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PROJETO RÁDIO TREM
Recordando os Bons Tempos!

Agenda Trem Cultural

Trem das Mães 2018

Neste dia das mães, faça diferente ! esqueça aquele “tradicional” almoço no restaurante !, a Maria Fumaça quer toda a família reunida em um passeio muito especial. Estamos falando do divertido “Trem das Mães”, um passeio de trem Beneficente cuidadosamente preparado para a família, partindo de Campinas até Jaguariúna, finalizando com um magnifico almoço no requintado restaurante do Hotel Jaguary.

Todos os passeios são Beneficentes, parte da renda obtida é aplicada diretamente na manutenção dos trabalhos da Associação, na manutenção e melhoria do passeio e em especial na busca, coleta e restauração de novas locomotivas, carros de passageiro e outros equipamentos que representam a história das nossas ferrovias. A fila é grande !

Este trem faz parte de um novo serviço oferecido pela ABPF Regional Campinas que opera a Maria Fumaça que são os Trens Especiais, com opção de viajar em carros Inox ou em nossos carros especiais.

13/05/18 (DOMINGO)
DURAÇÃO: DAS 10:00 AS 16:00 HORAS.
LOCAL: ESTAÇÃO DE ANHUMAS – CAMPINAS – SP

VIAGEM DE TREM ATÉ JAGUARIÚNA – COM ALMOÇO

O trem parte da estação Anhumas (Campinas) e vai até a estação de Jaguariúna, chegando lá todos seguirão calmamente para o restaurante do Hotel Jaguary, ao lado da estação, onde serão recepcionados iniciando-se o almoço especial, após o almoço haverá um tempo livre na estação onde todos poderão conhecer o museu ferroviário, passear pelos arredores, descansar, enquanto aguardam a chegada do trem que os trará de volta a Campinas.

Esta incluso neste passeio especial:

– Ingressos (Ida e Volta)
– Almoço –
– Sobremesa –
– Refrigerante ou Água –

(demais bebidas serão cobradas a parte)

SAIBA MAIS ACESSANDO:

www.mariafumacacampinas.com.br/trem-das-maes/ 

 

2ª Mostra Vinho no Trem

A Mostra de Vinho no Trem, oferece aos participantes uma experiência diferenciada tirando-o do cotidiano e transportando-o para um cenário especial onde a mente consegue absorver melhor a proposta sensorial que o vinho proporciona.

Participam do evento, Importadoras, distribuidoras e vinícolas apresentando seleções especiais, além de boa música, gastronomia e tudo que envolve o mundo do vinho.

A 2ª edição do Vinho no Trem acontece no dia 23 de junho de 2018 das 15h às 19h30. A partida é da Estação Anhumas, até a Estação Tanquinho, ambas em Campinas. Durante este percurso de meia hora, os passageiros serão recepcionados com uma taça de boas vindas no vagão. Chegando na Estação Taquinho expositores divididos entre importadoras, vinícolas, distribuidoras e empresas ligadas ao segmento gastronômico estarão aguardando com seleções especiais para degustação e produtos a venda.

Cada visitante receberá uma taça especial de brinde para degustação, além de um voucher de R$ 20,00 que poderá ser revertido em compra. Vale lembrar que este voucher não é cumulativo sendo utilizado 1 voucher por compra. O evento ainda contará com uma mesa de frutas, pães e comidinhas especiais aos participantes, além de água mineral, com e sem gás a vontade.

Vale lembrar que as vendas são limitadas e por se tratar de um evento com foco na degustação de vinho, É EXPRESSAMENTE PROIBIDO A PARTICIPAÇÃO DE MENORES DE 18 ANOS, MESMO ACOMPANHADOS DOS PAIS.

A viagem de ida será feita com a Maria Fumaça e o retorno por ser a noite, acontecerá com a maquina a diesel.

Data: 23/06/2018
Horário: das 15h às 19h30
Local de Partida: Estação Anhumas
Local do Evento: Estação Tanquinho (Acesso ao evento somente por trem)

SAIBA MAIS ACESSANDO:

www.vinhonotrem.com.br/evento/

Vídeos
 Notícias Ferroviárias :

Ferrofrente: 
frente nacional pela volta das ferrovias

Manifesto da FerroFrente

Frente nacional pela volta das ferrovias

I – Em números redondos, 80% do transporte terrestre de cargas no Brasil se dá sobre pneus, apenas 20% sobre trilhos.

II – Nos países industrializados e demais países em desenvolvimento é o contrário que se observa e não é por acaso. Comparado ao transporte rodoviário, o transporte ferroviário emite apenas 1/4 de gases de efeito estufa e custa apenas 1/6 do valor do frete.

III – Se, por hipótese, invertêssemos o rodoviário com o com o ferroviário, teríamos uma economia de 175 bilhões por ano, o que daria para construir 20.000 km de ferrovias a cada novo ano. E veja-se que hoje temos menos de 28.000 km em operação.

IV – Não queremos desconfiar da inteligência de nossos governantes, mas realmente parece que eles estão duvidando da nossa.

V – Claro está que uma tal inversão não pode ser feita por decreto, nem de uma hora pra outra, mas pode sim ser priorizada, pode ser colocada como uma questão de Estado, e não dos sucessivos governos.

VI – Seria uma mudança com o condão de mudar positivamente a situação do Brasil no quesito competição de mercado, o que, por sua vez, faria crescer nossa economia e a riqueza de cada um de nós brasileiros.

VII – Há produto (inclusive da cesta básica) no Brasil cujo preço tem mais frete que qualquer outra coisa. É o caso açúcar, do arroz, do feijão, que pelo menos na maior parte do ano poderiam custar menos que a metade se houvesse ferrovia para transportá-los.

VIII – Atualmente os investimentos previstos para os ferrovias são via PPPs, quer dizer, envolvem dinheiro privado, mas a contribuição pública destes investimentos no transporte ferroviário é feita com o dinheiro do trabalhador, que é quem realmente paga imposto no Brasil.

IX – Aliás, o trabalhador paga o imposto antes de receber a renda, pois já vem descontado na folha de pagamento, o que faz parecer que o governo não confia nele, justo no pobre, no trabalhador, que como sabemos são as pessoas mais honestas do país: as falcatruas se dão no alto escalão.

X – Ao contrário do que em geral se pensa, não são as grandes empresas que pagam grandes quantias de impostos, como às vezes alardeiam. Na verdade, em geral, elas repassam o imposto para o preço dos produtos e serviços: quem paga é o cidadão de menores recursos.

XI – O Brasil, desde antes dos meados do século passado, só tem investido em rodovias. E esse investimento, feito com o dinheiro do imposto do trabalhador, só serve para prejudicar o trabalhador.

XII – É kafkiana a situação! É inadmissível um Estado assim, que usa o dinheiro do mais desvalido contra ele mesmo e em favor dos mais abastados, dos grandes lobbies.

XIII – O pior. São exatamente os financiadores involuntários desse estado de coisas, desse investimento torto, que acabam pagando o preço máximo por isso: a própria vida. São milhares de mortes causadas diretamente pela poluição do trânsito. A própria ONU acabou de reconhecer isso de forma oficial.

XIV – O rico anda de carrão, com ar filtrado e refrigerado, no bem bom. Mas o trabalhador anda pendurado nos ônibus que conhecemos, aspirando dióxido e monóxido de carbono, num trânsito caotizado pelo mesmo motivo: excesso de veículos.

XV – A imobilidade urbana chega a uma situação inadmissível, enervante e predadora. Sendo que a solução está a nosso alcance.

XVI – O trem polui quatro vezes menos, e o frete ferroviário é seis vezes mais barato.

XVII – A poluição traz vários tipos de doenças respiratórias, inclusive o câncer.

XVIII – A poluição gera aquecimento global, o que enfraquece nossa posição mundial.

XIX – A poluição é um crime contra as gerações futuras.

XX – O alto custo do frete aumenta o custo de todas as mercadorias, especialmente as mais básicas, mais necessárias, que chegam a andar mais de três mil quilômetros em caminhões.

XXI – A concentração nos caminhões congestiona as estradas, trazendo acidentes, favorecendo os arrastões, vilipendiando o motorista do automóvel e o profissional da estrada, uma das maiores vítimas do processo.

Neste contexto é que a FerroFrente está sendo lançada, vez que os prejuízos se espalham por todo o país, razão pela qual a frente está preparando um Projeto de Lei de origem Popular para que o preço total dos fretes sejam estampados nas Notas Fiscais de Venda, visando assim sensibilizar toda a opinião pública do país a lutar pelo direito de transformação modal no país.

Contatos:

www.ferrofrente.com.br

www.facebook.com/voltadasferrovias/

Túnel  do  Tempo

CONFIRA O QUE JÁ FOI 

NOTÍCIA NAS FERROVIAS...

Trem da FEPASA 

volta a Santos

O investimento, — segundo o presidente da Fepasa, — “foi mínimo”. Apenas a reforma de 4 carros de passageiros que, afinal, já estavam em operação, na época.

O custo operacional ficava, desde logo, garantido pelo contrato com as agências de viagens Dominus e Redetur, que pagariam 5,1 mil BTNs por viagem de ida e volta, — vendessem ou não todos os 256 lugares oferecidos no trem.

Uma viagem com jornalistas, um “press-release” com boas fotos e algumas autoridades presentes para responderem às perguntas, — mais a influência das agências de viagens junto aos cadernos de turismo dos grandes jornais e programas de TV, — fizeram chegar ao público uma sucessão de reportagens espetaculares, bem a tempo para o feriado de 2 Nov. 1990, já esquentando os motores para o Natal, Ano Novo, e as férias do verão de 1991.

O sistema não era novidade para a Fepasa, — que, um ano antes, havia lançado trens “charter” nas linhas de Poços de Caldas (MG) a Águas da Prata (SP); e de Campinas a Peruíbe, no litoral. De acordo com o presidente da Fepasa, a experiência tinha obtido tanto sucesso que seria repetida em outras linhas, como a de Cordeirópolis a Porto Ferreira.

A Secretaria de Esportes e Turismo produziu, mais tarde, um folheto colorido, impresso pela Imprensa Oficial, para divulgação institucional nos locais adequados, dali por diante.

Sob o título “Roteiro”, o folheto repete, — com menos palavras, — as mesmas informações básicas divulgadas pela Folha de S. Paulo em 30 Out. 1990; e pela revista Ferrovia (AEEFSJ) datada de Nov.-Dez. 1990.

Os horários, porém, já se apresentam corrigidos, indicando que foi redigido por volta de 16 Dez. 1990, — quando o Shopping News noticiava a mudança, — ou, mais provavelmente, depois.

Na outra metade do texto sintético, sob o título “Histórico”, faz um volteio pelo governador Júlio Prestes, — que cravou em 1927 a estaca inicial da descida da serra da Sorocabana, — para admitir, adiante, que só bem mais tarde os trabalhos foram “intensificados”, — por “engenheiros, operários, empreiteiros, médicos, enfermeiros, famacêuticos, carpinteiros etc.”, — com o primeiro trem percorrendo a linha completa em 2 Dez. 1937. Nessa narrativa, o presidente Getúlio Vargas apenas inaugurou oficialmente a linha, em 26 Jul. 1938.

Rompia-se, finalmente, o monopólio da “Inglesa” na serra do Mar, passagem obrigatória de todas as cargas de exportação das demais ferrovias paulistas, — com reflexos sobre vasta extensão do Brasil por elas mantida como tributária, do norte do Paraná até o Mato Grosso, Goiás e sul de Minas.

 

Folha de São Paulo – 01.12.1998

Gazeta de Santo Amaro, jornal de 1962

FOLHA DE SÃO PAULO de 1974 .

Jornal Folha de S. Paulo, 18.08.1961

Frota original de trens do Metrô está prestes a desaparecer

Para alguns um alívio, para outros motivo de saudade. Em comum o fato de que hoje já é quase impossível encontrar o único trem original que ainda resta na Linha 1-Azul do Metrô. Estamos falando da Frota A, que inaugurou os serviços do Metrô de São Paulo em 1974. Desde 2009, a companhia está fazendo uma modernização gradual nos 51 trens dessa frota além de outras 47 composições de outras frotas antigas que eram usadas nas linhas 2 e 3.

Nesta semana, o penúltimo trem original, o A21, foi recolhido e prepara-se para ser levado para uma das empresas que o reformarão. Com isso apenas a composição A35 está em serviço na Linha 1. Ela deve permanecer na linha até fevereiro de 2018 quando será retirada e enviada para modernização.

O blog andou no trem A21 no último sábado e registrou algumas fotos publicadas aqui. Já bastante utilizado, o trem exibia um desgaste claro com paineis soltos e bancos desbotados. Para quem não sabe diferenciá-los de outros trens é fácil: basta reparar no barulho da ventilação e dos vidros abertos para constatar que você está a bordo de um trem da Frota A. Sim, eles não são equipados com ar-condicionado, um “luxo” que só foi adotado no metrô paulistano há pouco tempo. É essa a principal melhoria que os velhos trens recebem, além é claro de novos sistemas de controle, interior remodelado e a retirada das cabines de comando de quatro dos seis vagões, entre outros.

Transporte do futuro

Se hoje estão mais associados ao desconforto, os trens da primeira encomenda do Metrô já foram sinônimo de futuro. Construídos no Brasil pela empresa Mafersa sob licença da fabricante americana Budd, os trens da Frota A ganharam algumas peculiaridades que mais tarde acabaram suprimidas em outros projetos como a cabine de comando ocupando apenas o lado direito do vagão e a divisão dos seis vagões em três conjuntos que poderiam ser separados para atender trechos de baixo movimento – como se o Metrô de São Paulo em algum momento da história fosse ter uma demanda pequena. Já a adoção da alimentação elétrica pelo terceiro trilho, instalado na parte inferior da via, tornou a composição mais limpa que os velhos trens de subúrbio da época, única opção sob trilhos disponível nas grandes cidades. 

Os primeiros anos de serviço apresentaram aos usuários um sistema capaz de atender uma demanda muito alta com intervalos baixos e regulares e com boa parte do percurso subterrânea. O interior dos vagões também representavam um nível maior de conforto para a época e, sobretudo, o funcionamento e a confiabilidade demonstraram que São Paulo passava a contar com um transporte coletivo tão ou mais moderno que o de outras cidades no mundo.

O A21 parte para uma de suas últimas viagens

Com a decisão do governo do estado de modernizá-los, dois consórcios venceram a concorrência para converter os trens da Frota A em duas novas frotas, a J e a I. Em relação ao projeto original pouco resta do “A” nessas duas novas séries. A máscara ainda mantém a inclinação original mas a cabine passou a ocupar toda a frente do trem. Por conta do sistema de ar-condicionado, as janelas perderam a parte móvel, mas as portas foram mantidas do mesmo tamanho. O salão, no entanto, é mais amplo e com melhor circulação de pessoas – além disso, foi adotado um painel eletrônico que mostra as estações das três linhas onde ele pode ser usado. Também passaram a contar com o sistema CBTC, de controle de trens.

Para quem utiliza o metrô paulistano desde as décadas de 70 e 80, ver um trem da Frota A é uma experiência inteiramente relacionada a um período em que a antiga linha Norte-Sul era uma exceção de qualidade no transporte coletivo da capital. A lotação não chegava aos níveis atuais e mesmo o ruído e o calor pareciam mais amenos. Já a “mágica” de cruzar a cidade em cerca de meia hora, essa sim parecia coisa de ficção científica

NOVEMBRO/2017 – Fonte Revista Ferroviária (Metrô CPTM) 

Louvável e ao mesmo tempo
Lamentável!

LOUVÁVEL que os Trens da frota antiga sejam modernizados, para atender a realidade da atual demanda de passageiros transportados diariamente, que não a mesma dos idos das décadas de 1970, 80, recebendo novo layout e novos equipamentos, como o sistema de Ar Condicionado.

LAMENTÁVEL que o A 35,  por ser o último exemplar em faces originais da 1º Frota da Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô, esteja sendo embarcado em carretas para reforma / modernização, não sendo mais mantido em sua originalidade!  

"O (A 35), o último exemplar original de sua época e era, o último de dezenas de composições, que já foram modernizadas, deveria permanecer em seus moldes originais, por ser um marco histórico do Metrô de São Paulo!"

Parabéns aos Metroviários pela excelente manutenção dada a esses Trens, durante as décadas de bons serviços prestados a população!

"UMA PENA QUE NÃO HAJA VISÃO POR PARTE DO METRÔ, DO GOVERNO DO ESTADO, PARA QUE O ÚLTIMO EXEMPLAR ORIGINAL, PARCELA FÍSICA DE UMA HISTÓRIA, SEJA PRESERVADO...

... POIS QUANDO ESSA COMPOSIÇÃO RETORNAR, REPAGINADA E PORTANTO DESCARACTERIZADA... 

... SERÁ PRATICAMENTE UM OUTRO MODELO DE TREM!..." 

Quando deixamos de preservar os marcos físicos de uma história, deixamos de preservar parcelas significativas dessa memória.

Fevereiro / 2018 - Anderson A. C.

(Imagem de Maurício Andrade)

Justiça de São Paulo tornou réus o atual presidente 

 e cinco ex-presidentes do Metrô-SP

Justiça de São Paulo tornou réus o atual presidente do Metrô e cinco ex-presidentes, entre eles o secretário de Transportes Metropolitanos do estado, Clodoaldo Pelissioni, por improbidade administrativa pela compra de 26 trens por R$ 615 milhões que ficaram sem uso porque a linha 5-Lilás não estava pronta. O contrato da compra foi assinado no governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Quem virou réu:

Clodoaldo Pelissioni - atual secretário de Transportes Metropolitanos e ex-presidente do Metrô

Paulo Menezes de Figueiredo - atual presidente do Metrô

Sérgio Avelleda - ex-presidente do Metrô e atual chefe de gabinete da Prefeitura de SP

Jorge Fagali - ex-presidente do Metrô

Peter Walker - ex-presidente do Metrô

Luiz Antonio Pacheco - ex-presidente do Metrô

Jurandir Fernandes - ex-secretário de Transportes Metropolitanos

Laércio Biazzotti - ex-executivo do Metrô

David Turubuk- ex-executivo do Metrô

Além dos nove réus, o Metrô também terá que responder na Justiça.

Na decisão, o juiz Adriano Marcos Laroca afirma que “segundo informações técnicas constantes dos autos, o teste definitivo do trem só poderia ser realizado na própria linha e, mesmo estando os trens parados sem uso em diversos locais, há mais ou menos quatro anos, além de outros desgastes do produto adquirido, e também o serviço de assistência técnica que pode ter sido afetado, exigindo nova contratação”.

Em 2010, o governo de São Paulo determinou paralisação das obras da linha onde os trens seriam usados por causa das denúncias de irregularidades no processo de licitação. Recentemente, os responsáveis pelas obras foram condenados.

Mesmo com as obras paradas, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) comprou os trens em 2011. Na ação, que agora foi aceita, o promotor Marcelo Millani afirmou que "os trens estão abandonados e foram vandalizados". A denúncia foi antecipada pelo Jornal Hoje em 2016.

A investigação apontou ainda que os trens novos têm bitolas (distância entre os trilhos) diferentes da usada na linha, informação que o Metrô nega. Na decisão judicial, o juiz diz que agora essa questão poderá ser esclarecida.

A Linha-5 Lilás liga o extremo sul de São Paulo a região central. A obra foi prometida para 2014 e teve a estação Moema inaugurada em abril, na última semana de Geraldo Alckmin no cargo de governador.

O que dizem os envolvidos

A área jurídica do Metrô e da Secretaria de Transportes Metropolitanos responde pelo presidente e os ex-presidentes.

Em nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos afirmou que não se justificam as inclusões de Cldoaldo Pelissioni e Paulo Menezes na denúncia porque eles exerceram ou exercem o cargo de presidentes anos depois da aquisição dos trens.

"- A denúncia do Ministério Público não foi recebida em definitivo, estando pendente de decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo;

- Não se justificam as inclusões de Clodoaldo Pelissioni e Paulo Menezes pelo simples fatos de terem exercido o cargo de presidente do Metrô mais de 4 (quatro) anos após a assinatura do contrato de aquisição dos trens. Além disso, contrato de compra dos trens da Linha 5 – Lilás não foi assinado por Paulo Menezes Figueiredo ou Clodoaldo Pelissioni, não havendo qualquer participação deles em relação a estes atos administrativos;

- Não houve qualquer conduta irregular, uma vez que os gestores preservaram o erário e o interesse público, tanto que os trens já entraram em operação comercial após os devidos testes.

- Os trens da Linha 5 não possuem bitola diferente e servem exclusivamente para esta linha. As composições possuem bitola menor (distância entre os dois trilhos) em sua extensão total. Todos os trens os foram testados e estão funcionamento;

- O Metrô entregou seis estações da Linha 5 até 2011 e outras seis foram entregues desde 2015 até o momento;

- A garantia técnica de cada trem foi contada a partir de sua entrada em operação comercial, ou seja, está em plena vigência. Além disso, não houve gasto extra para a manutenção dos equipamentos;

- Finalmente, a (STM) e o Metrô irão provar na Justiça que esta ação é descabida e totalmente fora de propósito. "

O Metrô declarou que não houve conduta irregular de Peter Walker, Luiz Pacheco, Laercio Biazzotti e David Turbuk.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que Sérgio Avelleda, atual chefe de gabinete, é inocente.

"Sérgio Avelleda é inocente, não é acusado de fraude e não assinou o contrato de compra dos trens, objeto da ação do Ministério Público. Mesmo não tendo participado da referida contratação, Avelleda comprovará em juízo que não houve qualquer ato na gestão do referido contrato que justifique a ação contra ele.

O contrato de compra de trens para a Linha 5 seguia a previsão do cronograma inicial da obra, que foi paralisada pela ação do MP. Não houve falha de planejamento. O MP não observou que o fabricante dos trens estendeu a garantia justamente para preservar os recursos investidos e garantir as condições das composições, sem danos aos cofres públicos. A linha-5 do Metrô beneficia 220 mil passageiros por dia e suas estações estão sendo entregues à população", diz o texto.

Segundo a defesa de Jurandir Fernandes, o Ministério Público "está equivocado ao colocar o ex-secretário como corresponsável pela assinatura do contrato. Jurandir só cumpriu uma obrigação do cargo, à época com o aval de todas as secretarias e órgãos técnicos e jurídicos competentes. Não havia justificativa para não assinar".

A assessoria do ex-governador Geraldo Alckmin informou que "não há irregularidades na compra dos trens, que possuem garantia, já foram testados, entregues e operam". "Não há prejuízo aos cofres públicos nem ao interesse da população de São Paulo. Até o fim deste ano, toda a Linha 5 entra em operação", diz a nota.

A fabricante Caf disse que não comenta contratos em andamento em razão de cláusulas de confidencialidade.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de José Jorge Fagali.

ABRIL/2018 – FONTE: G1

Governo gasta quase R$ 2 bilhões por ano 

com salários da extinta RFFSA

Rede Ferroviária Federal foi desestatizada nos anos 1990 e considerada oficialmente extinta em 2007. Gastos com aposentados, pensionistas e funcionários da ativa ainda pesam na folha

A Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA) foi desestatizada nos anos 90, mas só foi considerada oficialmente extinta em 2007. O problema é que, passados 11 anos, a ex-estatal continua onerando as contas do governo federal. O processo de inventariança ainda não acabou e, por ano, a União desembolsa quase R$ 2 bilhões para pagar aposentados, pensionistas e centenas de funcionários que ainda estão na ativa, trabalhando para a Valec, empresa pública que constrói e explora a infraestrutura ferroviária no Brasil.

Atualmente, ainda há 378 servidores remanescentes da RFFSA que estão atuando na Valec. Eles ocupam cargos de nível superior – como advogado, consultor, engenheiro – e de nível técnico – como técnico de contabilidade e manutenção e supervisor administrativo. O salário médio mensal é de R$ 3,5 mil. Os dados são da própria Valec. Isso mostra que, por ano, o governo desembolsa cerca de R$ 17,3 milhões com esses servidores, considerando o custo do 13º salário e férias.

O custo mais elevado da estatal assumido pela União é para manter os cerca de 58 mil beneficiários da Rede. De acordo com dados do Ministério do Planejamento, são cerca de 24 mil aposentados e 33 mil pensionistas. A folha mensal de pagamento desses benefícios soma cerca de R$ 151 milhões. Por ano, esse gasto chega a R$ 1,963 bilhão, considerando o pagamento do 13º salário.

Inventariança em andamento

A RFFSA foi criada em 1957, reunindo ferrovias regionais sob o comando da União. A estatal chegou a ter quase 100 mil funcionárias, mas nos anos 1990 passou por um processo de desestatização. A extinção mesmo só foi formalizada por decreto em 2007. E foi em janeiro deste ano que começou o processo de inventariança da Rede.

A inventariança chegou a ser incluída na primeira leva de projetos que integravam o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), bandeira do governo petista. Na época, para garantir os recursos necessários para o custeio da inventariança, foi autorizado um aporte de créditos extraordinários no valor de R$ 452 milhões – R$ 300 milhões seriam exclusivamente destinados à criação de um Fundo Contingente, para garantir a quitação de eventuais passivos da Rede.

Nesses 11 anos, a inventariança caminhou a passos lentos. O último relatório disponível no site da Inventariança da Extinta RFFSA, relativo ao período de julho a setembro de 2017, mostra que o status dessa ação estava em 97,71%. A reportagem tentou contato com a Inventariança, mas não obteve sucesso.

De acordo com o documento, de setembro de 2017, ainda faltam algumas ações para a conclusão do trabalho. Ainda estão em andamento a comissão de avaliação do acervo documental; a documentação de bens imóveis não operacionais; análises de haveres a receber e créditos, incluindo o FGTS não optante; análise de obrigações a pagar como débitos com o INSS, FNDE e FGTS, obrigações superiores a R$ 250 mil, pensões por acidentes ferroviárias e obrigações com ICMS. Ainda é preciso fazer o encontro de contas, a baixa de inscrições federais, estaduais e municipais e o encerramento de contas bancárias.

O relatório ainda aponta uma atividade que deverá ser realizada após a inventariança: o recebimento da dívida do estado de São Paulo para com a União. Entre as atividades já concluídas da inventariança estão a transferência de bens móveis históricos para o Iphan e Dnit, a transferência de pessoal para o Departamento de Órgãos extintos e a transferência de processos judiciais para a Advocacia-Geral da União (AGU).

De acordo com o documento, entre os haveres a receber, foram identificadas 1.496 contas, no valor de R$ 3,4 milhões, do total de 2.517 contas, com montante de R$ 5,2 milhões, apenas de saldos de depósitos de FGTS. Esse dinheiro seria de contas vinculadas, individualizadas por ex-empregados na condição de “FGTS não optante”, portanto, passível de resgate. Também há um montante de R$ 251,5 milhões de contas a receber da administração geral e unidades regionais.

Também ainda há o que pagar. São 522 requerimentos ou processos administrativos que cobram obrigações do FGTS, por causa de diferenciações dos expurgos dos planos econômicos. Segundo o relatório, foi apurada dívida de R$ 10 milhões, frente a R$ 36 milhões cobrados. Outra apuração é de obrigações superiores a R$ 250 mil – nesse caso, entram tanto contas a pagar quanto a receber de 22 empresas. Para ter uma noção, de quatro trabalhos já concluídos pela inventariança, o débito da União soma R$ 34,2 milhões contra R$ 27,6 mil de crédito.

Outra atividade que ainda precisa ser concluída é a inventariança da Unidade Regional de São Paulo (URSAP). “É oportuno registrar o corte orçamentário para o exercício de 2017, inviabilizando a contratação dos serviços de tratamento e organização do acervo documental da URSAP e impactando na dotação orçamentária de custeio da Inventariança”, diz o relatório.

Os trabalhos deveriam ser encerrados até 2017, mas a inventariança solicitou prorrogação do prazo até 31 de dezembro de 2018. Uma portaria do Ministério dos Transportes, publicada em dezembro do ano passado, no entanto, prorrogou a inventariança até 30 de junho deste ano.

ABRIL/2018 - Fonte: Gazeta do Povo

Após dois mandatos, Alckmin entrega obras de mobilidade em SP 

com atraso e emissão de poluentes aumenta

Pré-candidato pelo PSDB, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin é, por enquanto, o único dos presidenciáveis que entra na disputa vindo do Executivo. Após quase oito anos no comando do estado mais rico do país, o tucano passou o bastão para seu vice, Márcio França (PSB), na semana passada. A equipe de checagem do GLOBO voltou às propostas de governo apresentadas por Alckmin ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2010 e 2014 e listou as promessas presentes nos dois planos.

A primeira checagem da série mostra que a expansão da malha metroviária e ferroviária paulista até aconteceu, mas num ritmo bem abaixo do prometido. Os investimentos em transporte sobre trilhos eram uma das principais apostas do governador para reduzir as emissões de poluentes no estado. Contudo, com os atrasos, a emissão de gás carbônico (CO2) cresceu.

 "Ampliar a rede de Metrô, trens metropolitanos e corredores de ônibus, dando sequência ao plano Expansão São Paulo" (2010)

 "Construir novos terminais e novas estações bem como modernizar as existentes, promovendo condições para a dinamização econômica e social no entorno urbano das estações e terminais" (2014)

 Fora do prazo

 A malha metroviária de São Paulo foi ampliada nas gestões de Alckmin em 18% e tem, hoje, 80,4 km. Entre 2011 e 2017, a expansão foi de 12,1 km. Nesse período, foram inauguradas 11 estações. Os dados constam em um relatório da Companhia do Metropolitano de São Paulo divulgado em fevereiro. A previsão é de que, até o fim do ano, a expansão da rede chegue a 22 km e sejam inauguradas mais 7 estações.

As obras, no entanto, registraram atrasos em diversas linhas. A estação Oscar Freire, da Linha 4 – Amarela, por exemplo, foi inaugurada somente no último domingo, quatro anos após o prazo inicial. O novo trecho da linha 15 – Prata do Monotrilho, que compreende as estações São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União também sofreu um atraso significativo. Parte das obras deveria ter sido entregue em 2012 e a outra em 2014.

Os contratos envolvendo a modernização do metrô de São Paulo também são alvo de investigações há mais de quatro anos, por suspeita de existência de cartel entre empresas multinacionais com conivência de agentes públicos. Em fevereiro, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou 12 empresas envolvidas em fraudes em licitações para a construção e instalação da Linha 5 Lilás. Três estações desta mesma linha foram inauguradas em setembro de 2017, com atraso de três anos. Segundo o Ministério Público de São Paulo, além da Linha 5, as obras da Linha 2 também são investigadas por suspeita de pagamento de vantagens indevidas a funcionários públicos.

Procurada, a Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo afirma que o Governo de São Paulo promoveu entre 2011 e abril de 2018 a "maior ampliação da história do metrô". "É preciso ressaltar que muitas vezes obras só não são entregues antes por problemas alheios ao Estado, como empresas que quebraram, licitações que tiveram de ser refeitas ou atrasaram por causa de contestações. O Brasil viveu nos últimos anos a mais profunda recessão da história – o que afetou também as empresas privadas", diz o texto.

A secretaria afirmou ainda que nos casos da estação Oscar Freire e da Linha-17-Ouro o consórcio que venceu a licitação não conseguiu realizar a obra. Já as obras da Linha 15-Prata exigiram desvio e correção do córrego da Mooca após execução do projeto executivo.

 "Lutar, junto ao governo federal, pela construção do terceiro terminal no Aeroporto de Guarulhos e viabilizar o Expresso Aeroporto, levando o trem metropolitano para Guarulhos" (2010).

 "Concluir a implantação das conexões dos Aeroportos de Guarulhos e o de Congonhas com o sistema metro-ferroviário da Região Metropolitana de São Paulo" (2014).

 Fora do prazo

 O terceiro terminal do Aeroporto de Guarulhos entrou em operação em maio de 2014, um ano e nove meses após o início das obras sob responsabilidade da concessionária GRU Airport. O investimento foi de R$ 2,9 bilhões. Já a Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que liga São Paulo ao aeroporto, só entrou em operação no dia 31 de março deste ano.

Iniciada em 2013, a obra recebeu investimento de R$ 2,3 bilhões e foi entregue 14 anos após ser prometida pela primeira vez. Por enquanto, a linha opera apenas aos sábados e domingos, das 10h às 15h. A previsão é de que a partir de junho funcione regularmente, todos os dias da semana, de 4h à meia-noite.

Procurada, a Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo argumenta que a linha consiste em um projeto novo e totalmente diferente do Expresso Aeroporto, que seria realizado por meio de uma parceria público-privada e deixou de ser atrativo para investidores quando o governo federal anunciou o Trem de Alta Velocidade que atenderia Cumbica. Segundo a secretaria, a começou a ser elaborada em 2012, quando a CPTM contratou os projetos básico e executivo, o que permitiu a licitação e o início das obras no final de 2013.

As obras da estação Congonhas da Linha 17-Ouro do metrô, em monotrilho, com conexão direta com o saguão do Aeroporto de Congonhas, estão em andamento. A expectativa é de que o trecho seja concluído no segundo semestre de 2019. Inicialmente, o primeiro trecho da linha, que inclui a estação, estava previsto para 2014.

 "Diminuir a emissão de CO2 na atmosfera estimulando principalmente o transporte de carga e de passageiros sobre trilhos" (2010).

 "Definir as ações para a redução das emissões de CO2 conforme marco legal" (2014).

 Só na promessa

 No plano de governo de 2010, Geraldo Alckmin prometia diminuir a emissão de CO2. Entre 2011 e 2016, porém, o número aumentou em três das quatro categorias de contagem de emissão do gás feita pelo Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima. Antes de assumir o governo do estado, a emissão por energia, que engloba tudo que é emitido por produção e queima de combustíveis fósseis e geração de energia elétrica (excluindo-se as emissões de metano de reservatórios de hidrelétricas), era de 66 milhões de toneladas em 2009. Em 2016, o número atingiu 82 milhões de toneladas.

Em relação a emissão por meio da Mudança de Uso da Terra e da Floresta — que inclui desmatamento, crescimento de vegetação e calagem de solos agrícolas —, a emissão se manteve estável entre 2009 e 2015, com uma média de emissão de 2 milhões de toneladas, sendo que em 2016, o número saltou para 7 milhões de toneladas.

A emissão por meio dos Processos Industriais foi a única que se manteve estável durante os anos de governo de Alckmin, com emissão, em média, de 7 milhões de toneladas de CO2. Já a emissão por meio de resíduos estava em 56 mil toneladas em 2009 e aumentou progressivamente até 2016, quando ficou em 71 mil toneladas. A contagem dos resíduos engloba tudo o que é depositado em lixões, o metano e o N2O emitidos pelo tratamento de esgotos e o que vai para aterros controlados.

A segunda parte da promessa diz respeito ao incentivo ao transporte de carga e de passageiros sobre trilhos. Somente neste ano, menos de dois meses antes de sair do cargo de governador, Alckmin autorizou a Secretaria de Logística e Transportes, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a contratar um estudo que desenvolverá um novo sistema de transportes para São Paulo. A proposta é de 2013 e promete construir trens regionais em São Paulo para compartilhar a malha ferroviária entre o transporte de cargas e de passageiros.

 Procurada, a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo ainda não respondeu ao pedido do blog para comentar a checagem.

ABRIL/2018 – Fonte: Jornal O Globo 

Trem Turístico de volta à Estação de São Roque


Com o objetivo de fazer as devidas manutenções e prepará-las para uso turístico, as marias fumaças da Prefeitura começaram a ser trazidas para a Estação Ferroviária de São Roque, hoje, 09/04. As locomotivas encontravam-se alocadas na estação de Mairinque, desde 2012, e vinham sofrendo desgastes.
Neste primeiro momento os equipamentos receberão reparos e, posteriormente, serão disponibilizados para visitação e exploração turística.


No último dia 02, Cláudio Góes voltou a se reunir com representantes da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – e da Empresa Rumo  - detentora dos direitos de utilização da malha viária -  para dar seguimento às tratativas referentes às reformas da linha férrea, no trecho entre Mairinque e São Roque. “Voltei otimista, vendo que as negociações entre a CPTM e Rumo estão avançando. Vamos continuar acompanhando e cobrando essas empresas, para podermos colocar o Projeto do Trem Turístico, efetivamente, em ação”, finaliza o prefeito.

ABRIL/2018 – Fonte; Prefeitura de São Roque  

Trabalhadores da linha 4 devem ser filiados ao 

Sindicato dos Metroviários, decide TST

A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que os trabalhadores da Via Quatro, concessionária que administra a linha 4-Amarela (Luz-Butantã) do Metrô paulista, e do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) da Baixada Santista, operado pelo Consórcio BR Mobilidade, devem ser filiados ao Sindicato dos Metroviários de São Paulo e não ao Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral do Estado de São Paulo. A decisão passa a valer com a publicação do acórdão no Diário da Justiça, mas o sindicato das concessionárias ainda pode recorrer da decisão.

Os metroviários ingressaram com a ação em 2013, por entender que trabalhadores de um mesmo ramo não podem se filiar a entidades sindicais diferentes. O sindicato das concessionárias mantém a organização dos trabalhadores da Via Quatro desde 2011 e do VLT desde 2016. Se mantido entendimento da sexta turma, a decisão valerá também para as concessões das linhas 5-Lilás (Capão Redondo-Moema) e 17-Ouro (Congonhas-Morumbi), além da linha 6-Laranja (Brasilândia-São Joaquim).

Para Raimundo Cordeiro, coordenador do Sindicato dos Metroviários, a vitória na Justiça vai permitir garantir os direitos dos trabalhadores da Via Quatro e do VLT. “Essas concessões são verdadeiras ditaduras para os trabalhadores. Ameaças e demissões contra qualquer um que tenta se organizar. Nosso contato tem de ser escondido, porque os profissionais têm medo”, afirmou.

Cordeiro disse que há tempos os funcionários da Via Quatro reivindicam ser filiados ao Sindicato dos Metroviários. “Sabem que somos um sindicato forte e de luta. E agora vamos lutar para garantir melhores condições para todos os companheiros da Via Quatro e do VLT”, completou. A Via Quatro tem cerca de 900 trabalhadores.

O presidente do Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral do Estado de São Paulo, Rosevaldo Oliveira, defendeu o direito da entidade de manter os trabalhadores de concessionárias. “Acatamos a decisão judicial, mas vamos recorrer. Esse ano até já temos o acordo coletivo. A princípio, trabalhador de concessão é nosso e, até que se prove o contrário, não vamos abrir mão da organização deles”, afirmou. 

ABRIL/2018 – Fonte: Rede Brasil Atual 

Linha Amarela de SP consolida modelo de estação 

espalhafatosa na superfície

Inaugurada em 2010, a Linha 4-Amarela do metrô notabilizou-se pela modernidade de seus trens, plataformas e estações. Por passar sob o Rio Pinheiros e vias densamente ocupadas, a Linha 4 tem estruturas mais profundas, o que explica a grande quantidade de andares e escadas. Aberta ao público na última quarta (4), a parada Oscar Freire dispõe de 39 acessos com degraus. Mas é do lado de fora que as estações da Amarela mais têm chamado atenção. Em vez das discretas aberturas para o subterrâneo, o governo do estado tem erguido edificações gigantes na superfície.

A sabedoria popular já apelidou a Estação Higienópolis-Mackenzie de “impressora” e a Butantã, em operação desde 2011, de “máquina de lavar”, graças a seu aço inox e aos vidros temperados na fachada metálica. As estações Fradique Coutinho e Paulista (na Rua da Consolação) tampouco contribuem para embelezar a paisagem urbana.

“Desnecessárias, essas construções não dialogam com a cidade e destoam da linguagem que o Metrô sempre passou, de que suas estruturas fazem parte da paisagem, não o contrário”, critica o arquiteto Flávio Marcondes, um dos projetistas da primeira linha da capital, a norte-sul, nos anos 70. “Se querem fazer prédios, por que não ocupá-los com postos de saúde ou do Detran?”, questiona o professor Lúcio Gomes Machado, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

O governo do estado argumenta com o discurso da modernidade. “Não podemos erguer estações como as que fazíamos para nossos avós”, rebate Alfredo Nery Filho, chefe do departamento de arquitetura do Metrô. “Os prédios no entorno do Butantã e nos demais pontos ficarão compatíveis no futuro”, diz.

A defesa do pós-moderno feita pela empresa estadual destoa do que tem acontecido pelo mundo. As estações são pequenas nas áreas externas, com geometrismos em vidro, de Seul a Glasgow. Hong Kong, Madri e Singapura têm apresentado suas estações na superfície com jardins verticais, praças e trabalho de arquitetos renomados.

Independentemente da cara de eletrodoméstico antigo, o motivo para essas estruturas elevadas em São Paulo é financeiro. Cada estação necessita de cerca de 1 000 metros quadrados para áreas técnicas e operacionais. Em outros tempos, optava-se por “enterrar” esses espaços junto com as plataformas de embarque. “Mas sai muito mais barato construir para cima do que sob a terra”, calcula o arquiteto Ilvio Artioli, gerente de projetos da companhia.

Com terrenos maiores, as novas estações da Linha 5-Lilás, que ligará o Capão Redondo à Chácara Klabin, na Zona Sul, terão arquitetura diferente. Em vez de ficarem em prédios em cima das estações, as áreas operacionais serão instaladas em áreas anexas.

Anunciada em 1995, a Linha 4-Amarela só teve suas obras iniciadas em 2004. A parceria público-privada foi assinada em 2007. Em 2015, apesar do recebimento de dois aditivos, que totalizaram 40 milhões de reais, o consórcio Isolux-Corsán-Corviam, da Espanha, foi descredenciado pelo governo do estado e deixou pela metade quatro estações. Com idas e vindas, acréscimos e desapropriações, a conta da Amarela chegou a 6,5 bilhões de reais.

Em termos de impacto negativo na paisagem paulistana, porém, ela ainda não supera a paralisada construção da Linha 6-Laranja, que ligaria a Brasilândia ao centro, que passa por várias universidades. Imóveis já demolidos e cercados por tapumes, em bairros como Higienópolis, Pacaembu e Perdizes, esperam languidamente uma nova licitação e, talvez, estações bem projetadas.

ABRIL/2018 –FONTE: Revista Veja                

Do aeroporto de Guarulhos à Praça da Sé, 

passageiro levará cerca de 1 hora e 40 minutos

Alckmin inaugurou neste sábado, 31, trem que liga zona leste à Cumbica;

 percurso necessita de ônibus, trem e metrô

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), inaugurou neste sábado, 31, a linha de trem que liga a zona leste da capital ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo, obra que havia sido prometida para a Copa do Mundo de 2014. O Estado testou o novo sistema de transporte, saindo do Terminal 3 do aeroporto e chegando até a Sé, marco zero de São Paulo. O percurso, que conta com ônibus, trem e metrô, durou 1 hora e 40 minutos.

A custo de R$ 2,3 bilhões, a nova Linha 13-Jade, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), tem três estações distribuídas por 12,2 quilômetros. A primeira delas, a Engenheiro Goulart, na zona leste, foi inaugurada em agosto de 2017 e faz integração com a Linha 12-Safira, também da CPTM. Já as Estações Cecap-Guarulhos e Aeroporto-Guarulhos foram abertas neste sábado – o trajeto ainda opera de forma restrita.

A estação final fica atrás do estacionamento do Terminal 1 – percurso que pode ser feito a pé. Como parte do acordo, porém, a GRU Airport, concessionária responsável por administrar Cumbica, ofereceu seis ônibus circulares, com capacidade para até 50 pessoas, que transportam gratuitamente os passageiros para todos os terminais. Os coletivos passam de 15 em 15 minutos.

No evento, o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni afirmou haver projeto funcional da CPTM para estender a linha até o bairro de Bonsucesso, em Guarulhos. “O mais caro está feito: a transposição sobre o Rio Tietê, sobre a Dutra e sobre a Ayrton Senna”, disse Alckmin. “A tendência é que caminhe para atender outras regiões de Guarulhos.”

O governo também anunciou que o “Expresso da Luz”, que ligará o centro de São Paulo a Cumbica, vai custar R$ 8. O serviço fará o percurso em 32 minutos, partindo da Estação da Luz, que está em reforma, segundo a gestão. A previsão é que o expresso comece a funcionar em julho, com quatro horários programados em cada sentido (ida e volta).

Bastão. O evento de inauguração da Linha 13-Jade aconteceu em clima de campanha e acabou se transformando em uma “entrega de bastão” de Alckmin para o vice-governador Márcio França (PSB). O tucano chegou à Engenheiro Goulart por volta das 8h45, e logo foi cercado por cabos eleitorais. Um deles segurava um megafone. “Brasil para frente, Alckmin presidente”, repetia. O governador levou cerca de 35 minutos até conseguir entrar no trem, onde iniciou o trajeto em pé, de tanta gente que o seguia.

A viagem até a Estação Cecap durou 10 minutos. Lá, a comitiva desceu para descerrar uma placa. Já o percurso até o fim da linha foi de 3 minutos. No caminho, o trem fez “buzinaço” – uma das vezes, próximo ao Hospital Geral de Guarulhos – e o alto falante servia como uma espécie de “guia turístico”. “Passamos pela Ponte Estaiada”, disse o operador aos passageiros. “À direita, está o Aeroporto.”

No vagão, um cabo eleitoral alternava dois bordões: “Próxima estação, Planalto” e  “Direto para Brasília”. A equipe do governador precisou pedir silêncio para que Alckmin pudesse gravar um vídeo de divulgação durante o trajeto. Conseguiu na segunda tentativa.

Às 9h40, todos desembarcaram e foram ao púlpito montado na estação. “São Paulo avança, governador é Márcio França”, gritava boa parte do público. Entre os que discursaram, havia deputados, o prefeito de Guarulhos, Guti (PSB), um cônsul, além de Pelissioni, França e o próprio Alckmin.

O governador prometeu entregar até sexta-feira, 6, seu último dia no Palácio dos Bandeirantes, outras seis estações do Metrô: Oscar Freire (Linha 4-Amarela), Moema (Linha 5 (Linha 5-Lilás), e São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União (Linha 15-Prata).

Questionado sobre o atraso da Linha 13, que teria sido prometida há 14 anos, o governador disse se tratar de “fake news”. “A obra foi licitada em 2013. Em 2017, entregamos a primeira estação e, em 2018, está entregue”, afirmou.

Só às 11h30 entrou no ônibus que o levaria do Terminal 1, de Cumbica, ao Terminal 3, onde gravou outro vídeo. Sem paradas, o trajeto durou 8 minutos. Depois, Alckmin pegou um helicóptero para o interior, onde tinha duas agendas para inaugurar uma obra rodoviária e um hospital.

Percurso. Neste mês, Linha 13 funciona apenas aos sábados e domingos, das 10 às 15 horas – sem cobrança de tarifa. O Estado usou o modal para ir do aeroporto ao centro de São Paulo. A reportagem saiu  às 13h05, do saguão do Terminal 3 de Cumbica,  e chegou às 14h47 à Estação Sé, do Metrô.

Partindo do Terminal 3, o ônibus circular demorou 13 minutos até a Estação Aeroporto, da CPTM, tendo feito ainda uma parada no Terminal 1. A maioria dos passageiros não tinha lugar para sentar. “Nunca transportei tanta gente”, comentou o motorista. “Está meio confuso porque ainda é período de teste.”

Ao chegar à estação, é preciso subir uma escada rolante, atravessar uma passarela que dá nas catracas. “Eu acho mais prático do que ir de ônibus”, disse a estudante Sara Martin Xavier, de 18 anos, que estava com uma mala de rodinhas. Ela chegou de um voo de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e tinha de se deslocar até o Butantã, na zona oeste.   

“Só achei que faltou melhorar a interligação entre o trem e o aeroporto”, comentou a servidora pública Nanci Ferreira, de 32 anos, que chegou de Brasília. Na plataforma, a reportagem esperou por 28 minutos o trem chegar. Já o trajeto até a zona leste durou 13 e terminou na Estação Engenheiro Goulart, que é interligada com a Linha 12-Safira.

Para seguir viagem deste ponto, é preciso comprar o bilhete (R$ 4) e fazer a baldeação. Foram mais 17 minutos até a Estação Brás, onde é possível pegar um Metrô para Sé e encerrar o percurso.

Diário de Bordo

13h05 - Reportagem está no Terminal 3 de Cumbica

13h13 - Ônibus chega ao Terminal 3; reportagem embarca

13h22 - Ônibus para no Terminal 1 para embarque e desembarque de passageiros

13h26 - Ônibus chega à Estação Aeroporto, da CPTM; reportagem desce

13h54 - Trem chega à Estação Aeroporto; reportagem embarca

13h57 - Trem para na Estação Cecap

14h07 - Trem chega na Estação Engenheiro Goulart; reportagem desembarca

14h13 - Reportagem compra bilhete para Linha 12-Safira

14h18 - Reportagem embarca no trem da Linha 12-Safira

14h28 - Trem para na Estação Tatuapé

14h35 - Trem para na Estação Brás; reportagem desembarca e faz baldeação para Linha 3-Vermelha, do Metrô

14h42 - Reportagem embarca no Metrô

14h45 - Metrô para na Estação Pedro II

14h47 - Metrô chega à Estação Sé

MARÇO/2018 - FONTE: JORNAL O ESTADO DE S. PAULO - ESTADÃO 

Trem para o aeroporto de Guarulhos 

começa a operar neste sábado (31)

Linha 13-Jade vai funcionar em operação assistida e horário reduzido por dois meses; previsão é que o trecho atenda 120 000 usuários por dia

Prometido inicialmente para 2005, o trem expresso da CPTM para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos vai circular pela primeira vez neste sábado (31). A Linha 13-Jade ligará a estação Engenheiro Goulart à estação Aeroporto-Guarulhos. 

O sistema vai funcionar em operação assistida por um mês entre essas três estações, das 10h às 15h aos fins de semana. Em maio, a operação segue no mesmo horário, mas ampliada para todos os dias na semana. A tarifa nessas etapas não será cobrada no período de testes.

A previsão é que a nova linha atenda 120 000 usuários por dia. A partir de junho, o horário de funcionamento será estendido das 4 da manhã à meia-noite. Também começa a funcionar nessa época uma ligação entre a estação Brás até a estação Aeroporto nos horários de pico, sob o valor convencional da tarifa do metropolitano.

Já a conexão sem paradas entre a Estação da Luz e a estação Aeroporto, chamada serviço Airport-Express, deve ser inaugurada no mês seguinte. O preço desse serviço ainda não foi definido.

De acordo com a CPTM, a estação Aeroporto é uma das maiores e mais modernas do sistema, com 20 400 metros quadrados e catorze escadas rolantes. As estruturas envidraçadas permitirão que os usuários enxerguem a decolagem dos aviões.

MARÇO/2018 – FONTE: REVISTA VEJA

Obras do trecho 2 do VLT em Santos 

devem iniciar no segundo semestre

O governador Geraldo Alckmin autorizou a publicação do edital de licitação do trecho Conselheiro Nébias – Valongo (Trecho 2) do Veículo Leve Sob Trilhos (VLT), em visita a Santos, na manhã de hoje (27). O edital será publicado hoje, no Diário Oficial do Estado. 

As obras do trecho 2 terão um investimento de R$ 270 milhões e devem ter início no segundo semestre deste ano. Com 8 km de extensão, serão 14 estações distribuídas ao longo do centro histórico de Santos, Mercado Municipal e estabelecimentos de ensino superior de Santos. A entrega deve ser ­realizada em 30 meses.

A expectativa é que a implantação do modal seja um dos fatores para trazer desenvolvimento a bairros do Centro Histórico, auxiliando no processo de reurbanização. Haverá pavimentação, calçadas acessíveis e intervenções de drenagem nas vias por onde o percurso passa.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa ressaltou a importância que o segundo trecho do VLT terá para a economia da região. “Será uma oportunidade para melhorar milhares de vidas e resgatar a história do Centro, onde a nossa Cidade começou. É fundamental garantirmos que os deslocamentos da população sejam feitos com qualidade”, acrescentou o chefe do Executivo, lembrando que a construção deve gerar mil empregos quando os trabalhos estiverem no ápice. Hoje, segundo o prefeito, quase 30 mil pessoas utilizam todos os dias o sistema.

Para revitalizar o Centro da Cidade, Paulo Alexandre prometeu, ainda, mudanças na legislação municipal. “Estamos mudando a lei de uso e ocupação do solo da cidade, que já se encontra para consulta pública e será encaminhada para Câmara nos próximos dias para induzir a construção civil de fazer empreendimentos neste trecho do VLT. Para que a gente possa, além de revitalizar, repovoar o Centro de Santos”.

 Barreiros – Samaritá

 O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, revelou que em cerca de um mês será lançada a licitação para elaborar o projeto executivo da terceira fase do VLT, que chegará à Área Continental de São Vicente.

Segundo Alckmin, a Ponte dos Barreiros não será demolida. “Os estudos feitos indicam que a Ponte dos Barreiros poderá ser recuperada, já para a terceira etapa do VLT, que irá para a Área Continental de São Vicente”, ressalta.

A ampliação do transporte beneficiará mais de 130 mil moradores do continente, que não terão mais de fazer baldeação. O trajeto deverá ter aproximadamente 7,5 quilômetros, quatro estações de embarque e desembarque, três subestações de energia e um pátio de manobras.

O prefeito de São Vicente, Pedro Gouvêa, comemora a notícia. "Não será necessário construir uma nova ponte, que seria uma obra muito mais complexa. Ou seja, após a reforma, nós poderemos levar o VLT até a Estação Samaritá. Isso será muito positivo para São Vicente e toda Região".

 Fim do trecho 1

 O primeiro trecho (Barreiros-Porto) está em funcionamento desde 31 de janeiro de 2017, com 15 estações e 11,5 quilômetros de extensão. Atualmente, 280 funcionários trabalham na operação e manutenção.

Na solenidade também foram entregues os dois últimos – dos 22 - VLTs contratados, três equipamentos de manutenção, além da conclusão da instalação de portas-plataforma nas cinco últimas das 15 estações do trecho Barreiros-Porto. O governador declarou que as últimas portas-plataforma e o 22º VLT marcam a entrega total da fase 1 do modal.

O 21º e 22º VLTs entregues possuem, assim como os demais, capacidade para 400 usuários e circulam a uma velocidade média de 25km/h. Os trens possuem ar-condicionado e piso baixo, facilitando a movimentação de usuários com dificuldades de locomoção.

 MARÇO/2018 – FONTE: Diário do Litoral 

Patrimônio histórico tomba 4 estações ferroviárias no interior

Paradas simbolizam o auge do ciclo econômico do café no Estado; 

Câmaras, cadeias e fóruns também estão na lista.

SOROCABA - Quatro estações ferroviárias que simbolizam o auge do ciclo econômico do café no Estado de São Paulo, no século 19, foram tombadas simultaneamente pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat). Conforme o órgão divulgou nesta terça-feira, 20, os tombamentos vão garantir a preservação de remanescentes da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, que desempenhou papel relevante nos processos sociais, históricos e econômicos da cultura paulista.

Um dos prédios tombados, o Palácio da Mogiana, construído entre 1891 e 1910 em Campinas, esteve ameaçado de demolição para o alargamento de uma avenida em 1953. O edifício perdeu uma das alas, mas passou por restauração em 2014 e voltou a ser utilizado. Campinas foi um dos principais polos da cafeicultura paulista, e o palácio foi sede da Companhia Mogiana de 1910 a 1926. O prédio continuou em uso pela ferrovia até 1972. Atualmente, abriga repartições municipais.

Em São Simão, no norte paulista, foi tombada a Estação Ferroviária de Bento Quirino, onde o café era embarcado para seguir de trem até o Porto de Santos, substituindo o transporte em carros de boi ou muares. O prédio, construído em 1902, abriga o Museu Municipal Ferroviário.

Mais antiga, a Estação Ferroviária de Águas da Prata, inaugurada em 1886, permitiu a exploração turística das fontes de águas minerais descobertas na região. A fama terapêutica das águas, comparadas às de Vichy, na França, atraiu visitantes e levou à formação da cidade. 

O tombamento da Estação Ferroviária de Brodowski também considerou o valor para a cultura local, pois o prédio e a ferrovia serviram de inspiração para o artista plástico Candido Portinari, estando presentes em diversos quadros e croquis. O núcleo urbano formou-se ao redor da estação. O nome da cidade homenageia o engenheiro Alexander Brodowski, inspetor da Mogiana.

Conforme o parecer do Condephaat, o tombamento das estações traz de volta esses patrimônios para a esfera de valorização pública, garantindo que as futuras intervenções assegurem a preservação desses locais para a comunidade.

Cadeias

O Condephaat tombou também prédios de Câmaras, cadeias e fóruns em outras quatro cidades paulistas. Foram tombados o antigo Fórum e Cadeia de Mogi Mirim; a Casa da Câmara e Cadeia de Itapetininga; o prédio da antiga Câmara e Fórum de Araraquara, atualmente abrigando o Museu Histórico Voluntários da Pátria; e o antigo Fórum de São Pedro.

Conforme o órgão, os tombamentos preservam edifícios que representam a materialização das políticas de segurança pública e justiça no Estado de São Paulo até meados do século 19.

Os quatro edifícios mantêm o uso público até hoje. O reconhecimento desse patrimônio foi resultado do Estudo Temático de Casas de Câmara, Cadeias e Fóruns do Estado de São Paulo, pelo qual o conselho organizou o conhecimento sobre esse tipo de imóvel. No mesmo contexto, já foram tombados 15 edifícios em cidades do interior, litoral e região metropolitana de São Paulo. 

MARÇO/2018 - FONTE: Jornal O Estado de São Paulo - ESTADÃO 

Prefeita de Paris quer transporte público gratuito 

para combater poluição

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, quer estudar a tarifa zero na cidade. 

A medida faz parte dos planos de proteção ao meio ambiente.

Anne apresentará hoje ao Conselho da capital francesa um projeto de estudo sobre a viabilidade de tornar gratuito o transporte público na capital francesa.

Uma comissão especializada foi constituída para examinar nas próximas semanas um modelo econômico que torne o projeto viável.

Em declarações a agência de notícias, Anne Hidalgo afirmou:

‘O tema da gratuidade do transporte é uma das questões chaves na mobilidade urbana, na qual o lugar do automóvel contaminante já não é central’.

Anne afirmou ainda que todas as grandes cidades do mundo estão comprometidas com a questão ambiental, pois ‘está em jogo a necessidade de melhorar a qualidade do ar e proteger a saúde dos cidadãos‘.

Ela considerou necessário buscar alternativas para tornar o transporte público mais atraente, o que inclui também melhorar este serviço prestado aos cidadãos.

Dados divulgados pela imprensa francesa indicam que o transporte público na região parisiense gera um faturamento de 3,8 bilhões de euros/ano. O desafio do projeto será descobrir como sua gratuidade poderá se sustentar.

Com o projeto de Hidalgo, Paris acompanha outros lugares como a Alemanha, onde já se discute a possibilidade do transporte público gratuito de cinco cidades. 

MARÇO/2018 – FONTE: DIÁRIO DO TRANSPORTE – POR ALEXANDRE PELEGI

CBTU suspende o Vagão Rosa

Espaço exclusivo para mulheres em duas composições do metrô não é respeitado pelos usuários masculinos. Órgão alega não ter recursos para manter o serviço

Diante das condições financeiras e da falta de consciência de parte dos passageiros, o Metrô do Recife suspendeu o projeto do vagão rosa - e não deve retomar tão cedo. De acordo com o superintendente da Companhia de Trens Urbanos (CBTU) na Capital pernambucana, Leonardo Beltrão, não existe condições de manter a iniciativa da forma com que ela estava sendo feita. Há a ideia de trabalhar a questão separando as mulheres nas plataformas, para garantir que só elas entrem no espaço, mas não dá para executar enquanto não houver a normalização do caixa da empresa. 

Os testes com o vagão rosa foram realizados em dois trens (nº 36 e 39) no primeiro semestre de 2017. Funcionou por um tempo, mas quando saíram os vigilantes, a orientação passou a ser desrespeitada. Manter o formato de dois vigilantes por vagão seria “insustentável”, alegou o gestor. “O custo que você tem para garantir que o homem não entre no vagão seria quase o mesmo que gastamos em toda a segurança do metrô. Já estamos em situação difícil para operar o sistema. Se destinássemos esse recurso para o vagão rosa, teríamos que parar”, explicou Leonardo. 

Segundo o superintendente, o custo estimado desse efetivo extra para fiscalizar os vagões seria de R$ 15 milhões, enquanto o custo da folha de pagamento dos atuais seguranças - tanto os privados, da empresa BBC, quanto os policiais ferroviários - beiram os R$ 18 milhões. E mesmo que o metrô estivesse em boa situação financeira, seria um gasto que “não se justifica economicamente”. “É interessante que se pense na segurança da mulher, mas não a esse custo. Mesmo que tivesse dinheiro, seria mais interessante investir na melhoria de ar-condicionado, elevadores e escadas, que são as coisas que o público mais reclama”, comentou. 

“Em outras cidades em que existe o vagão rosa não tem vigilante e as pessoas respeitam. O pessoal daqui desrespeitou”, lamentou o superintendente. E enquanto não houver a normalização operacional do metrô, não dá para continuar os estudos necessários. “A gente tem ideia de fazer um trabalho nas plataformas. O local onde fica o último vagão ficaria restrito para mulheres, assim como deficientes e idosos. É um projeto que tenho desde o ano passado, mas devido os problemas financeiros, não dá (para tocar). A prioridade é tocar a operação do sistema”, finalizou. 

Sensação de fracasso
O adesivo até continua colado nos trens 36 e 39. Mas é indiferente: na hora do pico, homens e mulheres avançam para garantir um lugar no vagão, sem se importar com o alerta. A aposentada Maria do Carmo, 65 anos, crê que o projeto “não adiantou de nada”. “Os homens entravam. E não tinha respeito nenhum”, contou.

MARÇO/2018 – FONTE: Jornal Folha do Pernambuco 

Caminhão colide com VLT e deixa dois feridos em Jaboatão

Maquinista e o auxiliar receberam os primeiros socorros no local. Motorista do caminha fugiu

Uma colisão entre um caminhão tipo caçamba e um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que seguia no sentido TIP-Cabo, deixou duas pessoas feridas no início da noite desta segunda-feira (19) na Região Metropolitana do Recife. O acidente aconteceu por volta das 18h na rua Riachão, na Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes. O motorista do caminhão fugiu do acidente, que aconteceu por trás da fábrica da Iquine.

Segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o caminhão entrou em trecho proibido de circulação e colidiu com o VLT no trecho entre as estações e Cajueiro Seco e Marcos Freire. A empresa espera perícia do Instituto de Criminalística para retirada do VLT na via. Até a conclusão da perícia, o trecho do VLT da linha Curado não terá operação comercial.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o condutor do trem, que não teve a idade revelada, ficou preso nas ferragens e foi socorrido pelas equipes médicas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para o Hospital Dom Hélder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho.

Com escoriações no abdômen e na região lombar, o auxiliar do maquinista de 33 anos também ficou ferido, recebendo os primeiros socorros pelos Bombeiros no local. Queixando-se de dores nas costas, ele foi conduzido ao Hospital Unimed, localizado na Ilha do Leite, no Recife. 

Um terceiro homem, que também não teve a idade revelada, estaria na cabine juntos aos feridos, mas se recusou a ser conduzido a uma unidade hospitalar. Nenhum passageiro ficou ferido.

MARÇO/2018 – FONTE: Jornal Folha do Pernambuco

Estudo da FGV defende prorrogação antecipada 

de concessões de ferrovias

Um estudo elaborado por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) concluiu que a prorrogação antecipada das concessões ferroviárias, as quais vencem daqui quase uma década, seria a melhor saída para o governo estimular investimentos no setor, além de renegociar termos dos contratos já firmados com as empresas responsáveis pelos trilhos do País.

Nos cálculos da fundação, a antecipação de investimentos traria, a valor presente, benefícios da ordem de R$ 10 bilhões, sendo que 75% dessas vantagens estariam relacionadas à redução de custo de transporte, por conta da migração de cargas da rodovia para a ferrovia, além da redução de acidentes, congestionamentos e poluição, que, segundo a metodologia aplicada pelos pesquisadores da FGV, responderiam pelos 25% restantes.

“Tratam-se de impactos relevantes apenas pela antecipação dos investimentos. Se não realizados já, esses ganhos ocorrerão apenas daqui a cerca de 10 ou 15 anos, após os novos contratos de concessão serem implementados”, informa o relatório.

Nos cálculos da academia, cada R$ 1 milhão aplicado no setor teria um impacto positivo na economia 3,1 vezes maior, isto é, geraria R$ 3,1 milhões, além de seus efeitos sobre emprego, massa de renda e impostos. Segundo o relatório, foi identificado um choque positivo que se propaga pelos demais setores, com incremento na economia como um todo de R$ 42,6 bilhões. A maioria desse incremento ocorreria no setor industrial, estimado em R$ 26,9 bilhões.

O levantamento apontou ainda que os investimentos teriam potencial de gerar quase 700 mil postos de trabalho, principalmente na indústria e no setor de serviços. Este aumento, por sua vez, permitiria uma expansão da massa salarial da ordem de R$ 7,1 bilhões. Esses aumentos totais da demanda e dos empregos na economia têm potencial de gerar um incremento da arrecadação de tributos de cerca de R$ 3,1 bilhões.

A prorrogação antecipada das concessões antecipadas é defendida pelo governo e aguardada pelas empresas do setor, mas ainda depende de uma análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público junto à corte de contas, o qual tem cobrado informações técnicas e claras que apontem, objetivamente, que a antecipação é mais interessante para a União do que aguardar um fim do contrato, para que tudo seja novamente levado a leilão.

De acordo com Fernando Marcato, professor da FGV e um dos autores do estudo, todas as hipóteses foram analisadas e não há dúvidas de que o melhor é seguir a proposta atual do governo. Marcato esclareceu ainda que o estudo da fundação é independente e elaborado por pesquisadores da instituição ligados à área de infraestrutura, sem nenhum vínculo com empresas do setor.

“Nosso objetivo, ao estudar esse tema, é gerar esse debate. Achamos importante a academia se posicionar sobre um assunto tão relevante, mostrando o quanto de tempo e de dinheiro estão sendo perdidos por não se adotar as medidas necessárias”, comentou.

Se a prorrogação antecipada das concessões não ocorrer, os benefícios só poderiam ser capturados, em tese, após 2027, em uma nova licitação, afirma o relatório, com tendência de que os investimentos de possíveis novos concessionários não venham a atingir o mesmo patamar. 

MARÇO/2018 – Fonte: Jornal O Estado de São Paulo - Estadão 

Empresa que irá implantar e operar o VLT de Salvador será anunciada em 4 de abril, diz Casa Civil

Após uma série de suspensões de edital, o resultado da licitação para implantação e operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Salvador, irá ocorrer no dia 4 de abril, na sede da BM&FBovespa, em São Paulo, a partir das 15h.

Segundo a Casa Civil, será feita na ocasião a abertura dos envelopes das empresas interessadas e também a divulgação do vencedor do processo de licitação.

Serão avaliados, na concorrência pública, os valores dos lances e também a qualificação dos interessados na implantação e operação do modal de transporte.

O resultado da licitação estava previsto para ocorrer na segunda-feira (19). Entretanto, segundo a Casa Civil, foi adiado para o dia 4 de abril por conta de trâmites do processo de licitação.

Diante da escolha da empresa, o prazo para fechamento do contrato é de 90 dias. A partir de então, a previsão para início e conclusão das obras é de 24 meses.

Adiamentos

Após uma série de suspensões desde o lançamento em 2015, o edital de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Salvador, foi relançado em janeiro deste ano. O contrato será por meio de Parceria Público-Privada (PPP).

O projeto prevê a substituição dos trens que ligam o bairro de Paripe à Calçada, num percurso de 13,6 km. Com o novo modal de transporte, o sistema deve ser ampliado e se estender entre a Avenida São Luiz, em Paripe, e o bairro do Comércio. São 4,9 km a mais de trilhos, que, integrados aos existentes, farão o VLT percorrer um total de 18,5 km.

Diferentemente do atual sistema que liga o subúrbio à Calçada, o VLT é composto por trens mais leves e com um maior roteiro de paradas. O investimento estimado é de R$ 1,5 bilhão. A perspectiva é de beneficiar, diretamente, os mais de 600 mil moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador. A capacidade diária do modal é de transportar 100 mil usuários.

MARÇO/2018 – FONTE:  g1.globo.com/ba/bahia/noticia/empresa-que-ira-implantar-e-operar-o-vlt-de-salvador-sera-anunciada-em-4-de-abril-diz-casa-civil.ghtml

Metrô passa a testar linha que vai até o aeroporto de Salvador

A operação teste do metrô, entre as estações Mussurunga e Aeroporto, começou nesta última tarde da última quarta-feira (7), com viagens sem passageiros  que passam a acontecer diariamente das 15h à 0h, sem interferência na rotina de embarque e desembarque dos passageiros nos demais trechos.

Ao chegar à Estação Mussurunga, haverá desembarque obrigatório dos passageiros, como já acontece atualmente.

Neste período, serão feitos o balanceamento de energia elétrica, controle operacional, comunicação visual e sonora dos trens, reconhecimento de trecho pela equipe de operadores, posição de parada dos trens nas plataformas e logística de segurança.

A ação antecipa o início da operação comercial no trecho, prevista para já começar nas próximas semanas.

MARÇO/2018 – FONTE: R7 Bahia, portal de notícias da RecordTV Itapoan

Metrô de SP inaugura nova Estação Eucaliptos da Linha 5 - Lilás

Governo de São Paulo inaugurou na manhã desta sexta-feira (2) a estação Eucaliptos da Linha 5-Lilás do Metrô, em Moema, na Zona Sul. É a 11ª estação da linha que começou a ser construída há 20 anos, e que deveria estar completamente pronta até 2014.

A nova estação, que teve a inauguração adiada três vezes desde dezembro de 2017, funcionará inicialmente em horário reduzido, das 10h às 15h. A expectativa é a de que 20 mil pessoas vão usá-la por dia.

Enquanto estiver funcionando com horário reduzido, os usuários não pagam para o trecho entre Eucaliptos e Brooklin. Os dois acessos, nos dois lados da Avenida Ibirapuera, já estão funcionando. O trânsito da região mudará: a Avenida dos Eucaliptos será de mão única, entre a rua Professor Levy de Azevedo Sodré e a Avenida Ibirapuera, que terá o canteiro central reaberto na altura da Avenida dos Eucaliptos e fechado na altura da rua Jacira.

Quando estiver totalmente pronta, a Linha Lilás vai ligar o Capão Redondo à Chácara Klabin, e fará interligação com o monotrilho e as linhas Azul e Verde do Metrô. O primeiro trecho, até a estação Largo 13, foi inaugurado em 2002. A linha inteira deveria estar pronta até 2014. A nova data prometida é para o final deste ano. Ainda faltam seis estações, entre elas a Campo Belo, que fica entre as estações Brooklin e Eucaliptos.

"Nós estamos entregando hoje a Estação Eucaliptos, aqui na linha 5 e mais um mês, comecinho de abril, mais uma estação que é a Moema [será inaugurada]. Então mais duas estações da linha 5", disse o governador Geraldo Alckmin.

A obra de expansão, que teve início em 2009 e na qual está a construção da estação Eucaliptos, começou custando R$ 6,5 bilhões e já está 51% mais cara, custando R$ 9 bilhões e 900 milhões. A previsão é a de que até o final de abril o governo assine o contrato com a concessionária que fará a operação da Linha Lilás pelos próximos vinte anos.

MARÇO/2018 – FONTE: G1.COM 

Governo dá sinal verde para projeto de trem até Sorocaba

O projeto de uma linha de trem ligando a Grande São Paulo até Sorocaba – e cortando as cidades da região Oeste – deu mais um passo para ser viabilizado. Embora siga sem previsão para sair do papel. O governador Geraldo Alckmin autorizou, nesta segunda-feira, a Secretaria de Logística e Transportes, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a contratar a elaboração de Plano Diretor voltado à implantação de um novo sistema de transportes para passageiros e cargas, incluindo os chamados Trem Intercidades, da qual o ramal até Sorocaba faz parte.

O prazo para conclusão total dos estudos é de 20 meses. Mas, nos primeiros 90 dias já serão disponibilizados os estudos necessários à implantação do Trem Intercidades na rota São Paulo – Americana, que é um dos três em análise, além dos de Sorocaba e Santos.

Os estudos visam demonstrar tecnicamente a possibilidade do compartilhamento das vias férreas atualmente existentes entre transporte de cargas (federal) e de passageiros (estadual). A intenção, com esses trens e também com a implantação de outras medidas previstas no Plano Diretor, é reduzir o transporte de pessoas por rodovias.

A elaboração dos estudos será conduzida pelo Consórcio Pró-TL, composto por cinco empresas lideradas pela DB Internacional Brasil Ltda., subsidiária do grupo Deutsche Bahn, da Alemanhã, maior companhia operadora de ferrovias da Europa. A licitação internacional, vencida pelo Pró-TL, atraiu 22 consórcios, totalizando 46 empresas participantes.

O investimento total será de R$ 20,8 milhões.  Após a conclusão, o trabalho será apresentado ao governo federal para que sejam definidas as regras de compartilhamento das vias férreas e os níveis de qualidade dos serviços de passageiros a serem atingidos pelo Trem Intercidades, bem como aqueles que deverão ser entregues pelas novas linhas de carga.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: Web Diário

Rumo celebra 150 anos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro

Sessão solene na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo lembrou as origens de uma das principais vias férreas do País, que hoje integra a Malha Paulista, sob concessão da Companhia.

A Rumo, maior companhia logística de base ferroviária do Brasil, participou na manhã desta segunda-feira (dia 19/02), de uma sessão solene para celebrar os 150 anos de fundação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF). Seus trilhos hoje fazem parte da Malha Paulista, sob concessão da Rumo desde abril de 2015. O evento realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) contou com a presença de lideranças políticas, especialistas do setor e historiadores.

“Há 150 anos, em 30 de janeiro de 1868, no mesmo local de nascimento da cidade de São Paulo, o Pátio do Colégio, nascia um dos mais lembrados ícones da constelação ferroviária americana e do empreendedorismo pátrio”, lembrou Sérgio Feijão Filho, diretor da Associação de Preservação da Memória Ferroviária (APMF). “A constituição da CPEF marca o início do ferroviarismo genuinamente paulista, concebido e empreendido por paulistas e brasileiros”.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, fez um retrospecto da importância histórica da Companhia: “Seu primeiro trecho, entre Jundiaí e Campinas, foi inaugurado em 1872 e levou apenas dois anos para ser construído. Em 1880, ao chegar a Rio Claro e Mogi Guaçu, já somava 223 quilômetros em bitola larga. Em 1892 adquiriu a bitola métrica de Rio Claro a Araraquara e Jaú. Alargou a bitola, eletrificou os principais trechos e inovou na administração e na operação. Com o rigor nos serviços, expresso pela pontualidade, segurança e conforto, foi denominada ferrovia-padrão no mundo”.

 Renovação da Concessão

 Atualmente, a Rumo está em avançada negociação com o governo brasileiro para renovar antecipadamente a concessão da Malha Paulista, uma das quatro malhas ferroviárias sob sua gestão. Assim, o contrato original, que termina em 2028, se estenderia por mais 30 anos, até 2058. Esse processo encontra-se em linha com o planejamento estratégico da Companhia, que prevê cerca de R$ 6 bilhões em investimentos para ampliar a capacidade da Malha Paulista em 150% - dos atuais 35 milhões de toneladas/ano para 70 milhões de toneladas anuais.

“Os trilhos da antiga CPEF, que começou fazendo o transporte regional de café, importantíssimo na época, hoje têm uma dimensão muito maior”, afirma Fernando Paes, diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, ressaltando a importância da renovação da concessão. “A Malha Paulista transporta até Santos produtos do próprio Estado de São Paulo, mas também originários do Centro-Oeste e, futuramente, da Ferrovia Norte-Sul. Trata-se, portanto, de uma ferrovia de importância nacional”.

Guilherme Penin, diretor institucional e de regulação da Rumo, explicou que, atualmente, do volume que chega à Santos, 70% vem por meio de rodovia e apenas 30% por ferrovia. “A Rumo tem um plano estruturado para inverter essa razão, que envolve o aumento da capacidade da linha-tronco da Malha Paulista e também a reativação dos ramais de Panorama e Barretos, retomando o transporte regional”, diz Penin. “Esses investimentos são fundamentais para que São Paulo consiga ter uma ferrovia à altura de sua economia, da importância do nosso Estado e da relevância do Porto de Santos para o comércio exterior brasileiro”.

 Ações comemorativas

 Durante o evento, foi exibido um vídeo histórico sobre a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que estará disponível no Facebook da Rumo (https://www.facebook.com/rumologistica/). Desde 30 de janeiro deste ano, a empresa vem divulgando em suas redes sociais uma série de posts em comemoração aos 150 anos de fundação da CPEF. O evento na Alesp contou ainda com o descerramento de uma placa comemorativa, que será fixada na assembleia. A sessão solene foi realizada por solicitação do deputado estadual João Caramez (PSDB), coordenador da Frente Parlamentar em Prol do Transporte Metroferroviário (FTRAM).

FEVEREIRO/2018 -  FONTE: Portal Nacional de Seguros 

Eurostar lança trecho Londres-Holanda e inicia vendas

A Eurostar dará início ao novo serviço ferroviário que parte da Inglaterra rumo à Holanda no próximo dia 4 de abril. Com vendas disponíveis a partir de hoje (20), mesmo dia em que realizou a inauguração oficial apenas a convidados, a companhia promete conectar Londres a Amsterdã, em viagens de 3 horas e 41 minutos, enquanto os trajetos da capital britânica diretamente até Roterdã terão três horas de duração.

A inauguração é apontada como histórica pela companhia, já que, pela primeira vez, passageiros poderão viajar da estação St. Pancras, no centro de Londres, à Holanda em pouco mais de três horas.

"É um capítulo histórico na história da expansão ferroviária, estreitando os laços de transporte e Turismo entre o Reino Unido e a Europa no continente", revelou o diretor executivo da Eurostar, Nicolas Petrovic.

A operação contará com duas frequências diárias a partir de Londres, às 8h31 e 17h31, respectivamente, com viagens diretas a Roterdã e Amsterdã. Os passageiros em retorno à Inglaterra viajarão da Holanda a Bruxelas, na Bélgica, pela companhia Thalys, e de lá embarcarão em um trem da Eurostar. Essa conexão demandará passagem pelo controle de fronteira, apresentação de passaporte e escaneamento de bagagem.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: Panrotas

Empreiteiras são condenadas por fraudes 

em licitações do metrô de SP

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou, nesta sexta-feira, 12 empresas envolvidas em fraudes em licitações para a construção e instalação da Linha 5 Lilás (Largo 13 à Chácara Klabin), em São Paulo. Entre as empresas condenadas estão as empreiteiras Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior e OAS. A juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara de Fazenda Pública, determinou que as empresas reembolsem cerca de R$ 325 milhões aos cofres públicos e fiquem proibidas de contratar com o poder Público por 5 anos e de receberem benefícios ou incentivos fiscais. Na mesma ação, a magistrada homologou o acordo entre a Camargo Corrêa — que admitiu que agiu em conluio com outras empresas para participar de lotes da obra — e o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Por conta do acordo, a Camargo Corrêa não fica inidônea e terá de pagar cerca de R$ 24 milhões aos cofres públicos. A decisão cabe recurso.

Além das empreiteras, as empresas Serveng-Cuvilsan, Heleno & Fonseca, Iesa, Cetenco, CR Almeida e Cosben também foram condenadas. A juíza também condenou o atual secretário municipal de Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda, ex-presidente do Metrô e da CPTM nas gestões tucanas José Serra e Geraldo Alckmin, ao pagamento de R$326.915.754,40, a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 5 anos, além da proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais por 5 anos.

Por meio de nota, Avelleda afirmou que é inocente e que vai recorrer contra decisão. "O secretário Avelleda não é acusado de fraude, não participou da elaboração do edital, não realizou a licitação, e também não assinou qualquer contrato referente à concorrência da Linha 5 do Metrô. Não há nenhuma referência ao secretário em atos de corrupção. A única acusação feita contra Avelleda é ele ter dado continuidade aos contratos de execução da Linha 5, enquanto presidente do Metrô. O próprio Tribunal de Justiça, por duas vezes, já havia confirmado a decisão de Avelleda de ter mantido os contratos da Linha 5, pois do contrário haveria enorme prejuízo à população de São Paulo", diz o texto.

 O GLOBO ainda não conseguiu contato com os demais condenados na ação.

 A Camargo Corrêa admitiu no acordo firmado com o MPSP que houve superfaturamento de dois lotes da linha 5 do metrô de São Paulo. Os contratos em valores atualizados chegam a R$ 3,5 bilhões. As empresas condenadas "dividiram" a obra entre elas. No acordo com o MP, ficou estabelecido que a Camargo Corrêa pagaria R$24,3 milhões.

 ACORDO DA CAMARGO CORRÊA

 A investigação foi aberta com informações obtidas em acordo de leniência feito com a construtora Camargo Corrêa, executivos e ex-executivos da empresa. Por meio do acordo, as empresas confessam participação na conduta ilegal, fornecem informações e apresentam documentos para colaborar com a apuração do cartel.

A empresa indicou que a prática teria atingido 21 licitações públicas no Brasil e perdurou entre 1998 e 2014. O cartel teria envolvido nove empresas: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Carioca, Marquise, Serveng e Constran. Além disso, é possível que outras dez construtoras também tenham participado do conluio: Alstom, Cetenco, Consbem, Construcap, CR Almeida, Galvão Engenharia, Heleno & Fonseca, Iesa, Mendes Junior e Siemens.

As obras que teriam sido afetadas são, por exemplo, o metrô de Fortaleza, o metrô de Salvador, a Linha 3 do metrô do Rio de Janeiro, a Linha 4 – Amarela do metrô de São Paulo, e duas obras para a Linha 2 – Verde de São Paulo. Há indícios de que também houve acordos anticompetitivos concluídos e implementados em 2008 que afetaram outras duas obras para a Linha 2 – Verde e Linha 5 – Lilás, ambas em São Paulo.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: O Globo 

Projeto concede porte de arma à segurança do metrô

Os agentes de segurança metroviária poderão ter porte de arma. A permissão está prevista no projeto de autoria do senador Hélio José (Pros-DF), que está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta (PLS 34/2018) altera o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) para estender aos agentes de segurança metroviária a possibilidade de portar arma de fogo, como já é autorizado para as carreiras de agentes prisionais e para as guardas portuárias.

Hélio José argumenta que os metrôs das grandes cidades brasileiras têm sido palco de crimes que vão de furtos a homicídios e, às vezes, vêm sendo usados como meio rápido de fuga para os criminosos. Com isso, segundo o senador, as centenas de milhares de pessoas que utilizam diariamente os metrôs se sentem cada vez menos seguras.

O senador ressalta que a legislação que rege a segurança metroviária (Lei 6.149/1974) permite aos agentes atividades como vigilância, ações de manutenção da ordem, colaboração com a polícia e até prisão em flagrante e, mesmo assim, o Estatuto do Desarmamento não concede a eles o porte de arma. Na visão de Hélio José, essa proibição é uma contradição, pois “quem dá a missão dá os meios”. O projeto seria, assim, uma forma de ajustar a lei e colaborar com mais segurança para os agentes e para os usuários.

O projeto receberá decisão terminativa na CCJ. Se for aprovado e não houver recurso para sua análise pelo Plenário do Senado, poderá seguir para a Câmara dos Deputados.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: Senado Notícias

Metrô de São Paulo transporta 8,7 milhões no Carnaval

 e 34 são detidos por vandalismo

Nas quatro linhas do Metrô (1, 2, 3 e 5), em razão do mau comportamento dos passageiros, foi preciso desenergizar as vias 30 vezes.

Ao lado dos ônibus municipais de São Paulo, o Metrô foi o principal meio de transporte no Carnaval Paulistano.

Segundo balanço divulgado hoje pela Companhia do Metropolitano, entre sábado e ontem (13), as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela e 5-Lilás, transportaram, ao todo, 8,7 milhões de passageiros.

No entanto, segundo a Companhia, o que poderia ser um balanço unicamente positivo pela grande quantidade de passageiros atendidos, foi marcado por destaques negativos, em especial pelo mau comportamento de alguns usuários, principalmente foliões.

Nesse período (os quatro dias de Carnaval), 34 cidadãos foram detidos e encaminhados à Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) por danos ao patrimônio público e uso impróprio do sistema metroviário, como acionamento indevido do botão de emergência (conhecido como botão soco) e descida às vias.

Nas quatro linhas do Metrô (1, 2, 3 e 5), em razão do mau comportamento dos passageiros, foi preciso desenergizar as vias 30 vezes, causando 88 minutos de interferência na circulação dos trens. Na linha 4-Amarela, administrada pela concessionária ViaQuatro, oito viagens tiveram de ser canceladas em razão dos incidentes provocados pelos usuários.

Os problemas começaram no final de semana anterior ao Carnaval, com os blocos de rua, e se concentraram, na ocasião, na linha 4-Amarela.

Segundo a nota do Metrô, a situação fez com que a companhia estatal nas linhas 1,2,3 e 5, e a concessionária ViaQuarto elaborassem um esquema ainda mais reforçado para o Carnaval.

As equipes das duas empresas devem atuar também no Pós-Carnaval, neste próximo final de semana.

Tendo em vista os problemas causados pelo público no pré-Carnaval, quando o sistema teve de operar parcialmente durante 2h44, e para atender à demanda nos dias oficiais da festa, o Metrô e a ViaQuatro fizeram uma operação especial com reforço da segurança, instalações de bolsões e controle de fluxo.

A operação especial será repetida no próximo fim de semana em razão dos blocos que desfilarão pela capital no pós-Carnaval.

FEVEREIRO/2017 – FONTE: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes, em Diário dos Transportes.

Abaixo-assinado para pressionar reativação de Ferrovia histórica

Para tentar recuperar um trecho da primeira ferrovia construída no Brasil, moradores de Magé estão fazendo um abaixo assinado. O ouvinte e presidente da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária Antônio Pastori conta que são necessárias 20 mil assinaturas para que o trecho da Estrada de Ferro de Mauá seja revitalizado.

"Precisamos de 20 mil assinaturas para sensibilizar os senadores para a restauração e reativação de um trecho de 7 quilômetros da primeira ferrovia do Brasil: a Estrada de Ferro Mauá. O nome original é Estrada de Ferro de Petrópolis, da Imperial Companhia de Navegação a Vapor, do Barão de Mauá, inaugurada em 1854. É um trecho pequeno, mas é parte da nossa história, por isso, queremos a revitalização desse trecho. Essa ferrovia é pioneira e é lamentável a situação atual em que se encontra. Está muito abandonado", explica o presidente da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, Antônio Pastori.

A ferrovia Mauá-Fragoso foi a primeira do Brasil construída em 1854 por uma iniciativa do Barão de Mauá. O percurso tinha cerca de 14 km. Em 1954, no ano de seu centenário, a Estrada de Ferro Mauá Fragoso foi considerada Monumento Histórico Nacional.

O traçado original ligava Inhomirim, na Região Serrana do Rio à Baía de Guanabara. A linha foi criada para levar o café produzido no Vale do Paraíba ao cais de Magé e, de lá, de barco ao porto do Rio de Janeiro. Tudo isso pertencia a Rede Ferroviária Federal até 1998, quando foi entregue à Prefeitura de Magé. Cabe ao Instituto do Patrimônio Histórico fiscalizar Aa conservação e manutenção do espaço.

O abaixo assinado contém 156 assinaturas e está disponível no site do Senado Federal. Ao atingir 20 mil apoios a iniciativa se torna uma Sugestão Legislativa e passa a ser discutida por senadores.

A Prefeitura de Magé e o Iphan, responsáveis pela administração e conservação do espaço, não se pronunciaram sobre o abandono da estação e do trecho da ferrovia.

 Clique aqui para participar da votação

FEVEREIRO/2018 – FONTE: Band News (corrigida)

CPTM terá máquinas de compra de créditos para BU em suas estações

A partir desta quinta-feira, 1º de fevereiro, a CPTM disponibilizará máquinas para compra de crédito no Bilhete Único em 60 estações, nas seis linhas do sistema. Até o mês de abril, todas as estações contarão com o serviço.

As máquinas são do tipo autoatendimento e aceitarão cartões de débito das bandeiras Mastercard, Visa e Elo. As estações que já contam com as máquinas são:

 Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato): Perus, Caieiras, Franco da Rocha, Baltazar Fidelis e Francisco Morato;

 Linha 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi): Júlio Prestes, Lapa, Domingos de Moraes, Imperatriz Lepoldina, Comandante Sampaio, Gen. Miguel Costa, Carapicuiba, Santa Terezinha, Antonio João, Barueri, Jardim Belval, Jandira, Eng. Cardoso;

Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú): Osasco, Presidente Altino, Ceasa, Villa Lobos-Jaguaré; Cidade Universitária, Pinheiros e Hebraica-Rebouças;

Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra): Luz, Ipiranga, São Caetano, Utinga, Pref. Saladino, Prefeito Celso Daniel-Santo André, Capuava, Mauá, Guapituba, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra;

Linha 11-Coral (Luz-Guaianases-Estudantes): Corinthinas-Itaquera, Dom Bosco, Guaianases, Antonio Gianetti, Poá, Suzano, Jundiapeba, Estudantes, Braz Cubas e Mogi das Cruzes;

Linha 12- Safia (Brás-Calmon Viana): Comendador Ermelino, São Miguel Paulista, Itaim Paulista, Jardim Romano, Itaquaquecetuba, Aracaré e Calmon Viana.

Todas as estações da CPTM também contam com máquinas validadoras para verificação de saldo e carregamento do Bilhete Único, serviço prestado pela empresa Planinvest, vencedora da licitação. No total, são 473 máquinas.

 Já a vencedora da licitação para prestação de serviço de compra de crédito do Bilhete Único foi a Autopass. Serão instaladas 129 máquinas.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: CPTM 

Pimentel reage e quer reunião com Temer por verba para metrô

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), solicitou uma reunião com o presidente Michel Temer (PMDB) para discutir a situação do metrô de Belo Horizonte, que corre o risco de ter o funcionamento reduzido e até de parar de circular, a partir de junho, por falta de recursos. A iniciativa é uma reação ao problema apresentado em reportagem de O TEMPO no último domingo, que mostrou a redução do Orçamento para o metrô da capital. Neste ano, o valor é de R$ 56 milhões, quase a metade dos R$ 103 do ano passado.

Em vídeo publicado em redes sociais, Pimentel se disse estarrecido com a notícia e garantiu que não vai aceitar a suspensão do serviço. O governador ainda reclamou da ausência de ministros mineiros na gestão de Temer e de “descaso” da União com o Estado.

“Se não bastasse tudo isso, agora querem parar o metrô de Belo Horizonte. É impossível, Minas vai reagir. Já pedi audiência com o presidente Temer, vou falar com o prefeito (Alexandre) Kalil (de BH), nós vamos juntos lá. É impraticável esse tipo de atitude com Minas. Não vamos aceitar”, disse.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pela gestão do metrô, reconheceu nesta segunda-feira (5) a necessidade de recomposição do Orçamento, que sofreu redução de cerca de 40% em relação ao ano passado, para que o sistema não seja afetado.

A CBTU confirmou, em nota, que “necessita de uma recomposição na Lei Orçamentária Anual”. A companhia informou que busca, com o Ministério das Cidades, a recuperação do Orçamento para manter “níveis adequados de operação” e que tem “confiança e determinação” para superar as adversidades e garantir os investimentos necessários.

Entenda. Em ofício assinado em 31 de janeiro, o diretor-presidente da CBTU, José Marques de Lima, afirmou que, devido aos cortes orçamentários feitos pela União, estão sendo adotadas medidas, como a suspensão de contratos de serviços e a restrição do funcionamento apenas aos horários de pico – de segunda a sexta-feira, das 5h30 às 8h30 e das 17h30 às 19h30, a partir de 5 de março.

O Ministério das Cidades declarou que tem buscado, junto com as pastas de Fazenda e Planejamento, ampliar o Orçamento destinado à operação do sistema em cinco capitais – além de BH, Recife, Natal, João Pessoa e Maceió –, dos R$ 139,7 milhões aprovados para cerca de R$ 200 milhões, com o intuito de “assegurar a prestação do serviço com segurança e confiabilidade ao usuário”.

A reportagem tentou nesta segunda-feira contato com o prefeito Alexandre Kalil (PHS), mas ele estaria em reuniões. A assessoria de imprensa da prefeitura afirmou que, até o fechamento desta edição, Kalil não havia sido contactado por Pimentel, mas ressaltou que o prefeito tem boas relações com Temer e com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e que está se informando sobre o assunto para intervir e garantir o serviço.

 Mobilidade vai ficar comprometida

 A possibilidade de redução do funcionamento e de suspensão da circulação do metrô preocupa usuários e especialistas, que preveem prejuízos à mobilidade na região metropolitana. O ourives Adão Antônio dos Santos, 52, usa o metrô todos os dias para ir trabalhar. “Vou ter que pegar mais dois ônibus, e meu trajeto vai demorar ao menos mais uma hora”, disse.

Vai haver queda no conforto e aumento no tempo de viagem dos usuários, que devem recorrer a ônibus no período sem metrô, prevê o coordenador do departamento de transportes e trânsito da Fumec, Márcio Aguiar. “Da estação Central até a Eldorado, são 17 minutos de metrô. De ônibus ou carro, demora mais de uma hora. Em vez de haver ampliação no transporte, que é tão limitado, ele está sendo restringido”, completou.

“Sem mobilidade, não há escola, trabalho, lazer e saúde”, pontuou o engenheiro especialista em transportes Francisco Magalhães da Rocha. (Pedro Ferreira/RM)

 Falta de recurso é problema que se repete

 Não é a primeira vez que o funcionamento do metrô de Belo Horizonte é ameaçado por falta de recursos. Em junho de 2016, devido à redução de R$ 39 milhões no Orçamento do custeio do sistema, a CBTU não renovou os contratos de manutenção dos equipamentos e trens e de limpeza dos pátios e da sede.

Em 2017, houve necessidade de recomposição do Orçamento e ampliação do limite disponível para custeio da companhia, o que permitiu à CBTU empenhar R$ 233 milhões no funcionamento dos sistemas, segundo o Ministério das Cidades.

Conforme a pasta, o Orçamento da CBTU é proposto pelo Executivo e aprovado pelo Congresso, e a limitação ocorre pela necessidade de adequação das despesas à meta de resultado primário e ao limite de gasto do Novo Regime Fiscal.

 FEVEREIRO/2018 – FONTE: O Tempo 

Linha 10-Turquesa recebe primeiro trem “moderno”

Não foi exatamente uma estreia como os passageiros da Linha 10-Turquesa mereciam, mas enfim um trem considerado moderno passou a operar no ramal nesta segunda-feira (05). Trata-se da Série 7500, um complemento dos trens da Série 7000 fabricados pela espanhola CAF e que rodava até então na Linha 9-Esmeralda.

Dois trens da série foram deslocados para o ABC há algumas semanas e o primeiro deles passou a operar nesta manhã entre Brás e Mauá, mas a tendência é que ele passe a atender toda a linha nas próximas semanas. Embora a CPTM não tenha noticiado o fato até o momento (apenas um post em sua página no Facebook sem dar detalhes), a tendência é que mais unidades desse trem sejam repassadas para a Linha 10 nos próximos meses a fim de retirar os velhos Série 2100, também conhecidos como trens espanhóis, de circulação aos poucos.

Entregues a partir de 2011, os trens da Série 7500 fazem parte da grande encomenda que a CPTM fez à fabricante CAF e que hoje são a espinha dorsal da empresa. Não são novos como os trens da Série 8500 e 9500 que estão sendo recebidos pelas linhas 7-Rubi e 11-Coral, porém, vão melhorar bastante o atendimento na região, à medida que mais composições entrem no chamado carrossel.

 Muitos rumores

 Depois que a linha 7-Rubi passou a receber os novos trens da encomenda de 65 unidades feita pela companhia em 2013, a Linha 10 passou a ser o ramal com composições mais precárias. Concebida para operar em percursos regionais, a Série 2100 foi comprada usada pelo governo do estado na década de 90 e mesmo modernizada apresenta muitos problemas de operação – são comuns os casos de incêndio em composições nos últimos anos.

Embora tenha ar-condicionado e um aspecto razoável no interior, esses trens não são adequados para operar em linhas metropolitanas por serem lentos na aceleração e frenagem. Com isso, as viagens tornam-se mais lentas, exigindo mais unidades para manter um intervalo aceitável.

O problema no momento é que rodar com o Série 7500 em meio aos 2100 não vai mudar em quase nada a situação dos intervalos ou tempo de viagem. Como ficará preso no ritmo dos 2100, o novo trem só poderá ganhar tempo na viagem entre cada estação para, na melhor das hipóteses, ficar mais tempo parado na plataforma a fim de esperar que o trem à sua frente se distancie.

Ainda assim, é um alento saber que a Linha 10, enfim, passou a contar com trens dessa nova safra – além do 2100 ela opera três Séries 3000, o primeiro modelo encomenda novo pela CPTM. Rumores de que a linha Turquesa receberia novas composições surgiram aos montes, incluindo operar algumas unidades da Série 9500, a mais moderna atualmente. Isso, de fato, pode até ocorrer no futuro. Essa mudança de hoje só foi possível graças à entrada dos trens da Série 8500 e 9500 que já tem 32 unidades entregues. Veja abaixo vídeo com o Série 7500 na estação Mauá.

 FEVEREIRO/2018 – FONTE: Metrô CPTM 

Trens e metrô que cortam a grande São Paulo

 tiveram quase 50 falhas em janeiro

O transporte sobre trilhos em São Paulo apresentou 48 falhas nos dias úteis de janeiro deste ano. Mês com menor demanda por causa das férias escolares. Nas datas em que houve falhas, foram registradas em média três por dia no metrô, na CPTM, ou nos dois. Os dados foram obtidos nos sites oficiais das empresas, em um acompanhamento diário da CBN.

Na avaliação do Consultor em Engenharia Urbana Luiz Célio Bottura, é 'significativo. Ainda mais que, por coincidência, acontece nos horários de pico, aonde o maior número de pessoas precisam do sistema. Se fosse melhor mantido, este número poderia cair talvez a um terço ou um quarto deste valor'.

Entre as linhas da CPTM, a 7-Rubi é a pior no ranking: apresentou nove falhas. No metrô, a pior linha foi a 1-Azul, com dez falhas em janeiro, quatro delas somente no dia 3.

Grande parte dos registros ocorreu em horário de pico. Em todos eles houve transtornos aos usuários, desde lentidão no percurso e maior tempo de espera nas estações, até o uso do Paese para garantir o percurso. A maioria dos motivos apontados pelas empresas foi problemas nos trens ou nas vias.

Para o especialista, isso indica a necessidade urgente de rever a manutenção que é feita nos equipamentos.

'O plano de manutenção tem que ser levado mais a sério. Na frequência, na escolha do executor. Ttem que ser gente com experiência. E sempre que possível modernizá-lo. Um trem tem uma vida útil muito grande, se ele for bem mantido'.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos discordou da análise feita pela CBN, pois considera que, das 48 falhas registradas no site, somente nove eram graves a ponto de demandar acionamento do sistema de ônibus do Paese. O governo alega que investiu mais de R$ 3 bilhões na renovação da frota nos últimos anos. Na CPTM, 32 novos trens já entraram em operação e 33 devem ser entregues até o fim deste ano. No metrô, foram investidos mais de R$ 1 bilhão na modernização e reforma de 98 trens.

FEVEREIRO/2018 – FONTE: CBN

VLT do Rio é aprovado por 92% dos usuário,diz Datafolha

Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 92% dos usuários do VLT Carioca avaliam o sistema de forma positiva (bom ou muito bom). Sete em cada dez passageiros recomendariam o VLT como uma forma eficiente de deslocamento. A avaliação supera a do ano passado, que apontava 88% de satisfação. Feita com 989 pessoas durante a operação das linhas 1 e 2, tanto nas paradas quanto nos veículos, a análise tem margem de erro de 3 pontos percentuais e índice de confiança de 95%.

Encerramos o ano de 2017 com uma nova linha, mais paradas em operação e um usuário mais satisfeito, sem abrir mão de valores como segurança e eficiência. O resultado só nos motiva a continuar trabalhando e contribuindo por um Centro do Rio mais sustentável e conectado”, avalia o presidente da Concessionária do VLT Carioca, Rodrigo Tostes.

A rapidez foi apontada como o aspecto de maior importância (62%) para quem usa o VLT. E foi também um dos quesitos que mais evoluiu em relação ao último ano. Considerada boa ou muito boa por 81% dos entrevistados, o índice era de 56% em 2016. Conforto (93%) e segurança operacional (87%) foram outros aspectos avaliados acima da média. A confiabilidade, que analisa quesitos como tempo de espera e quantidade de paradas não programadas, subiu de 46% para 85%.

O Datafolha mostra que quase metade dos usuários (45%) utiliza o VLT com alta frequência (entre quatro e sete vezes por semana), sendo que mais de 50% andam no sistema pelo menos duas vezes por dia. O deslocamento para o trabalho (68%) é a principal razão de uso do modal. Para a maior parte dos entrevistados (72%) a viagem de VLT dura entre 5 e 20 minutos, com tempo médio de 13 minutos.

“Os dados mostram que o VLT está inserido na rotina da cidade e já se tornou um transporte relevante para agilizar deslocamentos. E apesar de ter também sua função turística, com toda a área histórica, museus e aquário, possui um peso importante no dia a dia de quem trabalha na região central da cidade”, complementa Tostes.

JANEIRO/2018 - FONTE: Via Trolebus 

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