão soco) e descida às vias.

Nas quatro linhas do Metrô (1, 2, 3 e 5), em razão do mau comportamento dos passageiros, foi preciso desenergizar as vias 30 vezes, causando 88 minutos de interferência na circulação dos trens. Na linha 4-Amarela, administrada pela concessionária ViaQuatro, oito viagens tiveram de ser canceladas em razão dos incidentes provocados pelos usuários.

Os problemas começaram no final de semana anterior ao Carnaval, com os blocos de rua, e se concentraram, na ocasião, na linha 4-Amarela.

Segundo a nota do Metrô, a situação fez com que a companhia estatal nas linhas 1,2,3 e 5, e a concessionária ViaQuarto elaborassem um esquema ainda mais reforçado para o Carnaval.

As equipes das duas empresas devem atuar também no Pós-Carnaval, neste próximo final de semana.

Tendo em vista os problemas causados pelo público no pré-Carnaval, quando o sistema teve de operar parcialmente durante 2h44, e para atender à demanda nos dias oficiais da festa, o Metrô e a ViaQuatro fizeram uma operação especial com reforço da segurança, instalações de bolsões e controle de fluxo.

A operação especial será repetida no próximo fim de semana em razão dos blocos que desfilarão pela capital no pós-Carnaval.

FEVEREIRO/2017 – FONTE: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes, em Diário dos Transportes.

Abaixo-assinado para pressionar reativação de Ferrovia histórica

Para tentar recuperar um trecho da primeira ferrovia construída no Brasil, moradores de Magé estão fazendo um abaixo assinado. O ouvinte e presidente da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária Antônio Pastori conta que são necessárias 20 mil assinaturas para que o trecho da Estrada de Ferro de Mauá seja revitalizado.

"Precisamos de 20 mil assinaturas para sensibilizar os senadores para a restauração e reativação de um trecho de 7 quilômetros da primeira ferrovia do Brasil: a Estrada de Ferro Mauá. O nome original é Estrada de Ferro de Petrópolis, da Imperial Companhia de Navegação a Vapor, do Barão de Mauá, inaugurada em 1854. É um trecho pequeno, mas é parte da nossa história, por isso, queremos a revitalização desse trecho. Essa ferrovia é pioneira e é lamentável a situação atual em que se encontra. Está muito abandonado", explica o presidente da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, Antônio Pastori.

A ferrovia Mauá-Fragoso foi a primeira do Brasil construída em 1854 por uma iniciativa do Barão de Mauá. O percurso tinha cerca de 14 km. Em 1954, no ano de seu centenário, a Estrada de Ferro Mauá Fragoso foi considerada Monumento Histórico Nacional.

O traçado original ligava Inhomirim, na Região Serrana do Rio à Baía de Guanabara. A linha foi criada para levar o café produzido no Vale do Paraíba ao cais de Magé e, de lá, de barco ao porto do Rio de Janeiro. Tudo isso pertencia a Rede Ferroviária Federal até 1998, quando foi entregue à Prefeitura de Magé. Cabe ao Instituto do Patrimônio Histórico fiscalizar Aa conservação e manutenção do espaço.

O abaixo assinado contém 156 assinaturas e está disponível no site do Senado Federal. Ao atingir 20 mil apoios a iniciativa se torna uma Sugestão Legislativa e passa a ser discutida por senadores.

A Prefeitura de Magé e o Iphan, responsáveis pela administração e conservação do espaço, não se pronunciaram sobre o abandono da estação e do trecho da ferrovia.

 Clique aqui para participar da votação

FEVEREIRO/2018 – FONTE: Band News (corrigida)

CPTM terá máquinas de compra de créditos para BU em suas estações

A partir desta quinta-feira, 1º de fevereiro, a CPTM disponibilizará máquinas para compra de crédito no Bilhete Único em 60 estações, nas seis linhas do sistema. Até o mês de abril, todas as estações contarão com o serviço.

As máquinas são do tipo autoatendimento e aceitarão cartões de débito das bandeiras Mastercard, Visa e Elo. As estações que já contam com as máquinas são:

 Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato): Perus, Caieiras, Franco da Rocha, Baltazar Fidelis e Francisco Morato;

 Linha 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi): Júlio Prestes, Lapa, Domingos de Moraes, Imperatriz Lepoldina, Comandante Sampaio, Gen. Miguel Costa, Carapicuiba, Santa Terezinha, Antonio João, Barueri, Jardim Belval, Jandira, Eng. Cardoso;

Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú): Osasco, Presidente Altino, Ceasa, Villa Lobos-Jaguaré; Cidade Universitária, Pinheiros e Hebraica-Rebouças;

Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra): Luz, Ipiranga, São Caetano, Utinga, Pref. Saladino, Prefeito Celso Daniel-Santo André, Capuava, Mauá, Guapituba, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra;

Linha 11-Coral (Luz-Guaianases-Estudantes): Corinthinas-Itaquera, Dom Bosco, Guaianases, Antonio Gianetti, Poá, Suzano, Jundiapeba, Estudantes, Braz Cubas e Mogi das Cruzes;

Linha 12- Safia (Brás-Calmon Viana): Comendador Ermelino, São Miguel Paulista, Itaim Paulista, Jardim Romano, Itaquaquecetuba, Aracaré e Calmon Viana.

Todas as estações da CPTM também contam com máquinas validadoras para verificação de saldo e carregamento do Bilhete Único, serviço prestado pela empresa Planinvest, vencedora da licitação. No total, são 473 máquinas.

 Já a vencedora da licitação para prestação de serviço de compra de crédito do Bilhete Único foi a Autopass. Serão instaladas 129 máquinas.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: CPTM 

Pimentel reage e quer reunião com Temer por verba para metrô

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), solicitou uma reunião com o presidente Michel Temer (PMDB) para discutir a situação do metrô de Belo Horizonte, que corre o risco de ter o funcionamento reduzido e até de parar de circular, a partir de junho, por falta de recursos. A iniciativa é uma reação ao problema apresentado em reportagem de O TEMPO no último domingo, que mostrou a redução do Orçamento para o metrô da capital. Neste ano, o valor é de R$ 56 milhões, quase a metade dos R$ 103 do ano passado.

Em vídeo publicado em redes sociais, Pimentel se disse estarrecido com a notícia e garantiu que não vai aceitar a suspensão do serviço. O governador ainda reclamou da ausência de ministros mineiros na gestão de Temer e de “descaso” da União com o Estado.

“Se não bastasse tudo isso, agora querem parar o metrô de Belo Horizonte. É impossível, Minas vai reagir. Já pedi audiência com o presidente Temer, vou falar com o prefeito (Alexandre) Kalil (de BH), nós vamos juntos lá. É impraticável esse tipo de atitude com Minas. Não vamos aceitar”, disse.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pela gestão do metrô, reconheceu nesta segunda-feira (5) a necessidade de recomposição do Orçamento, que sofreu redução de cerca de 40% em relação ao ano passado, para que o sistema não seja afetado.

A CBTU confirmou, em nota, que “necessita de uma recomposição na Lei Orçamentária Anual”. A companhia informou que busca, com o Ministério das Cidades, a recuperação do Orçamento para manter “níveis adequados de operação” e que tem “confiança e determinação” para superar as adversidades e garantir os investimentos necessários.

Entenda. Em ofício assinado em 31 de janeiro, o diretor-presidente da CBTU, José Marques de Lima, afirmou que, devido aos cortes orçamentários feitos pela União, estão sendo adotadas medidas, como a suspensão de contratos de serviços e a restrição do funcionamento apenas aos horários de pico – de segunda a sexta-feira, das 5h30 às 8h30 e das 17h30 às 19h30, a partir de 5 de março.

O Ministério das Cidades declarou que tem buscado, junto com as pastas de Fazenda e Planejamento, ampliar o Orçamento destinado à operação do sistema em cinco capitais – além de BH, Recife, Natal, João Pessoa e Maceió –, dos R$ 139,7 milhões aprovados para cerca de R$ 200 milhões, com o intuito de “assegurar a prestação do serviço com segurança e confiabilidade ao usuário”.

A reportagem tentou nesta segunda-feira contato com o prefeito Alexandre Kalil (PHS), mas ele estaria em reuniões. A assessoria de imprensa da prefeitura afirmou que, até o fechamento desta edição, Kalil não havia sido contactado por Pimentel, mas ressaltou que o prefeito tem boas relações com Temer e com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e que está se informando sobre o assunto para intervir e garantir o serviço.

 Mobilidade vai ficar comprometida

 A possibilidade de redução do funcionamento e de suspensão da circulação do metrô preocupa usuários e especialistas, que preveem prejuízos à mobilidade na região metropolitana. O ourives Adão Antônio dos Santos, 52, usa o metrô todos os dias para ir trabalhar. “Vou ter que pegar mais dois ônibus, e meu trajeto vai demorar ao menos mais uma hora”, disse.

Vai haver queda no conforto e aumento no tempo de viagem dos usuários, que devem recorrer a ônibus no período sem metrô, prevê o coordenador do departamento de transportes e trânsito da Fumec, Márcio Aguiar. “Da estação Central até a Eldorado, são 17 minutos de metrô. De ônibus ou carro, demora mais de uma hora. Em vez de haver ampliação no transporte, que é tão limitado, ele está sendo restringido”, completou.

“Sem mobilidade, não há escola, trabalho, lazer e saúde”, pontuou o engenheiro especialista em transportes Francisco Magalhães da Rocha. (Pedro Ferreira/RM)

 Falta de recurso é problema que se repete

 Não é a primeira vez que o funcionamento do metrô de Belo Horizonte é ameaçado por falta de recursos. Em junho de 2016, devido à redução de R$ 39 milhões no Orçamento do custeio do sistema, a CBTU não renovou os contratos de manutenção dos equipamentos e trens e de limpeza dos pátios e da sede.

Em 2017, houve necessidade de recomposição do Orçamento e ampliação do limite disponível para custeio da companhia, o que permitiu à CBTU empenhar R$ 233 milhões no funcionamento dos sistemas, segundo o Ministério das Cidades.

Conforme a pasta, o Orçamento da CBTU é proposto pelo Executivo e aprovado pelo Congresso, e a limitação ocorre pela necessidade de adequação das despesas à meta de resultado primário e ao limite de gasto do Novo Regime Fiscal.

 FEVEREIRO/2018 – FONTE: O Tempo 

Linha 10-Turquesa recebe primeiro trem “moderno”

Não foi exatamente uma estreia como os passageiros da Linha 10-Turquesa mereciam, mas enfim um trem considerado moderno passou a operar no ramal nesta segunda-feira (05). Trata-se da Série 7500, um complemento dos trens da Série 7000 fabricados pela espanhola CAF e que rodava até então na Linha 9-Esmeralda.

Dois trens da série foram deslocados para o ABC há algumas semanas e o primeiro deles passou a operar nesta manhã entre Brás e Mauá, mas a tendência é que ele passe a atender toda a linha nas próximas semanas. Embora a CPTM não tenha noticiado o fato até o momento (apenas um post em sua página no Facebook sem dar detalhes), a tendência é que mais unidades desse trem sejam repassadas para a Linha 10 nos próximos meses a fim de retirar os velhos Série 2100, também conhecidos como trens espanhóis, de circulação aos poucos.

Entregues a partir de 2011, os trens da Série 7500 fazem parte da grande encomenda que a CPTM fez à fabricante CAF e que hoje são a espinha dorsal da empresa. Não são novos como os trens da Série 8500 e 9500 que estão sendo recebidos pelas linhas 7-Rubi e 11-Coral, porém, vão melhorar bastante o atendimento na região, à medida que mais composições entrem no chamado carrossel.

 Muitos rumores

 Depois que a linha 7-Rubi passou a receber os novos trens da encomenda de 65 unidades feita pela companhia em 2013, a Linha 10 passou a ser o ramal com composições mais precárias. Concebida para operar em percursos regionais, a Série 2100 foi comprada usada pelo governo do estado na década de 90 e mesmo modernizada apresenta muitos problemas de operação – são comuns os casos de incêndio em composições nos últimos anos.

Embora tenha ar-condicionado e um aspecto razoável no interior, esses trens não são adequados para operar em linhas metropolitanas por serem lentos na aceleração e frenagem. Com isso, as viagens tornam-se mais lentas, exigindo mais unidades para manter um intervalo aceitável.

O problema no momento é que rodar com o Série 7500 em meio aos 2100 não vai mudar em quase nada a situação dos intervalos ou tempo de viagem. Como ficará preso no ritmo dos 2100, o novo trem só poderá ganhar tempo na viagem entre cada estação para, na melhor das hipóteses, ficar mais tempo parado na plataforma a fim de esperar que o trem à sua frente se distancie.

Ainda assim, é um alento saber que a Linha 10, enfim, passou a contar com trens dessa nova safra – além do 2100 ela opera três Séries 3000, o primeiro modelo encomenda novo pela CPTM. Rumores de que a linha Turquesa receberia novas composições surgiram aos montes, incluindo operar algumas unidades da Série 9500, a mais moderna atualmente. Isso, de fato, pode até ocorrer no futuro. Essa mudança de hoje só foi possível graças à entrada dos trens da Série 8500 e 9500 que já tem 32 unidades entregues. Veja abaixo vídeo com o Série 7500 na estação Mauá.

 FEVEREIRO/2018 – FONTE: Metrô CPTM 

Trens e metrô que cortam a grande São Paulo

 tiveram quase 50 falhas em janeiro

O transporte sobre trilhos em São Paulo apresentou 48 falhas nos dias úteis de janeiro deste ano. Mês com menor demanda por causa das férias escolares. Nas datas em que houve falhas, foram registradas em média três por dia no metrô, na CPTM, ou nos dois. Os dados foram obtidos nos sites oficiais das empresas, em um acompanhamento diário da CBN.

Na avaliação do Consultor em Engenharia Urbana Luiz Célio Bottura, é 'significativo. Ainda mais que, por coincidência, acontece nos horários de pico, aonde o maior número de pessoas precisam do sistema. Se fosse melhor mantido, este número poderia cair talvez a um terço ou um quarto deste valor'.

Entre as linhas da CPTM, a 7-Rubi é a pior no ranking: apresentou nove falhas. No metrô, a pior linha foi a 1-Azul, com dez falhas em janeiro, quatro delas somente no dia 3.

Grande parte dos registros ocorreu em horário de pico. Em todos eles houve transtornos aos usuários, desde lentidão no percurso e maior tempo de espera nas estações, até o uso do Paese para garantir o percurso. A maioria dos motivos apontados pelas empresas foi problemas nos trens ou nas vias.

Para o especialista, isso indica a necessidade urgente de rever a manutenção que é feita nos equipamentos.

'O plano de manutenção tem que ser levado mais a sério. Na frequência, na escolha do executor. Ttem que ser gente com experiência. E sempre que possível modernizá-lo. Um trem tem uma vida útil muito grande, se ele for bem mantido'.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos discordou da análise feita pela CBN, pois considera que, das 48 falhas registradas no site, somente nove eram graves a ponto de demandar acionamento do sistema de ônibus do Paese. O governo alega que investiu mais de R$ 3 bilhões na renovação da frota nos últimos anos. Na CPTM, 32 novos trens já entraram em operação e 33 devem ser entregues até o fim deste ano. No metrô, foram investidos mais de R$ 1 bilhão na modernização e reforma de 98 trens.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: CBN

VLT do Rio é aprovado por 92% dos usuário,diz Datafolha

Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 92% dos usuários do VLT Carioca avaliam o sistema de forma positiva (bom ou muito bom). Sete em cada dez passageiros recomendariam o VLT como uma forma eficiente de deslocamento. A avaliação supera a do ano passado, que apontava 88% de satisfação. Feita com 989 pessoas durante a operação das linhas 1 e 2, tanto nas paradas quanto nos veículos, a análise tem margem de erro de 3 pontos percentuais e índice de confiança de 95%.

Encerramos o ano de 2017 com uma nova linha, mais paradas em operação e um usuário mais satisfeito, sem abrir mão de valores como segurança e eficiência. O resultado só nos motiva a continuar trabalhando e contribuindo por um Centro do Rio mais sustentável e conectado”, avalia o presidente da Concessionária do VLT Carioca, Rodrigo Tostes.

A rapidez foi apontada como o aspecto de maior importância (62%) para quem usa o VLT. E foi também um dos quesitos que mais evoluiu em relação ao último ano. Considerada boa ou muito boa por 81% dos entrevistados, o índice era de 56% em 2016. Conforto (93%) e segurança operacional (87%) foram outros aspectos avaliados acima da média. A confiabilidade, que analisa quesitos como tempo de espera e quantidade de paradas não programadas, subiu de 46% para 85%.

O Datafolha mostra que quase metade dos usuários (45%) utiliza o VLT com alta frequência (entre quatro e sete vezes por semana), sendo que mais de 50% andam no sistema pelo menos duas vezes por dia. O deslocamento para o trabalho (68%) é a principal razão de uso do modal. Para a maior parte dos entrevistados (72%) a viagem de VLT dura entre 5 e 20 minutos, com tempo médio de 13 minutos.

“Os dados mostram que o VLT está inserido na rotina da cidade e já se tornou um transporte relevante para agilizar deslocamentos. E apesar de ter também sua função turística, com toda a área histórica, museus e aquário, possui um peso importante no dia a dia de quem trabalha na região central da cidade”, complementa Tostes.

JANEIRO/2018 - FONTE: Via Trolebus 

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