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PROJETO RÁDIO TREM
Recordando os Bons Tempos!

Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários

Agenda Trem Cultural

Vem ai o encantador …

Expresso Noel 2017

O grande sucesso de 2016 e agora também de 2017 !

Neste Natal a ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária a Maria Fumaça realiza mais um trem especial… Estamos falando do mágico e encantador “Expresso Noel“, um trem carinhosamente preparado com decoração natalina, que vai encantar a toda família em especial às crianças, oferecendo a todos parte da magia do Natal.

Não perca este maravilhoso passeio de trem a noite, todo decorado e iluminado, trazendo a Magia do Natal, ninguém menos que o Papai Noel estará presente para a alegria das crianças e também dos adultos, distribuindo balas e doces para as crianças.

Data e Horário do Evento

DATA: 16/12/17 (SÁBADO)
DURAÇÃO: DAS 16:00 AS 21:00 HORAS.
LOCAL: ESTAÇÃO DE ANHUMAS – CAMPINAS – SP

VIAGEM DE TREM ATÉ JAGUARIÚNA
(IDA E VOLTA)

o trem especial será composto por:

1 Carro Restaurante (28 Lugares)

10 Carros (400 lugares)

1 Vagão Panorâmico-Caboose Mogiana (12 Lugares)

Locomotiva Alco RSD8 CP 905 - a "Paulistinha"

16:00 – Início do evento com a recepção dos passageiros, todos serão recebidos na estação de Anhumas (ponto de partida);

17:30 – Partida do trem sentido Jaguariúna;

18:30 – Chegada do trem em Jaguariúna, desembarque liberado dos passageiros;

20:00– Retorno do trem sentido Anhumas;

21:00 – Chegada a estação de Anhumas e final do evento.

Valor do Ingresso

Segue abaixo os valores dos convites para o trem especial. Todos os valores recebidos serão utilizados para o custeio das despesas do evento e o saldo será investido na manutenção e restauração do acervo.

TIPO 1 – INGRESSO – ADULTO – R$ 140,00

TIPO 2 – INGRESSO – CRIANÇA (DE 6 A 12 ANOS) – R$ 90,00
(Crianças até 5 anos, viajando no colo, não pagam)

CARRO PANORÂMICO – CABOOSE MOGIANA – R$ 2.500,00
(Somente grupo fechado)

– Vagão panorâmico com Decoração Natalina –
– Capacidade para até 15 pessoas –
– Varanda, janelas panorâmicas com acesso ao 2o piso –
– A ser engatado na calda do trem, ideal para fotografia –

O pagamento poderá ser feito em Boleto Bancário (até 5 dias antes do evento) ou no Cartão de Crédito (em até 12X)

Maiores informações e contatos:

www.mariafumacacampinas.com.br

Vídeos
 Notícias Ferroviárias :

Ferrofrente: 
frente nacional pela volta das ferrovias

Manifesto da FerroFrente

Frente nacional pela volta das ferrovias

I – Em números redondos, 80% do transporte terrestre de cargas no Brasil se dá sobre pneus, apenas 20% sobre trilhos.

II – Nos países industrializados e demais países em desenvolvimento é o contrário que se observa e não é por acaso. Comparado ao transporte rodoviário, o transporte ferroviário emite apenas 1/4 de gases de efeito estufa e custa apenas 1/6 do valor do frete.

III – Se, por hipótese, invertêssemos o rodoviário com o com o ferroviário, teríamos uma economia de 175 bilhões por ano, o que daria para construir 20.000 km de ferrovias a cada novo ano. E veja-se que hoje temos menos de 28.000 km em operação.

IV – Não queremos desconfiar da inteligência de nossos governantes, mas realmente parece que eles estão duvidando da nossa.

V – Claro está que uma tal inversão não pode ser feita por decreto, nem de uma hora pra outra, mas pode sim ser priorizada, pode ser colocada como uma questão de Estado, e não dos sucessivos governos.

VI – Seria uma mudança com o condão de mudar positivamente a situação do Brasil no quesito competição de mercado, o que, por sua vez, faria crescer nossa economia e a riqueza de cada um de nós brasileiros.

VII – Há produto (inclusive da cesta básica) no Brasil cujo preço tem mais frete que qualquer outra coisa. É o caso açúcar, do arroz, do feijão, que pelo menos na maior parte do ano poderiam custar menos que a metade se houvesse ferrovia para transportá-los.

VIII – Atualmente os investimentos previstos para os ferrovias são via PPPs, quer dizer, envolvem dinheiro privado, mas a contribuição pública destes investimentos no transporte ferroviário é feita com o dinheiro do trabalhador, que é quem realmente paga imposto no Brasil.

IX – Aliás, o trabalhador paga o imposto antes de receber a renda, pois já vem descontado na folha de pagamento, o que faz parecer que o governo não confia nele, justo no pobre, no trabalhador, que como sabemos são as pessoas mais honestas do país: as falcatruas se dão no alto escalão.

X – Ao contrário do que em geral se pensa, não são as grandes empresas que pagam grandes quantias de impostos, como às vezes alardeiam. Na verdade, em geral, elas repassam o imposto para o preço dos produtos e serviços: quem paga é o cidadão de menores recursos.

XI – O Brasil, desde antes dos meados do século passado, só tem investido em rodovias. E esse investimento, feito com o dinheiro do imposto do trabalhador, só serve para prejudicar o trabalhador.

XII – É kafkiana a situação! É inadmissível um Estado assim, que usa o dinheiro do mais desvalido contra ele mesmo e em favor dos mais abastados, dos grandes lobbies.

XIII – O pior. São exatamente os financiadores involuntários desse estado de coisas, desse investimento torto, que acabam pagando o preço máximo por isso: a própria vida. São milhares de mortes causadas diretamente pela poluição do trânsito. A própria ONU acabou de reconhecer isso de forma oficial.

XIV – O rico anda de carrão, com ar filtrado e refrigerado, no bem bom. Mas o trabalhador anda pendurado nos ônibus que conhecemos, aspirando dióxido e monóxido de carbono, num trânsito caotizado pelo mesmo motivo: excesso de veículos.

XV – A imobilidade urbana chega a uma situação inadmissível, enervante e predadora. Sendo que a solução está a nosso alcance.

XVI – O trem polui quatro vezes menos, e o frete ferroviário é seis vezes mais barato.

XVII – A poluição traz vários tipos de doenças respiratórias, inclusive o câncer.

XVIII – A poluição gera aquecimento global, o que enfraquece nossa posição mundial.

XIX – A poluição é um crime contra as gerações futuras.

XX – O alto custo do frete aumenta o custo de todas as mercadorias, especialmente as mais básicas, mais necessárias, que chegam a andar mais de três mil quilômetros em caminhões.

XXI – A concentração nos caminhões congestiona as estradas, trazendo acidentes, favorecendo os arrastões, vilipendiando o motorista do automóvel e o profissional da estrada, uma das maiores vítimas do processo.

Neste contexto é que a FerroFrente está sendo lançada, vez que os prejuízos se espalham por todo o país, razão pela qual a frente está preparando um Projeto de Lei de origem Popular para que o preço total dos fretes sejam estampados nas Notas Fiscais de Venda, visando assim sensibilizar toda a opinião pública do país a lutar pelo direito de transformação modal no país.

Contatos:

www.ferrofrente.com.br

www.facebook.com/voltadasferrovias/

Túnel  do  Tempo

CONFIRA O QUE JÁ FOI 

NOTÍCIA NAS FERROVIAS...

Trem da FEPASA 

volta a Santos

O investimento, — segundo o presidente da Fepasa, — “foi mínimo”. Apenas a reforma de 4 carros de passageiros que, afinal, já estavam em operação, na época.

O custo operacional ficava, desde logo, garantido pelo contrato com as agências de viagens Dominus e Redetur, que pagariam 5,1 mil BTNs por viagem de ida e volta, — vendessem ou não todos os 256 lugares oferecidos no trem.

Uma viagem com jornalistas, um “press-release” com boas fotos e algumas autoridades presentes para responderem às perguntas, — mais a influência das agências de viagens junto aos cadernos de turismo dos grandes jornais e programas de TV, — fizeram chegar ao público uma sucessão de reportagens espetaculares, bem a tempo para o feriado de 2 Nov. 1990, já esquentando os motores para o Natal, Ano Novo, e as férias do verão de 1991.

O sistema não era novidade para a Fepasa, — que, um ano antes, havia lançado trens “charter” nas linhas de Poços de Caldas (MG) a Águas da Prata (SP); e de Campinas a Peruíbe, no litoral. De acordo com o presidente da Fepasa, a experiência tinha obtido tanto sucesso que seria repetida em outras linhas, como a de Cordeirópolis a Porto Ferreira.

A Secretaria de Esportes e Turismo produziu, mais tarde, um folheto colorido, impresso pela Imprensa Oficial, para divulgação institucional nos locais adequados, dali por diante.

Sob o título “Roteiro”, o folheto repete, — com menos palavras, — as mesmas informações básicas divulgadas pela Folha de S. Paulo em 30 Out. 1990; e pela revista Ferrovia (AEEFSJ) datada de Nov.-Dez. 1990.

Os horários, porém, já se apresentam corrigidos, indicando que foi redigido por volta de 16 Dez. 1990, — quando o Shopping News noticiava a mudança, — ou, mais provavelmente, depois.

Na outra metade do texto sintético, sob o título “Histórico”, faz um volteio pelo governador Júlio Prestes, — que cravou em 1927 a estaca inicial da descida da serra da Sorocabana, — para admitir, adiante, que só bem mais tarde os trabalhos foram “intensificados”, — por “engenheiros, operários, empreiteiros, médicos, enfermeiros, famacêuticos, carpinteiros etc.”, — com o primeiro trem percorrendo a linha completa em 2 Dez. 1937. Nessa narrativa, o presidente Getúlio Vargas apenas inaugurou oficialmente a linha, em 26 Jul. 1938.

Rompia-se, finalmente, o monopólio da “Inglesa” na serra do Mar, passagem obrigatória de todas as cargas de exportação das demais ferrovias paulistas, — com reflexos sobre vasta extensão do Brasil por elas mantida como tributária, do norte do Paraná até o Mato Grosso, Goiás e sul de Minas.

 

Folha de São Paulo – 01.12.1998

Gazeta de Santo Amaro, jornal de 1962

FOLHA DE SÃO PAULO de 1974 .

Jornal Folha de S. Paulo, 18.08.1961

Trem Sorocaba-Votorantim pode sair em dois anos

Centenas de pessoas acompanharam, na manhã desta sexta-feira (8), a chegada da Locomotiva 58 a Votorantim. A iniciativa fez parte das comemorações do aniversário de 54 anos da cidade e marcou a união do município com Sorocaba em prol do projeto Trem dos Operários. O trem turístico-cultural, que percorrerá trajeto entre as duas cidades, deve ser implantado em duas fases, com prazos para daqui a dois e quatro anos cada. A atração turística será implementada pelas prefeituras de Sorocaba e Votorantim, a partir do projeto apresentado pelo Movimento de Preservação Ferroviária de Sorocaba, e com a permissão de uso da linha férrea por parte do Grupo Votorantim. 

O prefeito de Votorantim, Fernando Oliveira (DEM), afirma que o objetivo é explorar o potencial turístico do município, visando o título de Estância Turística. Entre as ações que complementarão o trajeto do trem está a revitalização do centro antigo. "É um momento emocionante, início de um projeto", afirmou. O prefeito de Sorocaba, José Crespo (DEM), declarou em seu discurso que "será um dos melhores circuitos turísticos do Brasil". 

O vice-presidente do Movimento de Preservação Ferroviária, Eric Mantuan, afirma que, na primeira fase, o trajeto será entre a Estação Paula Souza, em Sorocaba, e a Votocel, em Votorantim. A Locomotiva 58 -- construída há mais de 100 anos -- contará com dois carros para passageiros. O percurso de 8 quilômetros passará por pontos turísticos, como a ponte do Rio Sorocaba, o bairro da Chave, a antiga fábrica de tecidos -- origem do Grupo Votorantim, chegando até a Estação Votocel -- onde um guia poderá levar os turistas até a cachoeira da Chave ou a represa do Votocel. "Proporcionando lazer, cultura e história", afirma Eric.

Na segunda fase, com previsão de operação para quatro anos, o passeio terá extensão de 12 km e chegará até o bairro Santa Helena. Na área, há um grande espelho d'água, mina de escavação mineral, além do turismo rural e de aventura. Segundo Eric, o objetivo é reabilitar a antiga Estrada de Ferro Elétrica Votorantim. A associação, incentivadora do projeto, é uma entidade cultural, sem fins lucrativos, que reúne voluntários.

A locomotiva saiu da Estação Paula Souza, em Sorocaba, por volta das 10h40, e teve sua passagem festejada por pessoas que aguardavam ao longo da linha férrea. O prefeito de Sorocaba, que partiu com o trem, encontrou Fernando Oliveira, em um ponto da ferrovia. Os dois chegaram juntos para o ápice do evento, na cidade aniversariante. 

Em Votorantim, na região central da cidade, centenas de pessoas aguardavam ansiosamente a chegada da locomotiva. Os primos Elias Ferreira, de 17 anos, Daniel Rodrigues, 13, e Talita Ferreira, 5, queriam ver de perto. "Vai ser a primeira vez que verão um trem. Será especial para eles", conta Elias. Daniel revelou a sensação: "Estou emocionado". Já para Cleonice Abade Ferraz, de 78 anos, o trem é um velho companheiro. "Eu andei muito de trem, desde os sete anos. Estudava no Colégio Santa Escolástica e morava no Santa Helena", recorda. "Tenho muita saudades". Quando a 58 despontou na paisagem, crianças e adultos aproveitaram para fotografar e admirar a atração. 

Durante a solenidade, a fanfarra da escola Matheus Maylasky -- instituição criada para atender aos filhos dos funcionários da Estrada de Ferro Sorocabana -- fez uma apresentação. Um grupo executou ainda canções dos anos dourados das ferrovias. "A gente quis trazer a nostalgia desde a fundação da cidade até hoje. A história de Votorantim é vinculada ao trem", afirmou o secretário de Cultura de Votorantim, Edson Cortez.

Confira a reportagem:

https://www.youtube.com/watch?v=ZweNEt5bEU4 

DEZEMBRO/2017 – FONTE:  JORNAL CRUZEIRO DO SUL

Depois de 40 anos, Maria Fumaça Mallet 

volta a circular em Curitiba para o Natal

A locomotiva passeará por Curitiba e região metropolitana durante o mês de dezembro. A partir dessa sexta-feira (1), uma tradição natalina de 40 anos atrás vai voltar a circular por Curitiba e região metropolitana: a Maria Fumaça Mallet 204, que fará o trajeto com sua estrutura toda decorada com luzes de led.

A locomotiva, movida à vapor,  começará o seu trajeto no bairro Vila Oficinas (sede da empresa Rumo, que anunciou a volta da atração na última quarta-feira, 29), sempre por volta das 20 horas,e circulará em uma velocidade média de 20 quilômetros por hora.

A Maria Fumaça, que foi restaurada pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) em parceria com a Rumo, é a única do clássico modelo Mallet 204 em circulação na América do Sul. Desde abril deste ano, a locomotiva esteve em Rio Negrinho, em Santa Catarina, onde realizou passeios turísticos sob a coordenação da ABPF.

Modelo restaurado é o único do clássico Mallet 204.

Confira o roteiro completo da Maria Fumaça Mallet 204 em Curitiba:

Rumo – Rodoferroviária

Dia 1º (sexta-feira)

– Sede da Rumo, Vila Oficinas – saída às 20 horas

– Cajuru

– Vila Betel

– Capão da Imbuia

– Jardim Botânico

– Rodoferroviária

– Retorno  Vila Oficinas (às 21 horas)

Rumo – Cachoeira (ferrovia Curitiba-Rio Branco do Sul)

Dias 2 (sábado), 3 (domingo) e 4 (segunda-feira)

– Sede da Rumo, Vila Oficinas – saída às 17 horas

– Cajuru

– Vila Betel

– Capão da Imbuia

– Jardim Botânico

– Rodoferroviária

– Cristo Rei

– Alto da XV

– Boa Vista

– Barreirinha

– Cachoeira – início do retorno por volta das 20h

– Retorno Vila Oficinas (às 21h30)

Rumo – Pinhais

Dia 5 (terça-feira)

– Sede da Rumo, Vila Oficinas – saída no final do dia

– Vila Betel

– Cajuru

– Capão da Imbuia

– Estância Pinhais (Pinhais)

– Centro (Pinhais)

– Retorno Vila Oficinas (horário a ser confirmado)

Rumo – Piraquara

Dia 7/12 (quinta-feira)

– Sede da Rumo, Vila Oficinas – saída no final do dia

– Vila Betel

– Cajuru

– Capão da Imbuia

– Estância Pinhais (Pinhais)

– Centro (Pinhais)

– Jardim Amélia (Pinhais)

– Jardim Santa Mônica (Piraquara)

– Jardim Bela Vista (Piraquara)

– Vila Ipanema (Piraquara)

– Centro (Piraquara)

– Retorno Vila Oficinas (horário a ser confirmado).

Para admirar de longe

Embora a locomotiva tenha dois vagões livres, não será possível embarcar no passeio: segundo a assessoria de imprensa da Rumo, a empresa não tem autorização para transportar passageiros. Por isso, quem quiser  observar a Maria Fumaça e matar a saudade do tempo em que ela passeava por Curitiba deverá respeitar a distância mínima de segurança determinada.

A Rumo chama a atenção para as seguintes medidas preventivas:

– Mantenha distância segura da linha férrea (antes, durante e após a passagem do trem) e de qualquer área ferroviária. Jamais permaneça sobre os trilhos nem à margem da ferrovia;

– Somente tire fotos ou capte imagens de fora da faixa de domínio da ferrovia, que abrange as margens das linhas férreas e os pátios ferroviários;

– Nunca suba em locomotivas ou trens de carga, estejam eles em movimento ou mesmo parados;

– Nas passagens em nível, observe com atenção a sinalização visual e sonora. Espere a passagem completa do trem antes de uma aproximação;

– Ao ouvir o apito do trem, fique atento, pois este é o sinal de que ele está se aproximando;

– Os trens têm sempre a preferência nas passagens em nível. Como são pesados, mesmo circulando em baixa velocidade, não podem ser parados repentinamente. Não parar antes de cruzar uma passagem em nível é infração de trânsito sujeita à multa;

– Nunca estacione perto da linha férrea.

CONFIRA O VÍDEO POSTADO PELA RUMO LOGÍSTICA:

https://www.facebook.com/rumologistica/videos/1604489222930683/

DEZEMBRO/2017 – Fonte: A Gazeta do Povo - Curitiba

Frota original de trens do Metrô está prestes a desaparecer

Para alguns um alívio, para outros motivo de saudade. Em comum o fato de que hoje já é quase impossível encontrar o único trem original que ainda resta na Linha 1-Azul do Metrô. Estamos falando da Frota A, que inaugurou os serviços do Metrô de São Paulo em 1974. Desde 2009, a companhia está fazendo uma modernização gradual nos 51 trens dessa frota além de outras 47 composições de outras frotas antigas que eram usadas nas linhas 2 e 3.

Nesta semana, o penúltimo trem original, o A21, foi recolhido e prepara-se para ser levado para uma das empresas que o reformarão. Com isso apenas a composição A35 está em serviço na Linha 1. Ela deve permanecer na linha até fevereiro de 2018 quando será retirada e enviada para modernização.

O blog andou no trem A21 no último sábado e registrou algumas fotos publicadas aqui. Já bastante utilizado, o trem exibia um desgaste claro com paineis soltos e bancos desbotados. Para quem não sabe diferenciá-los de outros trens é fácil: basta reparar no barulho da ventilação e dos vidros abertos para constatar que você está a bordo de um trem da Frota A. Sim, eles não são equipados com ar-condicionado, um “luxo” que só foi adotado no metrô paulistano há pouco tempo. É essa a principal melhoria que os velhos trens recebem, além é claro de novos sistemas de controle, interior remodelado e a retirada das cabines de comando de quatro dos seis vagões, entre outros.

Transporte do futuro

Se hoje estão mais associados ao desconforto, os trens da primeira encomenda do Metrô já foram sinônimo de futuro. Construídos no Brasil pela empresa Mafersa sob licença da fabricante americana Budd, os trens da Frota A ganharam algumas peculiaridades que mais tarde acabaram suprimidas em outros projetos como a cabine de comando ocupando apenas o lado direito do vagão e a divisão dos seis vagões em três conjuntos que poderiam ser separados para atender trechos de baixo movimento – como se o Metrô de São Paulo em algum momento da história fosse ter uma demanda pequena. Já a adoção da alimentação elétrica pelo terceiro trilho, instalado na parte inferior da via, tornou a composição mais limpa que os velhos trens de subúrbio da época, única opção sob trilhos disponível nas grandes cidades. 

Os primeiros anos de serviço apresentaram aos usuários um sistema capaz de atender uma demanda muito alta com intervalos baixos e regulares e com boa parte do percurso subterrânea. O interior dos vagões também representavam um nível maior de conforto para a época e, sobretudo, o funcionamento e a confiabilidade demonstraram que São Paulo passava a contar com um transporte coletivo tão ou mais moderno que o de outras cidades no mundo.

O A21 parte para uma de suas últimas viagens

Com a decisão do governo do estado de modernizá-los, dois consórcios venceram a concorrência para converter os trens da Frota A em duas novas frotas, a J e a I. Em relação ao projeto original pouco resta do “A” nessas duas novas séries. A máscara ainda mantém a inclinação original mas a cabine passou a ocupar toda a frente do trem. Por conta do sistema de ar-condicionado, as janelas perderam a parte móvel, mas as portas foram mantidas do mesmo tamanho. O salão, no entanto, é mais amplo e com melhor circulação de pessoas – além disso, foi adotado um painel eletrônico que mostra as estações das três linhas onde ele pode ser usado. Também passaram a contar com o sistema CBTC, de controle de trens.

Para quem utiliza o metrô paulistano desde as décadas de 70 e 80, ver um trem da Frota A é uma experiência inteiramente relacionada a um período em que a antiga linha Norte-Sul era uma exceção de qualidade no transporte coletivo da capital. A lotação não chegava aos níveis atuais e mesmo o ruído e o calor pareciam mais amenos. Já a “mágica” de cruzar a cidade em cerca de meia hora, essa sim parecia coisa de ficção científica

NOVEMBRO/2017 – Fonte Revista Ferroviária (Metrô CPTM) 

Os trilhos do bom senso

No dia 23 de novembro passado durante o fórum “Ferrovia e Integração dos Modais” em Nova Mutum foi defendida a extensão da ferrovia de Rondonópolis até Nova Mutum, passando por Cuiabá, que já devia ser realidade a muito tempo. No evento estiveram presentes autoridades de peso no assunto como o governador do estado e os presidentes do BNDES, e da companhia ferroviária e de logística brasileira (Rumo). Todos entusiasmados. O prefeito de Nova Mutum, Adriano Pivetta, promotor do evento, é claro, esteve presente, porém foi inquietante a ausência dos prefeitos de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, eles que deveriam estar entre os maiores interessados.

Enfim um passo concreto no sentido da extensão da ferrovia em Mato Grosso, ela que parou em Rondonópolis, a meu ver por excesso de ambições regionais divergentes que acabaram se inviabilizando uma à outra. Um grupo queria e ainda quer a ferrovia partindo de Sinop para os portos amazônicos, outro queria e ainda quer levar de Lucas para os litorais do Pacífico e do Atlântico, outro levar de Água Boa para Curuçá no Pará, cada um puxando a sardinha para seus interesses locais, sem ver o estado como um todo. Ora, se não há recursos para viabilizar uma só dessas alternativas, quanto mais para três? O único ponto convergente entre essas propostas era a interrupção dos trilhos em Rondonópolis excluindo Cuiabá e Várzea Grande da malha ferroviária brasileira como forma de enfraquecer o maior polo urbano do estado, forçando a criação de condições geopolíticas favoráveis a uma futura nova divisão territorial de Mato Grosso.

E assim, os trilhos ficaram parados em Rondonópolis, com o produtor, a economia e o meio ambiente perdendo, e vidas sequeladas ou ceifadas por uma logística defasada com a produção mato-grossense. Diante de um quadro dramático como este como insistir no abandono de uma possível ligação de 460 Km em ambiente já totalmente antropizado, sem xingus, araguaias ou Himalaias a vencer, entre Nova Mutum e o maior terminal ferroviário da América Latina em Rondonópolis? As alternativas são entre 1.000 e 1.500 km em ambientes carentes de maiores estudos sobre impactâncias ambientais ou indígenas. Como insistir?  Enfim o bom senso parece estar chegando aos trilhos.

Por certo a chegada dos trilhos a Nova Mutum não será a solução definitiva para a logística estadual, pois Mato Grosso é um estado centro-continental com potencial para produzir várias vezes o que já produz e sempre demandará novos caminhos em todas as direções e em todos os modais. Outra vantagem da priorização dessa ligação é que ela não é incompatível ou excludente com quaisquer das propostas em discussão. Chegando os trilhos a Nova Mutum de imediato poderão prosseguir para Lucas, Sinop e os portos amazônicos. Ou virar a Oeste para Porto Velho, o porto do Madeira e os do Pacífico, ou virar a Leste para Goiás passando por Água Boa e sua bifurcação para o futuro porto de Espadarte no Pará.

Mato Grosso vai precisar de muitos caminhos para levar sua produção e trazer o desenvolvimento para sua gente trabalhadora que não merece continuar nesse sofrimento apesar de tão produtiva para o Brasil. A tão prometida linha aérea para a Bolívia, por exemplo, a quantas anda? Importante que este processo resgatado pelo governador Pedro Taques e trazido a público pelo fórum promovido pelo prefeito Adriano Pivetta, incorpore também as lideranças empresariais, comunitárias e políticas rondonopolitanas e do Mato Grosso platino, em especial, de Cuiabá e Várzea Grande. Mas, de todo jeito, é muito bom ver nossos trilhos voltarem a seguir as trilhas do bom senso.

 NOVEMBRO/2017 – FONTE:  FolhaMax 

CCR analisa novos negócios em mobilidade 

no Brasil e no exterior

A CCR estuda novas oportunidades de licitação em mobilidade urbana no Brasil, como as linhas 5 e 17 do Metrô de São Paulo, a linha 15 (monotrilho) e as linhas 8 e 9 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

O governo paulista também estuda transferir à iniciativa privada as linhas 10, 11, 12 e 13 da CPTM — o que está no radar da empresa, segundo informou nesta quarta-feira (22) o presidente da CCR Mobilidade, Leonardo Vianna, durante o CCR Day, realizado com investidores em São Paulo.

A CCR olha com cuidado ainda projetos em Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e Argentina, afirmou. O executivo citou o metrô de Bogotá, na Colômbia, que, “tudo indica”, será licitado nos mesmos moldes da Linha 4 – Amarela, operada pela ViaQuatro, da qual a CCR é acionista.

Neste modelo, o governo constrói a infraestrutura e repassa a superestrutura e a operação para o investidor privado. “Temos todo interesse, por ser um modelo que já testamos e possuímos experiência”, disse Vianna.

 Desequilíbrio

 No que se refere à concessão da ViaQuatro, o desequilíbrio gerado no contrato já chega a R$ 1,2 bilhão, disse o executivo. Segundo ele, o governo entregou apenas uma das estações previstas na segunda fase.

“Isso gerou um desequilíbrio de R$ 1,2 bilhão. Entramos com uma arbitragem para discutir”, afirmou.

Em março de 2018, vence o prazo para a entrega de mais estações. Caso isso não ocorra, um novo desequilíbrio será gerado, afirmou Vianna.

 Custo de capital e "novo ciclo"

 Ao ser questionado por investidores sobre a competição por ativos com investidores internacionais, o diretor de relações com investidores da CCR, Arthur Piotto Filho, disse que o custo de capital é um “problema que carregamos”. Sobretudo investidores financeiros, que têm acesso a capital a custo mais baixo.

“Mas isso é muito caso a caso e a participação da CCR [em novos negócios] vai se dar de forma muito seletiva”, disse Piotto.

A CCR está concluindo um ciclo de investimentos e está próxima de começar um novo, disse o presidente da companhia, Renato Vale. De 2012 a 2016, a empresa investiu em cinco novos projetos, aumentando seu portfólio sobretudo em mobilidade urbana e aeroportos.

“Estamos próximos de iniciar um novo ciclo de investimentos. Os pilares são disciplina de capital, crescimento qualificado e gestão de pessoas”, listou Vale.

A empresa fez no início do ano uma oferta subsequente (“follow on”) em que captou R$ 4 bilhões, a maior parte mantida em caixa.

Segundo Piotto Filho, a empresa pretende manter a estrutura atual de fontes de financiamentos para os investimentos futuros.

Para investimentos de curto prazo, até três anos, a empresa recorrerá ao crédito bancário; no médio prazo (três a sete anos), a fonte será bancária e mercado de capitais; e acima de sete anos, BNDES, mercado de capitais, FI FGTS, IFC e BID, entre outros.

“A CCR surfou bastante bem a onda do mercado de capitais nos últimos anos, principalmente quando a Selic baixou”, destacou Piotto Filho. Hoje, entre 80% a 90% dos acionistas da CCR na bolsa são do exterior.

NOVEMBRO/2017 - FONTE: Valor Econômico 

Com ajuda de fãs, locomotiva a diesel

 volta aos trilhos no interior paulista

Criada para substituir as populares marias-fumaça, uma locomotiva a diesel fabricada em 1960 passou agora a dividir os trilhos com as antigas máquinas no interior de São Paulo, após quase dois anos de restauração. Desde este sábado (18), a locomotiva americana EMD GL8 projetada especialmente para as ferrovias brasileiras voltou a transportar passageiros no mesmo trecho em que operava quase seis décadas atrás.

Só que, se antes transportava passageiros e cargas da extinta Companhia Mogiana de Estradas de Ferro nos trechos Campinas-Ribeirão Preto e Ribeirão-Uberaba (MG), agora voltou à ativa apenas para transportar turistas entre as estações Anhumas, em Campinas, e Jaguariúna, na cidade homônima.

Operada pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária), a linha recebe 100 mil visitantes ao ano.

Às 11h37, após ato com estouro de champagne, o Expresso Mogiana deixou a estação com cerca de cem pessoas em quatro vagões, incluindo um carro-restaurante. "É uma autêntica volta no tempo. Vemos do trem uma região, um país, que não está na mente de quem só vive na zona urbana. E foi o trem o responsável pelo desenvolvimento de tudo", disse o empresário Paulo Antunes, que levou o filho de 11 anos para viajar pela primeira vez numa locomotiva.

O cenário atual não conta com os cafés de séculos passados, mas não deixa de chamar a atenção especialmente de crianças. Fazendas utilizadas em gravações de filmes e novelas fazem parte do cardápio visual, assim como lavouras de cana, gado e cabritos.

LENTO

Expresso, porém, se resume ao nome de batismo. Embora desenvolvida para percorrer os trilhos a 80 km/h, nunca atingiu tal velocidade quando fazia o trecho SP-MG devido às condições da malha ferroviária e por questões de segurança, segundo a associação. A velocidade média na linha turística é de 25 km/h.

Duas horas após a partida, o trem chegou a Jaguariúna, depois de parar em estações intermediárias –Pedro Américo, Tanquinho e Carlos Gomes– num trecho de 24 km. O passeio custa R$ 80 (meio percurso) e R$ 100 (percurso completo) –idosos acima de 60 anos pagam meia, e crianças até cinco anos viajam de graça se sentarem no colo.

Em Carlos Gomes, fica a oficina de manutenção de trens da ABPF, que também celebrou neste sábado os 40 anos da associação, que reúne interessados em preservar, resgatar, restaurar e divulgar a história das ferrovias. No país, de 3 milhões a 3,5 milhões de passageiros utilizam trens turísticos ou culturais por ano, segundo a Abottc (associação das operadoras).O objetivo da chegada da 57 –a locomotiva resgatou o número de batismo da Mogiana– é auxiliar as máquinas a vapor operadas pela associação de preservação. Segundo a entidade, ela é a única totalmente recuperada até aqui das 23 fabricadas da série.

"Com ela, ganhamos opções em passeios, ampliamos o acervo do museu rodante e resgatamos uma locomotiva histórica, o que é muito importante para a preservação", disse Helio Gazetta Filho, diretor-administrativo da regional Campinas da associação.
A locomotiva chegou à associação em janeiro do ano passado e, desde então, passou por reformas que custaram R$ 200 mil, valor obtido por meio de doações de aficionados. Os principais reparos foram na lataria e na reconstrução da parte elétrica da locomotiva.

Com a 57, são três as locomotivas a diesel usadas na ferrovia, além das seis marias-fumaça (a vapor). Elas são responsáveis por transportar os 18 carros de passageiros (vagões) utilizáveis atualmente. Apesar do acervo de nove locomotivas, elas não são usadas simultaneamente, já que sempre há alguma em manutenção.

A viagem inaugural contou com um carro-restaurante que serviu o filé Arcesp, que ganhou este nome por ser muito pedido por viajantes vinculados à associação dos representantes comerciais de São Paulo. O prato, filé mignon frito na manteiga, molho (cebola, tomate, batata, ervilha e cenoura) e arroz branco, que ficou famoso nos trens da Companhia Paulista, fez o historiador Adalberto Malaguti se lembrar de um tio que fazia semanalmente o trajeto. "Ele viajava para Franca e sempre falava desse prato. Foi legal lembrar disso por alguns momentos."

Após ver a máquina a diesel elétrica voltar aos trilhos, a associação projeta colocar em operação no próximo ano outras duas locomotivas a vapor, que estão passando por restauração na oficina, e uma litorina (sistema automotriz). "Essa é a nossa intenção, para oferecer mais opções aos usuários. E também vamos trabalhar num carro-restaurante de passageiros de 1951", disse Gazetta Filho.

O restauro e a manutenção são feitos por funcionários contratados pela associação e voluntários. Além dos trens, a associação revitalizou as estações Anhumas e Tanquinho em 2016. Outras duas, Pedro Américo e Carlos Gomes, já tinham sido revitalizadas há uma década. No trecho, falta a Desembargador Furtado, desativada desde 1962 e que deve ser alvo de projeto para buscar parcerias em 2018.

NOVEMBRO/2017 – Fonte: Folha de São Paulo

Companhia se desculpa após adiantar 

partida de trem em 20 segundos no Japão

Viagem de Tóquio a Tsukuba começou às 9:44:20 de terça-feira, e não às 9:44:40. Nenhum cliente reclamou, mas empresa se justificou por 'inconveniência' em um comunicado.

Uma companhia de trens no Japão pediu desculpas a seus usuários depois que um de seus trens partiu 20 segundos antes do horário previsto na última terça (14).

“Nos desculpamos sinceramente pela inconveniência”, dizia um comunicado da Tsukuba Express.

O detalhe é que, segundo a própria companhia, nenhum cliente tinha reclamado. Ainda assim, a companhia se sentiu na obrigação de explicar que o trem que deveria deixar às 9:44:40 a estação Minami Nagareyama, em Tóquio, com destino à cidade de Tsukuba, acabou partindo antecipadamente às 9:44:20.

A empresa diz que membros de sua equipe falharam ao checar a escala das partidas e por isso o erro foi cometido.

A viagem entre Tóquio e Tsukuba dura cerca de 45 minutos.

NOVEMBRO/2017 – Fonte: G1 

Governo lança programa Avançar

O governo lançou ontem o programa "Avançar" prevendo investimentos de R$ 130,9 bilhões em 7.439 obras que já iniciadas, paralisadas ou em ritmo lento, para conclusão até dezembro de 2018. O programa será financiado da seguinte forma: R$ 42,1 bilhões do Orçamento Geral da União (OGU); R$ 29,9 bilhões da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e R$ 58,9 bilhões de estatais federais, principalmente da Petrobras. Sob coordenação da Secretaria-Geral da Presidência, sob comando do ministro Moreira Franco, o programa envolve 11 ministérios. No que diz respeito às ferrovias, estão na lista o tramo centro-sul da Norte-Sul e a Fiol.

Veja a lista completa das obras do programa:

https://avancar.gov.br/avancar-web/empreendimentos

NOVEMBRO/2017 - FONTE: Revista Ferroviária

Italianos estão de olho na Transnordestina

Lançada há mais de dez anos, a Ferrovia Transnordestina pode ser entregue à mão de grupos estrangeiros para poder sair do papel e enfim ligar o sertão ao litoral do Nordeste. E já há interessados no projeto. Em nota, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão revelou que o governo e algumas empresas italianas demonstraram interesse em ser sócios do governo brasileiro no plano de conclusão da ferrovia.

A parceria foi cogitada ontem durante uma missão realizada pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, na Itália. Na ocasião, ele buscou parcerias privadas para 89 projetos e acabou avançando na discussão sobre a Transnordestina. Segundo a pasta, Oliveira disse aos investidores italianos que o Brasil precisa de parceiros para finalizar esse projeto, que é “interessante e viável porque movimentará soja e minérios com portos”, mas precisa de mais recursos de parceiros privados para ser concluído.

Diante disso, a Ferrovia del Estato, do governo italiano, teria demonstrado interesse no projeto, que vai ligar o município piauiense de Eliseu Martins aos portos de Suape, em pernambuco, e Pecém, no Ceará, passando por 81 municípios. A sociedade de financiamentos Sace também teria relevado a vontade de participar de projetos de infraestrutura no Brasil. O Ministério do Planejamento disse, no entanto, que ainda não sabe como essas parcerias poderiam ser desenhadas. “Em abril, foi composto um grupo de trabalho para avaliar o status da obra. O relatório do grupo sobre o empreendimento será divulgado em breve. A partir destes apontamentos, o Governo irá traçar as ações”, explicou a pasta em nota.

Hoje a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., empresa pública formada por uma sociedade de ações e vinculada ao Ministério dos Transportes, é a responsável pela construção. As obras, no entanto, estão paradas porque o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o repasse de recursos devido a indícios de irregularidades no projeto. Segundo o TCU, só depois de esclarecidas essas suspeitas será liberada a verba necessária para a conclusão da Transnordestina. Estima-se que, mesmo depois de dez anos de obra, só tem 600 dos 1.753 quilômetros da ferrovia estejam prontos. Por isso, o orçamento do projeto saltou de R$ 4,5 bilhões para R$ 11,2 bilhões.

NOVEMBRO/2017 – FONTE: Folha de Pernambuco 

Valec realiza dois novos transportes: trilho e manganês

No intuito de otimizar as operações da Ferrovia Norte-Sul no trecho sob a concessão da VALEC, situado entre Porto Nacional/TO e Anápolis/GO, entraram em vigor dois novos contratos de transporte de carga pela ferrovia. Um de minério de manganês, e outro, de barras soldadas de trilhos.

Eles foram assinados em setembro entre a VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias S.A e a Ferrovia Norte-Sul S/A (subconcessionária do tramo Norte entre Açailândia/MA e Porto Nacional/TO), atualmente administrada pela empresa de logística VLI.

O contrato do minério prevê o transporte de até 100 mil toneladas de manganês, sendo 40 mil toneladas transportadas no primeiro ano. A carga tem origem no Polo de Gurupi (TO) e destino final no Porto de Itaqui (MA), totalizando 1.453 km nas malhas da VALEC, Ferrovia Norte Sul S/A e Estrada de Ferro Carajás.

O transporte foi iniciado no fim do mês de outubro. O primeiro deles partiu de Gurupi, formado por duas locomotivas e 65 vagões, com um total de 4,24 mil toneladas de carga.

A segunda composição partiu na última quarta-feira (1º/11) com duas locomotivas e 60 vagões, transportando 3,96 mil toneladas.

O contrato dos trilhos também deve começar a ser executado nos próximos dias. O acordo prevê o transporte de 12 mil toneladas de barras longas de trilho TR 68. Essas barras têm comprimento de 240 metros e serão transportados em vagões especiais disponibilizados pela subconcessionária.

O fluxo dos trens tem origem em Anápolis, após transbordo da bitola de 1,00 metro da Ferrovia Centro-Atlântica S.A (FCA), e destino no Tramo Norte da Ferrovia Norte-Sul.

As movimentações das cargas são controladas pela VALEC a partir do Centro de Controle Operacional (CCO), situado em Porto Nacional. O material rodante é da empresa de logística, visto que a VALEC não possui locomotivas nem vagões.

Por esse motivo, todo o transporte a ser realizado neste trecho sob a concessão da VALEC depende da iniciativa privada e do interesse comercial dos operadores logísticos ferroviários em transportar neste segmento.

Da parte da VALEC, as iniciativas para implantar as condições operacionais adequadas para o incremento do transporte na Ferrovia Norte-Sul estão acontecendo, como a disponibilização à iniciativa privada, por meio de processo de licitação, de áreas para a implantação de polos de carga, a exemplo de Anápolis (GO) e Gurupi (TO).

O trecho da Ferrovia Norte-Sul compreendido entre Porto Nacional (TO) e Anápolis (GO) está em plenas condições operacionais e com licenças de operação concedidas pela ANTT e IBAMA.

Em 2015, a VALEC promoveu o transporte de 18 locomotivas (fev/2015), 26 mil toneladas de farelo de soja (dez/2015) e um volume de 13 mil toneladas de madeira triturada (dezembro de 2016 a março de 2017).

NOVEMBRO/2017 – FONTE: VALEC 

Fórum discute gargalos na infraestrutura do agronegócio

O escoamento da produção de grãos do agronegócio brasileiro continua sendo feito pelos portos do Sul e do Sudeste, que sofreram um estrangulamento nos últimos anos, mesmo com a mudança do agronegócio para o Centro-Oeste. Sem investimentos de peso em novos acessos terrestres e marítimos, a saída das exportações do Brasil rumo ao mercado consumidor internacional virou um grande gargalo para os produtores, que nos últimos anos investiram forte na melhoria da eficiência e da produtividade de suas fazendas. Mas, ao ter de transportar a safra em caminhões por mais de 2.000 quilômetros, parte desses ganhos se perde no meio do caminho.

Nesse cenário, o Corredor Norte vem ganhando importância no País. De 2009 para cá, as exportações por esse corredor cresceram 170%, de 7 milhões de toneladas para 19 milhões de toneladas. A expectativa é que esse volume continue em crescimento. Levantamento do Ministério da Agricultura mostra que a expansão das saídas pelo Norte vai ajudar a dobrar a produção de soja e milho até a safra 2024/2025

Porém, a falta de ferrovias e hidrovias para escoar a produção de grãos em longa distância e a péssima qualidade das rodovias brasileiras representam uma enorme perda de competitividade do produto brasileiro em relação ao mercado internacional. Uma alternativa que está no radar do governo é a chamada Ferrogrão, ferrovia desenhada por um grupo de produtores (Bunge, Cargill, Maggi e Dreyfus) do Centro-Oeste.

O projeto original prevê a construção de 1.140 quilômetros de trilhos entre Lucas do Rio Verde (MT) até Miritituba (PA), num total de R$ 10 bilhões de investimentos (valor antigo). O governo federal quer licitar o projeto para elevar o volume de investimentos no País.

Ainda assim, com todos esses gargalos, na última década, o Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário brasileiro cresceu a uma taxa média anual de 3,3% ante 2,3% do resto da economia e a produção deu um salto de mais de 100 milhões de toneladas. O agronegócio é fundamental no processo de retomada do crescimento da economia brasileira e o debate diante desse cenário pode trazer importantes contribuições.

Para estimular esse debate, no dia 7 de novembro, o Estadão, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reúne mais uma vez em seu auditório, em São Paulo, especialistas, empresários e representantes do governo que vão discutir sobre a logística e a infraestrutura no agronegócio e o que precisa ser feito para que o País avance nesse segmento. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.estadaoeventos.com.br/agronegocio

OUTUBRO/2017 -  Fonte: Estadão 

Conselho dá licença para segunda fase do VLT

 na Baixada Santista(SP)

Trata-se do licenciamento ambiental prévio para EMTU construir trecho entre Conselheiro Nébias e Valongo

Por unanimidade, os integrantes do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) autorizaram a concessão, à Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), do licenciamento ambiental prévio para a construção da segunda fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – o trecho Conselheiro Nébias-Valongo. 

Com a publicação do documento, que deve ocorrer até o fim deste mês, a estatal poderá lançar a licitação para tirar do papel esse projeto, que estava previsto para ser iniciado no começo de 2015. Não está definido quando a concorrência será lançada.

Esse novo trecho terá oito quilômetros de extensão e 14 estações. Ele será iniciado na Rua Campos Melo, no Bairro da Encruzilhada, continuará pela Rua João Pessoa e retornará pelas ruas Amador Bueno, Constituição e Avenida Conselheiro Nébias (sentido Centro-Praia).

A EMTU, ligada à Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado, previa inicialmente um investimento de R$ 430 milhões nessa segunda etapa do VLT. No entanto, esse valor poderá ser alterado, porque a empresa informou que a planilha orçamentária do projeto executivo desse trajeto está em fase final de revisão. 

A estimativa de investimento em obras civis é de R$ 270 milhões, com recursos do Estado e financiamento da Caixa Econômica Federal. 

A expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos em até dois anos a partir da assinatura do contrato com a empreiteira que vencer a licitação.

Burocracia


Em dezembro de 2014, a EMTU havia lançado o edital de pré-qualificação para selecionar as empresas ou consórcios interessados em participar da futura concorrência. Os envelopes seriam abertos em fevereiro do ano seguinte, mas o prazo foi prorrogado. Em abril de 2015, houve a decisão de adiar, por tempo indeterminado, a divulgação do resultado. 

Segundo o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) a respeito da segunda fase do VLT, a EMTU prevê a contratação de cerca de 800 trabalhadores nos meses de pico das obras. A prioridade será admitir mão de obra local.

Mudança de traçado


Inicialmente, a Avenida Conselheiro Nébias seria o traçado utilizado pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) tanto na ida quando na volta, fazendo a ligação entre a Avenida Francisco Glicério e o Centro. 

Nas análises técnicas iniciais, foi identificado que esse traçado atrapalharia o trânsito da via, uma das principais da Cidade, e provocaria um número maior de desapropriações.

A pedido da Prefeitura, em 2014, o trajeto foi alterado com o objetivo de revitalizar áreas importantes, como o entorno do Mercado Municipal, na Vila Nova.

A ideia é que o projeto possa valorizar o patrimônio público e estimular a abertura de novos comércios. Além disso, essa mudança atenderia o público universitário e usuários de equipamentos públicos.

 

Desapropriações


O Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para a segunda fase do VLT (trecho da Conselheiro Nébias, ao Valongo) prevê a desapropriação de 11 áreas, que, somadas, têm 13.674,29 metros quadrados. 

Nos terrenos passíveis de desapropriação, há moradias e empresas instaladas. Essas medidas serão necessárias para que haja raio suficiente para os veículos leves sobre trilhos conseguirem fazer curvas. Essa ação também é necessária para adequações viárias e para a instalação de estações e subestações de energia elétrica.

OUTUBRO/2017 – Fonte: A Tribuna (Santos) 

36 estações da CPTM ganham entradas USB nos bancos das plataformas

A CPTM informa que mais 36 estações passam a oferecer, a partir de agora, entradas USB nos bancos das plataformas.

A novidade está disponível nas linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, 11-Coral e 12-Safira.

Foram instaladas 285 entradas USB nos bancos das plataformas, o que permite aos usuários carregar seus celulares e utilizar aparelhos eletrônicos enquanto aguardam o embarque nos trens.

A previsão da Companhia é aumentar para 649 pontos nas seis linhas até o início do ano próximo ano, benefício que vai se estender também para os passageiros da Linha 10-Turquesa.

O serviço integra o contrato de exploração comercial dos bancos e painéis das estações, cuja licitação foi vencida pela Eletromídia.

Atualmente o serviço de entrada USB nos bancos das plataformas já está disponível nas seguintes estações:

 

Linha 7-Rubi

1-Vila Clarice

2-Jaraguá

3-Perus

4-Baltazar Fidelis

5-Campo Limpo Paulista

6-Várzea Paulista

7-Botujuru

8-Piqueri

 

Linha 8-Diamante

1-Palmeiras-Barra Funda

2-Sagrado Coração

3- Jardim Belval

4-Jardim Silveira

5-Santa Teresinha

6-Lapa B

7-Quitaúna

8-Domingos de Moraes

9-Imperatriz Leopoldina

10-Antonio João

 

Linha 9-Esmeralda

1-Jurubatuba

2-Osasco

3-Presidente Altino

4-Pinheiros

5-Hebraica-Rebouças

6-Cidade Jardim

7-Vila Olímpia

8-Berrini

9-Morumbi

10-Granja Julieta

11-Socorro

12-Autódromo

13-Primavera-Interlagos

14-Grajaú

 

Linha 11-Coral

1-Ferraz de Vasconcelos

2-Poá

 

Linha 12-Safira

1-Aracaré

2-Engenheiro Manoel Feio

OUTUBRO/2017 – Fonte: Diário do Transporte 

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